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Decreto de Trump abre caminho para ‘proibição muçulmana’, visando estudantes pró-Palestina | Notícias sobre proibição muçulmana

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Washington, DC – Os defensores dos direitos civis nos Estados Unidos estão a dar o alarme sobre uma directiva assinada pelo Presidente Donald Trump isso, segundo eles, estabelece as bases para outra proibição de viagens visando países de maioria muçulmana.

O ordem executivadivulgado na segunda-feira, também pode ser usado para atingir cidadãos estrangeiros que já estão legalmente nos EUA e reprimir estudantes internacionais que defendem os direitos palestinos, dizem especialistas.

Deepa Alagesan, advogada do Projeto Internacional de Assistência aos Refugiados (IRAP), um grupo de defesa, disse que a nova ordem é “maior e pior” do que a proibição “xenófoba” de viagens que Trump impôs a vários países. Países de maioria muçulmana em 2017 durante seu primeiro mandato.

“A pior parte agora é tentar não apenas proibir a entrada de pessoas de fora dos EUA nos EUA, mas também usar essas mesmas razões como base para tirar as pessoas dos EUA”, disse Alagesan à Al Jazeera.

A nova ordem orienta os funcionários da administração a compilar uma lista de nações “para as quais as informações de verificação e triagem são tão deficientes que justificam uma suspensão parcial ou total da admissão de cidadãos desses países”.

No entanto, vai mais longe. Exige a identificação do número de cidadãos que entraram nos EUA vindos desses países desde 2021 – durante Presidência de Joe Biden — e recolher informação “relevante” sobre as suas “ações e atividades”.

A Casa Branca ordena então “medidas imediatas” para deportar cidadãos estrangeiros desses países “sempre que seja identificada informação que possa apoiar a exclusão ou remoção”.

A ordem executiva de Trump também diz que a administração deve garantir que os cidadãos estrangeiros, incluindo os dos EUA, “não tenham atitudes hostis” em relação aos cidadãos, à cultura ou ao governo norte-americanos e “não defendam, ajudem ou apoiem terroristas estrangeiros designados”.

Defensores chamam ordem de ‘assustadora’

Alagesan alertou que o decreto, apelidado de “Proteger os Estados Unidos de Terroristas Estrangeiros e Outras Ameaças à Segurança Nacional e à Segurança Pública”, poderia infligir mais danos a famílias imigrantes do que as restrições de viagem de 2017, conhecidas coletivamente como “proibição muçulmana”.

Ela disse que a linguagem vaga da ordem é “assustadora” porque parece dar às agências dos EUA ampla autoridade para recomendar ações contra pessoas que a administração pretende atingir.

“Na sua essência, é apenas mais um método para manter as pessoas afastadas, para tirar as pessoaspara separar famílias, para incitar o medo, para garantir que as pessoas saibam que não são bem-vindas e que o governo usará a sua força contra elas”, disse Alagesan à Al Jazeera.

Outros grupos de defesa também condenaram a ordem desde a sua publicação.

O Comité Árabe-Americano Anti-Discriminação (ADC) disse que o decreto vai mais longe do que a “proibição muçulmana” de 2017, dando ao governo “maior latitude para usar a exclusão ideológica” para negar vistos e retirar pessoas dos EUA.

“A ADC apela à administração Trump para parar de estigmatizar e visar comunidades inteiras, o que apenas semeia divisão”, disse o grupo num comunicado.

“A promessa da América de liberdade de expressão e expressão – um princípio que o próprio Presidente Trump há muito destacou – está agora em total contradição com a sua nova ordem executiva”.

O Conselho Muçulmano de Assuntos Públicos também advertiu numa declaração que o reforço das medidas de verificação para países específicos corre o risco de “funcionar como uma proibição muçulmana de facto sob o pretexto de protocolos de segurança”.

Maryam Jamshidi, professora da Faculdade de Direito da Universidade do Colorado, disse que a ordem parece reviver o proibição de viajar desde o primeiro mandato de Trump, ao mesmo tempo que promove uma agenda de direita nas guerras culturais mais amplas.

Partes do decreto também visam especificamente os palestinos e Apoiadores dos direitos palestinosacrescentou Jamshidi.

“A direita está muito empenhada em dar continuidade a esta noção de que os estrangeiros, pessoas que são negras, pardas, muçulmanas – e não judeus-cristãos brancos, na verdade – estão ameaçando os ‘verdadeiros americanos’.”

‘Ação mais feia possível’

Em 2018, vários meios de comunicação dos EUA relataram que Trump disse aos assessores os EUA deveriam admitir mais imigrantes de lugares como a Noruega, em vez de pessoas do Haiti, El Salvador e de nações africanas, que ele chamou de “países de merda”.

Muitos políticos de direita – incluindo o actual vice-presidente de Trump, JD Vance – abraçaram a teoria da conspiração da “grande substituição”, que postula que há um esforço para substituir os americanos nativos por imigrantes.

A recente ordem de Trump alerta contra cidadãos estrangeiros nos EUA que procuram minar ou substituir a cultura americana.

Ainda assim, especialistas dizem que é improvável que seja usado como veículo de deportação em massa.

“Dá ordens às agências para basicamente usarem toda a extensão das estruturas e lacunas legais para tomarem as medidas mais horríveis possíveis para remover pessoas que o presidente decidiu que não quer estar aqui”, disse Alagesan.

“Dito isto, ainda existem leis que limitam os motivos pelos quais alguém pode ser removido e existem proteções disponíveis para pessoas que estão em processo de deportação.”

Jamshidi também disse que não está claro como a ordem iria proceder para deportar pessoas, observando que não está estabelecido se a lei de imigração citada dá à administração autoridade para remover cidadãos estrangeiros.

O decreto baseia-se numa secção da Lei de Imigração e Nacionalidade que dá ao presidente o poder de restringir a entrada nos EUA de “qualquer classe de estrangeiros” – mas não de remover pessoas que já aqui estão.

“Esta provavelmente não é uma taxa geral de deportação”, disse Jamshidi.

Mas ela alertou que a ordem poderia levar a um maior escrutínio contra as pessoas desses países e dissuadir actividades políticas – especialmente a solidariedade palestiniana – que poderiam ser vistas como contrárias às directrizes da administração.

Estudantes em um acampamento de protesto manifestam-se em apoio aos palestinos em Gaza na Universidade George Washington, em Washington, DC, em 25 de abril de 2024 (Leah Millis/Reuters)

Esforços para deportar estudantes ativistas

A ordem orienta as autoridades dos EUA a fazerem recomendações para “proteger” os cidadãos de cidadãos estrangeiros “que pregam ou apelam à violência sectária, à derrubada ou substituição da cultura em que se baseia a nossa República constitucional, ou que fornecem ajuda, defesa ou apoio a cidadãos estrangeiros”. terroristas”.

Jamshidi disse que a linguagem é “certamente sobre cidadãos estrangeiros, incluindo estudantes estrangeiros que participam na defesa da Palestina”.

Com políticos pró-Israel frequentemente chamando os ativistas universitários de “pró-Hamas”, Jamshidi disse que o decreto de Trump poderia ser usado para atingir os defensores dos direitos palestinos que estão nos EUA com vistos de estudante.

Trump e Secretário de Estado Marco Rubio já pediram a deportação de estudantes internacionais.

Enquanto os protestos de solidariedade palestina varriam o universidades do país após a eclosão da guerra em Gaza, os apoiantes de Israel, especialmente os republicanos, pintaram os manifestantes estudantis como uma ameaça à segurança do campus.

Rubio liderou uma carta do Senado ao Administração Biden em outubro de 2023, apelando à remoção de estudantes internacionais que participaram em protestos de apoio aos palestinianos.

A carta traçou paralelos entre os manifestantes estudantis e os agressores do 11 de setembro. Citou “lições aprendidas em 11 de setembro de 2001, quando terroristas, muitos dos quais estudavam nos Estados Unidos ou tinham vistos vencidos, realizaram o ataque mais mortal em solo americano”.

“Infelizmente, vinte e dois anos depois, o nosso país está a assistir a manifestações públicas de simpatizantes terroristas que saem às ruas e toleram os ataques brutais do Hamas contra o Estado de Israel”, dizia a carta.

A plataforma do Partido Republicano para 2024 também apela à deportação de “radicais pró-Hamas” para tornar os campi universitários “seguros e patrióticos novamente”.

‘Implicações mais amplas’

Dima Khalidi, diretor do grupo de defesa Palestina Legal, disse que está “claro” que a recente ordem executiva de Trump foi elaborada para atingir especificamente os defensores dos direitos palestinos.

Ela acrescentou que, embora o decreto não especifique Israel, grupos pró-Israel têm tentado retratar as críticas ao aliado dos EUA não apenas como anti-Israel ou mesmo anti-semita, mas como “antiamericanas”.

“Temos que ligá-lo a esta ordem, à imposição ideológica mais ampla que está a acontecer e a parte da purga mais ampla que Trump parece muito determinado a realizar”, disse Khalidi à Al Jazeera.

Ela disse que a administração Trump está a tentar usar o amplo poder discricionário na lei de imigração para reprimir os defensores dos direitos palestinos devido às suas opiniões e contornar os direitos de liberdade de expressão.

“Eles estão realmente pintando um quadro para as pessoas sobre o que é aceitável e o que não é; o que é americano, o que não é; o que é patriótico, o que não é”, disse Khalidi à Al Jazeera.

Os críticos dizem que o resultado final é que, embora a primeira “proibição muçulmana” de Trump tenha como alvo viajantes de vários países de maioria muçulmana, esta ordem tem consequências de maior alcance, inclusive sobre o que significa ser um americano.

Por exemplo, o decreto apela a medidas para garantir a “assimilação adequada” dos imigrantes e “promover uma identidade americana unificada”.

Jamshidi disse que a ordem tem “implicações mais amplas para todos os tipos de grupos do que as iterações iniciais da proibição muçulmana”.

“É mais uma salva nas guerras culturais da direita”, disse ela à Al Jazeera.



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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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