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POLÍTICA

Defensoria de SP não teve acesso a quase 50% de im…

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Marcela Rahal

A pedido da Defensoria Pública de São Paulo, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Luis Roberto Barroso, decidiu pela obrigatoriedade do uso de câmeras corporais com gravação ininterrupta para os policiais militares do estado. A medida acontece em meio aos recentes escândalos envolvendo a PM por abuso de violência em operações e abordagens.

À coluna, a defensora pública Surrailly Youssef, uma das autoras do pedido enviado ao Supremo, revelou um dado alarmante sobre a transparência no acompanhamento dessas ações da PM. De 457 solicitações de imagens que foram feitas, o órgão não teve acesso a quase 50% do material. A dúvida é saber também o motivo pelo qual essas gravações não foram disponibilizadas, se houve falha técnica, se não usaram o equipamento ou se simplesmente não quiseram gravar.

Segundo Youssef, a situação hoje da PM “é grave” e exige que seja feita uma “reformulação na política de segurança, em um dos estados que tem os índices mais altos de letalidade”.

Na decisão, Barroso destacou o aumento de mortes envolvendo policiais em 2024. “É indispensável manter o modelo atual de gravação ininterrupta, sob pena de violação à vedação constitucional ao retrocesso e o descumprimento do dever estatal de proteção de direitos fundamentais, em especial o direito à vida”, disse o ministro.

Além do uso obrigatório, o magistrado também pede a apresentação de um plano de medidas que serão adotadas pelo governo em 45 dias e relatórios mensais sobre a atuação da PM.

No caso mais recente, um policial jogou um homem de uma ponte após uma abordagem. A repercussão das imagens fez com que o discurso do governador Tarcísio de Freitas mudasse, o ex-ministro do Bolsonaro passou a admitir falhas, mudanças e a importância das câmeras corporais na corporação. Mas não concorda com a gravação das câmeras de forma contínua.



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OPINIÃO

Opinião: A ciranda troca de partidos e a busca por cargos públicos

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Foto de capa [arquivo pessoal]
Os parlamentares que mudam de partido – como macacos puladores de galho – ou se candidatam a outros cargos no Legislativo e no Executivo apenas para preservar privilégios demonstram desrespeito à República e deveriam sentir vergonha de tal conduta. Essa prática evidencia a ausência de compromisso ideológico e a busca incessante por posições de poder, transmitindo à sociedade a imagem de oportunistas movidos por conveniências pessoais. A política deveria ser encarada como missão cívica, exercício de cidadania e serviço transitório à nação. Encerrado o mandato, o retorno às profissões de origem seria saudável para a oxigenação da vida pública.  
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Infelizmente, o sistema político brasileiro está povoado por aqueles que veem na política não um espaço de serviço público, mas um negócio lucrativo. Como já destacou o jornal El País, ser político no Brasil é um grande negócio, dadas as vantagens conferidas e auferidas — e a constante movimentação de troca de partidos confirma essa percepção.  
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A cada eleição, o jogo se repete: alianças improváveis, trocas de legenda na janela partidária e negociações de bastidores que pouco têm a ver com as necessidades reais da população. Em vez de missão cívica, vemos aventureiros transformando a política em palco de interesses pessoais e cabide de empregos. A busca incessante pela reeleição e por cargos demonstra que, para muitos, a política deixou de ser a casa do povo e tornou-se um negócio.  
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Convém lembrar aos que se consideram úteis  e insubstituíveis à política que o cemitério guarda uma legião de ex-políticos esquecidos, cuja ausência jamais fez falta ao país.  
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As próximas eleições são a oportunidade para os eleitores moralizarem o Legislativo, elegendo apenas candidatos novos, sem os vícios da velha política, que tenham conduta ilibada e boa formação cultural. Por outro lado, diga não à reeleição política, aos trocadores de partidos, aos que interromperam o mandato para exercer cargos nos governos, e àqueles que já sofreram condenação na Justiça ou punição no Conselho de Ética do Legislativo. 
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Júlio César Cardoso
Servidor federal aposentado
Balneário Camboriú-SC

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POLÍTICA

Frase do dia: Ciro Gomes

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Frase do dia: Ciro Gomes

Matheus Leitão

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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Charge do JCaesar: 05 de maio

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Felipe Barbosa

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