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Declarações de Trump trouxeram pior lembrança que…

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Matheus Leitão

Em um único dia, o presidente eleito Donald Trump ameaçou tomar a Groenlândia e o Canal do Panamá e falou até na possibilidade de tornar o Canadá um estado americano, ou seja anexação.

O pior momento do século XX começou exatamente assim e é bom que tenhamos todos isso em mente. Os movimentos iniciais de Adolf Hitler foram exatamente a defesa de que a Alemanha precisava de um “espaço vital” e um desses passos foi a anexação da Áustria.

No momento em que o mundo está indo para um clima mais quente ele quer o país gelado, a Groenlândia, onde abaixo do gelo que derrete há minerais estratégicos. E ainda quer tomar a força um espaço pequeno mas estratégico na logística, o Canal do Panamá.

Quem não vê semelhanças entre Trump e o ditador nazista é que não está prestando atenção. Há momentos em que ele é tão parecido que chega a parecer caricato.

Tudo agora é diferente, mas em alguns aspectos é um pouco pior. E esse alerta soou na declaração de Mark Zuckerberg de suspender a mediação da Meta, integrando ao território sem lei que é a rede de Elon Musk. Esses dois juntos têm poder demais no mundo da informação que determina decisões políticas. Eles somados a um governante sem limites são um apavorante sinal de que a democracia está de novo sob ameaça extrema.

É preciso ler todos esses sinais. E ficarmos atentos às lições da história. Expansionismo geográfico de uma potência e grandes corporações sem regulações são definitivamente perigosos.



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Frase do dia: Ciro Gomes

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Frase do dia: Ciro Gomes

Matheus Leitão

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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Charge do JCaesar: 05 de maio

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Felipe Barbosa

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A articulação para mudar quem define o teto de jur…

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A articulação para mudar quem define o teto de jur...

Nicholas Shores

O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN). 

A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica. 

Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.

A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira. 

Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.

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Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios. 

Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.

A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.

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Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.

Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.

Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.

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Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.

Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.



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