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De Xangai a Chancay, para o Brasil pelo Acre
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2 anos atrásem
Da Redação
Por Assurbanipal Mesquita*
Há três décadas o Acre vem lutando para concretizar um sonho, que é a integração com os países vizinhos, em especial com o Peru. E, neste sentido, diversas foram as ações empreitadas na busca de concretizar este feito, como missões institucionais e empresariais, participação de feiras, encontros, reuniões, rodas de negócios, que por vezes acabavam em uma sensação de frustração coletiva, porém hoje o contexto é outro.
Na verdade, sem perceber, a cada ação ou movimento concretizado impulsionava um pouco mais o processo desta integração. Passados diversos anos após a implantação da rodovia interoceânica, que liga o Acre ao Peru, houve momentos que a nossa sociedade chegou até a questionar a finalidade desta estrada, pois até então os números oficiais não demonstravam resultados que poderiam impactar na nossa economia, seja no campo do comércio, indústria ou turismo.
Mas avaliando o cenário de uns cinco anos para os dias atuais, mesmo considerando a ocorrência da pandemia da covid, pudemos observar que as atividades econômicas relacionadas ao nosso comércio exterior sofreram um crescimento acelerado.
Nos últimos cinco anos, já exportamos mais de R$ 1,4 bilhões por meio de uma diversificação de produtos: madeira, castanha do Brasil, soja, carne bovina, carne suína, alimentos diversos, sendo que até o mês de outubro deste ano já exportamos aproximadamente U$ 75 milhões, 63% a mais que 2023, indicando que alcançaremos um ano recorde nas nossas exportações anuais, com a previsão de fechar o ano com mais de 80 milhões de dólares exportados (aproximadamente R$ 450 milhões), provando que o Acre já é um estado exportador.
Recentemente, o governo federal, assim como o Acre, passou a considerar e estruturar a logística do Brasil para o Pacífico, com o Programa Rotas de Integração Nacional, o qual incluiu a nossa rota, a Quadrante Rondon. Com este programa, o Acre passa a ser oficialmente um elo de conexão entre o Brasil e o Pacífico, por meio do Peru, uma vez que este nosso corredor conecta o Brasil com os Portos deste país vizinho.
A implantação da Rodovia Interoceânica, a conclusão da ponte sobre o Rio Madeira, a obra da ponte sobre o Rio Acre e anel viário de Brasiléia, a manutenção da BR-317, a manutenção da carreteira Sur (pelo lado do Peru), a implantação de sistemas de transmissão de energia para a fronteira, dentre outros, são investimentos regionais que contribuem nos aspectos da infraestrutura para o aumento do interesse por parte dos negócios comerciais, logísticos e operadores de comércio exterior.
Dado este cenário, e com a entrada do Porto de Chancay, no Peru, operando com diversos segmentos, e pelo seu porte, pretende ser o principal porto não somente do Peru, mas de toda a América Latina, uma vez que irá receber navios em linha direta com a Ásia, especialmente oriundas da China, transformando o Peru em um hub logístico de ordem mundial.
Este porto faz parte da estratégia global da China de implantar uma nova rota da seda, com caráter global, projeto este que os chineses denominam de “Cinturão e Rota”, e que vem realizando investimentos em vários lugares do mundo na busca de consolidar sua conectividade e logística com os principais continentes, permitindo vazão para seus produtos e seu abastecimento com matéria-prima.
Certamente o maior interesse da China com este mega porto de Chancay é entrar no Brasil, com este projeto da nova rota da seda global. E é neste contexto que está a nossa oportunidade, pois a estrada que nos conecta a esse projeto conta com uma infraestrutura já instalada e em funcionamento, apesar de ainda estar em consolidação.
Com a nossa rota, uma carga que sai do Peru ou a Ásia para o Brasil, e vice-versa, economizará entorno de 15 dias, sendo este um dos maiores atrativos, implicando em uma significativa redução de custos, evitando atravessar o canal do Panamá ou o Sul da Argentina.
Apesar de nossa infraestrutura ainda estar em consolidação, permite a realização de operações comerciais e, além disso, estamos na frente das outras mapeadas pelo governo federal na nossa Região.
Dentre as intervenções necessárias de curto prazo, podemos citar a conclusão do anel viário de Brasiléia, pois a parte da ponte sobre o Rio Acre já está praticamente concluída, a melhoria dos serviços alfandegários, em especial o aumento de fiscais do Mapa, situação que será melhorada após conclusão do concurso que encontra-se em andamento, previsto para se concluir em janeiro de 2025, permitindo que este importante órgão possa contar com mais cinco novos fiscais, investimentos estes que já irão fortalecer a nossa rota.
Outro investimento que irá complementar este contexto e também contribuir com a atração de negócios para a nossa rota será a nova Zona de Processamento de Exportações, a ZPE, que passou por uma mudança na legislação federal, ficando mais simplificada e ampliando as possibilidades de negócios por meio deste importante incentivo, e assim, fez com que este empreendimento possa cumprir um novo papel dentro deste cenário de conexão com o Pacífico.
Atualmente, a ZPE encontra-se alfandegada e à disposição de atender aos negócios interessados, com a disponibilização de terrenos e um incentivo fiscal para empresas que desejam atuar com comércio exterior. A ZPE passa por uma melhoria na sua infraestrutura, sendo preparada para este novo cenário. Além de ser uma oportunidade para empresas exportadoras, a nova ZPE poderá ser utilizada para implantar centros de distribuição de importação de produtos oriundos da China ou outros países, visando comercializar para outros estados do Brasil.
Além dos incentivos para o setor empresarial, o governo do Estado do Acre tem apoiado fortemente na promoção da rota interoceânica, na manutenção da certificação internacional por área livre de aftosa sem vacinação, na busca por soluções políticas e institucionais a diversos setores, com a realização de expo feiras, participação em missões e ações de promoção de negócios acreanos em eventos no Peru e Bolívia.
Vale destacar ainda o esforço do governador Gladson Cameli em promover o nosso Acre com destaque em vários eventos internacionais, fortalecendo a nossa imagem e posicionamento.
Outro ponto que merece atenção é a capacidade do setor produtivo acreano, que vem se estruturando e investindo em qualificação, promoção de seus negócios, nos seus produtos e processos. Cada vez mais, empresas acreanas estão realizando comércio exterior.
Neste sentido, não podemos deixar de lembrar das diversas instituições que têm contribuído nestas ações de apoio ao empresário, como o governo federal, o governo do Estado do Acre, o Sebrae, as instituições e federações empresariais, o Fórum Empresarial de Inovação e Desenvolvimento, a bancada Federal, a Assembleia Legislativa, dentre outros.
Uma outra preocupação que devemos levantar é sobre as oportunidades que os municípios acreanos que se encontram nesta rota terão, principalmente na demanda por serviços, como como hotéis, postos de combustíveis, oficinas, restaurantes, que serão necessidades que estes operadores de logística necessitarão em virtude do possível aumento do fluxo de veículos, motivo pelo qual vale um olhar dos novos prefeitos para este tema.
Assim, dado o contexto, com a entrada deste novo Porto em Chancay, nosso estado inevitavelmente será levado a um novo momento do nosso desenvolvimento. Várias oportunidades estarão expostas. E, neste sentido, temos que estar preparados para este novo cenário, especialmente nossos empresários, gestores públicos e classe política, pois de Xangai a Chancay, entrando ou saindo do Brasil pelo Acre, muitas oportunidades virão.
*Assurbanípal Mesquita é titular da Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia, coordenador da Câmara Técnica do Comércio Exterior do Fórum Empresarial de Inovação e Desenvolvimento.
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Participe da Autoavaliação do Curso de ciências contábeis — Universidade Federal do Acre
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20 de agosto de 2026
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Este instrumento foi elaborado com o objetivo de ouvir você e conhecer a sua percepção sobre o Curso de Ciências Contábeis. Sua participação é muito importante para que possamos identificar os pontos positivos, as dificuldades e as principais demandas dos estudantes, contribuindo para o processo de avaliação e melhoria contínua do curso.
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Ufac retoma reuniões presenciais dos conselhos superiores após 6 anos — Universidade Federal do Acre
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1 dia atrásem
19 de agosto de 2026A Ufac retomou as sessões presenciais dos seus órgãos colegiados após quase seis anos. O retorno foi marcado pela 2ª reunião ordinária do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepex) de 2026, a qual ocorreu nesta quarta-feira, 19, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede.
As sessões passaram a ser remotas devido à pandemia da covid-19, em 2020. Depois, foram impactadas por paralisações dos servidores, crise no transporte público de Rio Branco e greve dos estudantes. “É um recomeço e o cumprimento de um dos principais compromissos assumidos durante nossa campanha eleitoral”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Este anfiteatro foi arena de grandes lutas do movimento sindical e dos próprios conselhos universitários.”
Segundo o servidor Jairo Nogueira, que atuou na intermediação do encontro com a Reitoria, a volta do formato presencial é fundamental para resgatar a interação direta entre os colegas e destravar os processos acumulados do Cepex. A sessão serviu de preparo para a reunião do Conselho Universitário (Consu), agendada para esta quinta-feira, 20.
Entre as propostas para a sessão do Consu, destacam-se reformulações no organograma da universidade, como a criação da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade, a reestruturação da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação, que passará a incorporar ações de inovação e o fortalecimento da autonomia do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, com a criação da figura do diretor do campus e de duas diretorias administrativas de suporte.
Por conta dos custos operacionais para o deslocamento dos 21 conselheiros de Cruzeiro do Sul, o modelo no campus do interior seguirá de forma híbrida temporariamente. A gestão está estruturando uma sala com suporte tecnológico para garantir a transmissão em tempo real, sem prejuízos aos participantes remotos. Paralelamente, nos próximos cem dias, a Reitoria pretende adaptar um espaço definitivo para as reuniões dos órgãos colegiados no campus-sede.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Podcast da Ufac entrevista novo reitor Josimar Ferreira — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
17 de agosto de 2026O canal UfacTV no YouTube transmitiu ao vivo, na quinta-feira, 13, a estreia da terceira temporada do CapiCast, podcast oficial produzido pela Assessoria de Comunicação da universidade. O episódio inaugural trouxe como convidado o professor Josimar Ferreira, que assumiu a Reitoria da instituição para o quadriênio 2026-2030, em uma entrevista conduzida pela apresentadora e assessora de Comunicação Nattércia Damasceno. A solenidade oficial de transmissão de cargo será na sexta-feira, 21, às 17h, no Teatro Universitário.
Com a temática geral “Ufac em Perspectiva: Floresta, Conhecimento, Futuro”, a nova temporada busca debater o papel da universidade na transformação social e no desenvolvimento regional, integrando a produção acadêmica à preservação ambiental e às demandas da comunidade acreana.
Durante a conversa, o novo reitor relembrou sua trajetória acadêmica iniciada em 1997, quando ingressou no curso de Agronomia como filho de produtores rurais e enfrentou os desafios do ensino superior na época, como a escassez de transporte e de bolsas de estudo. “Estar no cargo de reitor me faz refletir isso, porque eu sei de onde vim, como se diz, o chão de fábrica, um filho de um produtor rural que, graças ao processo educacional, chega ao maior posto da sua casa.”
Ao tratar das prioridades para os primeiros cem dias de gestão, Josimar antecipou medidas voltadas à reestruturação de serviços e ao diálogo com a comunidade. O primeiro ato administrativo a ser submetido ao Conselho Universitário (Consu) será a revogação das reuniões virtuais, garantindo o retorno das sessões presenciais dos colegiados.
O plano de ação inicial também inclui a retomada dos serviços de xerox para alunos e docentes, o estudo para implantação de reconhecimento facial nas catracas do Restaurante Universitário e o foco na conclusão de obras pendentes, como a passarela da Medicina Veterinária e as instalações do Colégio de Aplicação.
Outro tema abordado foi o compromisso com a inclusão e a equidade. O gestor anunciou que proporá ao Consu a criação da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade, estrutura planejada para centralizar e fortalecer as políticas voltadas aos estudantes indígenas, ao Núcleo de Apoio à Inclusão e aos observatórios sociais da instituição.
Por fim, o fortalecimento da comunicação pública foi apontado como peça-chave para romper os muros da academia e levar o conhecimento científico diretamente à sociedade.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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