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Datafolha: Boulos minimiza distância, e Nunes celebra – 10/10/2024 – Poder

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Joelmir Tavares, Victória Cócolo, Carolina Linhares, Catia Seabra

Após a primeira pesquisa Datafolha do segundo turno em São Paulo mostrar Ricardo Nunes (MDB) com 55% das intenções de voto e Guilherme Boulos (PSOL) com 33%, a campanha do segundo colocado minimizou a distância para o primeiro e procurou afastar o pessimismo, enquanto o candidato à reeleição ressaltou a migração para si dos votos de Pablo Marçal (PRTB), terceiro colocado no domingo (6).

Em Brasília para reunião e gravação com o presidente Lula (PT), seu aliado, Boulos não comentou o levantamento até a noite desta quinta-feira (10), mas sua campanha emitiu nota em que aponta “cenário em aberto” e evita comentar aspectos negativos, como a rejeição de 58% dos eleitores, ante 37% do rival.

A candidatura do PSOL ressaltou o percentual de 31% dos eleitores de Nunes que, segundo o Datafolha, votam no emedebista por considerá-lo o candidato ideal, taxa que no caso de Boulos é de 56%. Isso mostra, segundo o comunicado, “uma intenção de votos pouco consolidada no atual prefeito”.

A avaliação também foi feita em privado por membros da campanha, que consideram frágil o voto no prefeito. Outros dados citados foram da pesquisa espontânea (quando o entrevistador não cita nomes de candidatos), com a fatia de 12% que está indecisa e a distância de 12 pontos percentuais de Boulos (29%) para Nunes (41%), menor do que na estimulada (22 pontos).

O candidato do PSOL também tenta herdar parte da votação de Marçal, sob a justificativa de que nem todos os votos do influenciador tiveram perfil ideológico e que uma porção deles pode ser conquistada pelo deputado, que incorporou temas da campanha do rival como o estímulo ao empreendedorismo e propostas para trabalhadores de aplicativos.

A ordem é manter a combinação de serenidade e mobilização, para evitar que um clima de derrota contamine a militância. O argumento é que as pesquisas mostram um quadro que não é imutável, com a expectativa de que uma campanha intensificada nas ruas e nas redes consiga reverter a diferença.

A mensagem já tinha sido apresentada a apoiadores um dia antes, em um encontro batizado como “Plenária Arrancada da Vitória”. O pedido é para que eles se mantenham engajados e trabalhem para “virar votos”, especialmente entre eleitores que votaram em Lula em 2022 e hoje estão com Nunes.

Aliados de Boulos já admitiam que começariam o segundo turno atrás, como indicavam as pesquisas anteriores, mas têm a expectativa de alterar o quadro nas próximas duas semanas. É preciso, nas palavras de um interlocutor do deputado, manter o sangue frio e confiar na estratégia. Uma das apostas é que os votos de Marçal, que hoje migram em sua maioria (84%) para Nunes, podem se pulverizar, já que esse público também votou pela mudança na máquina municipal.

Na tentativa de ampliar a parcela de eleitores que responde não votar de jeito nenhum em Nunes, a campanha do PSOL quer reforçar o fato de que o emedebista é apoiado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e enfatizar episódios como o do boletim por violência doméstica feito pela primeira-dama em 2011, além de denúncias envolvendo contratos da gestão e a relação de Nunes com o centrão.

Nunes comemorou o resultado da pesquisa publicamente, durante uma caminhada em Parada de Taipas (zona norte), na tarde desta quinta. Nos bastidores, sua equipe adota cautela com os números e diz que é preciso ter humildade. Em sondagens internas, segundo relatos, a vantagem inicialmente era menos ampla.

O prefeito disse estar feliz. “Tenho que agradecer a população pela confiança, pela percepção do que representa a nossa candidatura e do outro adversário. Aqui é o equilíbrio, lá o extremismo. Aqui é a ordem, lá a desordem. A gente está muito tranquilo com relação à continuidade do nosso trabalho”, declarou.

Nunes disse ainda que uma cidade de 12 milhões de habitantes exige experiência e que, do lado de Boulos, há “zero experiência”.

O prefeito afirmou que é uma “boa notícia” o dado de que 8 em cada 10 eleitores de Marçal o escolhem no segundo turno e lembrou que tem encampado as propostas do influenciador relacionadas ao empreendedorismo. Disse ainda que o candidato do PRTB era contra Boulos —apesar disso, o influenciador afirma agora acreditar que o candidato do PSOL será o vencedor.

“Ele [Marçal] falava muito que ele seria uma candidatura para combater o Boulos. É natural até que venha para a nossa candidatura”, continuou o aspirante à reeleição, falando em “correr atrás” dos simpatizantes do influenciador que ainda não estão com ele, “para poder trazer todo mundo”.

Nunes também comentou sua declaração, feita em entrevista à TV Record mais cedo, de que aceitaria uma indicação técnica Bolsonaro para seu secretariado, como a do ex-ministro Paulo Guedes (Economia).

“Se ele me indicar alguém técnico, que seja bom para o governo, eu não tenho nenhum problema de aceitar. Por exemplo, sei lá, Paulo Guedes. […] Eu não estou fechado a receber sugestões. Só que a decisão do secretariado vai ser minha”, disse.



Leia Mais: Folha

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Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard — Universidade Federal do Acre

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Estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram, nos dias 10 e 11 de abril, do HSIL Hackathon 2026, promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Harvard T.H. Chan School of Public Health. A participação da equipe ocorreu no Hub de Inovação do Hospital das Clínicas de São Paulo, o InovaHC, em uma edição realizada simultaneamente em mais de 30 países. O grupo conquistou o 3º lugar geral entre mais de 30 equipes com o projeto Viginutri, solução voltada à prevenção da desnutrição hospitalar.

A equipe foi liderada pela acadêmica de Medicina da Ufac Maria Júlia Bonelli Pedralino e contou com a participação de Guilherme Félix, do curso de Sistemas de Informação, Bruno Eduardo e Wesly, do curso de Medicina. Segundo Maria Júlia, representar o Acre e a Ufac em um evento dessa dimensão foi uma experiência marcante para sua trajetória acadêmica e pessoal. “O Acre tem muito a dizer nos espaços onde o futuro da saúde está sendo construído”, afirmou.

O projeto premiado, Viginutri, foi desenvolvido durante o hackathon em São Paulo e propõe uma solução para auxiliar no enfrentamento da desnutrição hospitalar, problema que pode afetar o prognóstico de pacientes internados e gerar impactos para a gestão hospitalar. A proposta une medicina e nutrição e será aperfeiçoada a partir da premiação recebida pela equipe.

Com a classificação, o grupo garantiu uma aceleração de um ano pela Associação Brasileira de Startups de Saúde, com mentoria especializada e a perspectiva de validar a solução em um hospital real. De acordo com Maria Júlia, a conquista abre a possibilidade de levar uma ideia desenvolvida por estudantes da Ufac para uma etapa de aplicação prática.

A estudante também ressaltou o apoio recebido da Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia da Universidade Federal do Acre (Proint) e da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex). Segundo ela, a conquista só foi possível porque a universidade acreditou no projeto e ofereceu as condições necessárias para que o grupo representasse a instituição fora do Acre. “Essa conquista não teria sido possível sem o apoio da Proint e Proex”, disse.

A trajetória do grupo teve início em um hackathon realizado anteriormente no Acre, onde surgiu o projeto Sentinelas da Amazônia, experiência que contribuiu para a formação da equipe e para o interesse dos estudantes em iniciativas de inovação.

Como desdobramento da participação no evento, a equipe deve promover, no dia 12 de junho, às 10h30, no Sebrae Lab, no Centro de Convivência, uma roda de conversa sobre a experiência no hackathon, com o objetivo de incentivar outros acadêmicos a buscarem pesquisa, inovação e desenvolvimento de ideias no ambiente universitário.



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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre

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A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Parque Zoobotânico (PZ), realizou, de 12 a 14 de maio de 2026, o Curso Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação, na sala ambiente do PZ, no campus sede, em Rio Branco. A formação reuniu 14 comunitários da Reserva Extrativista Chico Mendes, Resex Arapixi e Floresta Nacional do Purus, com foco no fortalecimento dos territórios tradicionais, nas referências culturais e na criação de roteiros turísticos de base comunitária.

A coordenadora estadual do Projeto Esperançar Chico Mendes, professora e pesquisadora da Ufac/PZ, Andréa Alexandre, destacou que as reservas extrativistas, criadas há mais de três décadas na Amazônia, têm como desafio conciliar o bem-estar das famílias que vivem nas florestas com a conservação dos recursos naturais. Segundo ela, o turismo de base comunitária se apresenta como uma alternativa econômica para que as famílias extrativistas possam cumprir a função das reservas. “O curso de extensão apresenta ferramentas para que essas famílias façam gestão do turismo como um negócio, sem caráter privado, nem por gestão pública, mas com um controle que seja da comunidade”, afirmou.

O curso integra as ações do Projeto Esperançar Chico Mendes, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, em parceria com a Ufac, Parque Zoobotânico e instituições parceiras. A formação foi ministrada por Ana Carolina Barradas, do ICMBio Brasília; Fádia Rebouças, coordenadora nacional do Projeto Esperançar-SNPCT/MMA; e Leide Aquino, coordenadora regional do Conselho Nacional das Populações Extrativistas.

Durante a formação, os participantes tiveram acesso a ferramentas voltadas à gestão do turismo em seus territórios, com abordagem sobre elaboração de roteiros, recepção de visitantes e valorização da cultura extrativista. A proposta é que a atividade turística seja conduzida pelas próprias comunidades, a partir de suas referências, histórias, modos de vida e relação com a floresta.

A liderança do Grupo Mulheres Guerreiras, da comunidade Montiqueira, no ramal do Katianã, Francisca Nalva Araújo, afirmou que o curso leva conhecimento para a comunidade e abre possibilidades de trabalho coletivo com turismo de base comunitária. Segundo ela, o grupo reúne aproximadamente 50 mulheres, envolvidas em atividades com idosas, jovens e adultos, além de ações de artesanato, crochê e corte-costura. “Agora, aprofundando os conhecimentos para trabalhar com turismo tende a trazer melhorias coletivas”, disse.

A artesã Iranilce Lanes avaliou o projeto como inovador por ser desenvolvido junto às pessoas das próprias comunidades. Para ela, a construção feita a partir do território fortalece a participação dos moradores e amplia as possibilidades de resultado. A jovem Maria Letícia Cruz, moradora da comunidade Sacado, na Resex em Assis Brasil, também destacou a importância da experiência para levar novos aprendizados à sua comunidade.

O curso foi realizado no âmbito do Projeto Esperançar Chico Mendes, que tem a Reserva Extrativista Chico Mendes como referência de museu do território tradicional e busca fortalecer ações voltadas às populações extrativistas, à valorização cultural e à gestão comunitária de alternativas econômicas nas unidades de conservação.



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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.

A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.

Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.

O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.

 



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