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David Lappartient, candidato à presidência do COI, acredita que os russos têm “vocação para reconquistar um lugar no mundo do desporto”
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David Lappartient é um dos sete candidatos que disputam o lugar de Thomas Bach à frente do Comitê Olímpico Internacional (COI). Tal como os restantes concorrentes, o presidente da União Ciclística Internacional (UCI) e do Comité Olímpico e Desportivo Nacional Francês (CNOSF) é esperado em Lausanne (Suíça), quinta-feira, 30 de janeiro, para apresentar os principais pontos aos membros do órgão de seu projeto.
Em entrevista à Agence France-Presse no dia 23 de janeiro, o líder de 51 anos já conseguiu dar um panorama da sua visão da situação internacional, marcada pelo regresso do republicano Donald Trump à Casa Branca e pelo arquivo ainda espinhoso com a proibição de atletas russos – e bielorrussos – decidida na sequência da invasão em grande escala da Ucrânia pelas tropas do Kremlin, no final de Fevereiro de 2022.
Neste último ponto, a posição bretã é clara: o « missão » do COI, disse ele, “para unir as pessoas de uma forma mais pacífica”atletas dos dois países “vocação para reconquistar naturalmente um lugar no mundo do desporto”. Não há dúvida, insiste ele, de excluí-los permanentemente do movimento olímpico. A partir daí imaginá-los nas Olimpíadas de Inverno de Milão-Cortina, que serão inauguradas no dia 6 de fevereiro de 2026? “Acho que não devemos nos apressar em responder a esta pergunta”no entanto, retruca o Sr. Lappartient, que não estabelece nenhum cronograma.
Preocupação com a Agência Mundial Antidopagem
O Ministro dos Desportos da Rússia, também presidente do comité olímpico nacional do seu país, Mikhail Degtiarev já reconheceu que os seus representantes “não serão muitos” na Itália. Se a federação internacional de patinação anunciou que autorizaria – sob estritas condições de neutralidade – esses atletas a participarem das provas classificatórias para os Jogos do final do ano, outros querem ser menos conciliadores, como o biatlo, o trenó ou o esquiar. A corte de hóquei no gelo decidirá sobre o assunto em fevereiro.
Sobre o regresso de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos, David Lappartient está bastante optimista. “Acho que é indiscutível que ele adora esporte”diz, lembrando que no final da década de 1980, o magnata do imobiliário tinha lançado um “Trump Tour” através do Atlântico, cuja ambição era, nada menos, do que competir com o Tour de France. “Digo a mim mesmo que um homem que organiza corridas de bicicleta, por definição, talvez haja algo de bom! »brinca o chefe da UCI, que diz estar pronto para conhecê-lo. “Essa será uma oportunidade para reafirmar a autonomia do movimento esportivo, que cabe ao COI definir quem deve participar ou não dos Jogos. »
A principal preocupação, porém, reside no futuro apoio dos Estados Unidos à Agência Mundial Antidopagem (WADA), num contexto de impasse entre o organismo com sede em Montreal (Canadá) e a Agência Americana Antidopagem (EUA). , já que as revelações de New York Times e o canal alemão ARD, na primavera de 2024, sobre vinte e três nadadores chineses testaram positivo para trimetazidina antes das Olimpíadas de Tóquio de 2021. Em 8 de janeiro, o Escritório Nacional de Política de Controle de Drogas dos EUA anunciou que ele manteve sua contribuição para o funcionamento da WADA para o ano de 2024, ou 3,6 milhões de dólares (3,4 milhões de euros).
“Podemos ver claramente isso com o lançamento (dos Estados Unidos) da OMS (Organização Mundial de Saúde), sair do acordo (de Paris) sobre o clima, há um desejo de que o multilateralismo seja questionado”admite o Sr. Lappartient. E lembrar que a atribuição dos Jogos de Inverno de 2034 a Salt Lake City permanece “condicionado” respeito pela autoridade da Agência Mundial Antidopagem.
Caso a caso para atletas transgêneros
Há também o problema dos atletas transexuais. Durante seu discurso de posse em 20 de janeiro, Donald Trump declarou que“A partir de hoje, será política oficial do Governo dos Estados Unidos que existam apenas dois sexos, masculino e feminino.”. “Estes sexos não podem ser mudados e estão ancorados numa realidade fundamental e incontestável”concluído uma ordem executiva emitida pela Casa Branca no processo. Qual deles ouve “restaurar a verdade biológica”.
“Todos são bem-vindos no mundo do esporte”afirma por sua vez David Lappartient, que no entanto acredita que a participação de atletas que fizeram a transição “nas competições, no gênero em que gostariam de competir, não é um direito fundamental”em nome do princípio da equidade. “Isso não deve alterar ou pôr em causa a igualdade de oportunidades”apoia o bretão, que defende a regulamentação caso a caso, disciplina por disciplina. “Teremos que ir mais fundo, acho que não podemos prescindir de um trabalho científico que necessariamente leva tempo. »
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Durante esta entrevista à Agence France-Presse, o francês também falou sobre os Jogos Olímpicos de Verão de 2028, previstos para Los Angeles, enquanto a região foi palco de violentos incêndios no início do mês. O chefe do CNOSF garante que não “sem grandes preocupações com a capacidade” da megacidade para organizar esta grande reunião. No entanto, ele continua, “isto tem impacto na capacidade de garantir (financeiramente) cancelamento do evento. »
Se Thomas Bach passar oficialmente a tocha em 24 de junho, seu sucessor será eleito pelos membros ativos do COI durante o 144º Congresso.e sessão da organização, de 18 a 21 de março, na Grécia.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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