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Delegado indicado por vice-governador de SP sai do cargo – 07/03/2025 – Cotidiano
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Tulio Kruse, Rogério Pagnan
O delegado seccional Jair Barbosa Ortiz, que comanda as delegacias do centro de São Paulo, deixou o cargo em meio a uma investigação que aponta a participação de policiais civis num esquema de tráfico de drogas na área de sua jurisdição.
A substituição dele foi registrada inicialmente no Diário Oficial do Estado sob justificativa de férias no último dia 25. Nesta quarta (5), sua saída foi confirmada em definitivo.
À Folha, Ortiz afirmou que propôs o próprio afastamento a seus superiores por achar “que era um momento de esclarecer as coisas” e que avaliava que não havia mais condições de chefiar a equipe após a investigação da Corregedoria prender policiais.
Procurado novamente na noite desta quinta (6), após sua saída ser confirmada no Diário Oficial, o delegado disse que deixou o cargo para cuidar da saúde, sem ligação com a investigação em andamento.
Ortiz era o delegado seccional responsável pelo centro desde janeiro de 2023, quando teve início o governo Tarcísio de Freitas (Republicanos). Ele foi indicado ao cargo pelo vice-governador, Felício Ramuth (PSD).
Antes disso, Ortiz era diretor do Departamento de Polícia Judiciária de São José dos Campos, cidade em que Ramuth foi prefeito até 2022.
A indicação ocorreu em meio à escolha de Ramuth, por Tarcísio, para coordenar os esforços do governo estadual para lidar com a cracolândia. Ortiz substituiu o delegado Roberto Monteiro, idealizador da Operação Caronte, que dava ênfase à repressão policial ao tráfico de crack, prendeu 196 pessoas e promoveu a dispersão de usuários de drogas que estavam na praça Princesa Isabel, nos Campos Elíseos.
Na investigação atualmente em curso contra policiais civis, a Corregedoria aponta indícios de que eles forjavam apreensões de cocaína, trocavam a droga pura por uma mistura que incluía talco e gesso, e vendiam a droga por conta própria.
Mais de uma denúncia à Corregedoria relatava que o esquema envolvia um fornecedor de cocaína que enviava carregamentos partir de Mato Grosso, e também a participação de peritos do Instituto de Criminalística que assinavam laudos para atestar a presença de cocaína no material enviado para análise.
Três policiais civis e outros dois suspeitos já foram presos sob suspeita de conexão com o esquema. Entre os detidos está Cleber Rodrigues Gimenez, que foi chefe dos investigadores do 77º DP (Santa Cecília), apontado como o responsável por coordenar as falsas apreensões.
Segundo representação da Corregedoria apresentada à Justiça, foi constatado que a partir do momento em que Gimenez assumiu o cargo, “houve aumento expressivo do número de prisões por tráfico de drogas, tendo sido apreendidas grandes quantias de entorpecentes, em sua maioria fora da área de atribuição da unidade policial, o que foge ao padrão de ocorrências feitas em unidades territoriais”.
O documento também cita um “vasto histórico” do policial em investigações de órgãos de controle por suspeite de envolvimento com o tráfico de drogas e organização criminosa. Questionada por email há mais de uma semana, a defesa de Gimenez não respondeu.
O chefe de investigação da 1ª Delegacia Seccional, Elvis Cristiano da Silva, foi alvo de um mandado de busca e apreensão e deixou o cargo no dia 11 de fevereiro. Além disso, a titular do 77º DP, delegada Maria Cecília Castro Dias, foi afastada por medida judicial. Elvis e Maria Cecília são citados em investigação.
A reportagem entrou em contato com os dois, mas eles não responderam nem atenderam as ligações.
Segundo as denúncias enviadas à Corregedoria, Elvis teria participado da organização de um rodízio entre as delegacias do centro para o registro de apreensões de drogas, para evitar que o volume de cocaína apreendida num só distrito chamasse atenção dos órgãos de controle, .
Uma denúncia à qual a Folha teve acesso também envolve o delegado seccional Ortiz no esquema do rodízio. A descrição do funcionamento do esquema, nesse caso, é similar às demais denúncias e atribui ao delegado seccional um papel de coordenação no suposto rodízio de delegacias, em parceria com Elvis.
Conforme policiais ouvidos pela reportagem, a Corregedoria da Polícia Civil ainda não considera Ortiz formalmente investigado.
O delegado afirmou que soube da denúncia contra ele, classificou o conteúdo como fantasioso, e afirmou que “as hipóteses de investigação vão dar em nada”. Ao mesmo tempo, defendeu que o inquérito da Corregedoria seja conduzido com imparcialidade e lisura: “seja carta anônima ou não seja, tem de ser investigado”.
Ele criticou o vazamento da investigação à imprensa e afirmou que há um tratamento condenatório para um caso que ainda está em andamento.
Ortiz ainda afirmou que foi dele a decisão de levar o investigador Gimenez para delegacias da seccional do centro, e que houve aval da Corregedoria. No momento em que o investigador foi transferido para o 2º DP no Bom Retiro, em 2023, já havia um relatório da Corregedoria sobre ele apontando para “incompatibilidade patrimonial” e pedindo mais investigações, que resultaram em sua prisão.
Ortiz disse que desconfia que as cartas anônimas sejam de autoria de um policial que demonstrou ter ficado frustrado ao ver recusado um pedido de promoção. “Ele se desgostou porque queria ser o chefe de uma unidade policial e não tinha condições disso, aí ele pediu pra ir embora da seccional”, contou. “A partir daí, esse cara fez uma carta anônima.”
As prisões de Gimenez, e de outras quatro pessoas ocorreu após a Corregedoria ver indícios de lavagem de dinheiro. Relatórios do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) e uma quebra de sigilo bancário autorizada pela Justiça apontaram “uma série de transações financeiras irregulares” do policial e de sua empresa, uma revendedora de carros, segundo a polícia.
Em cinco anos, ele movimentou R$ 81 milhões. Outro alvo da investigação foi Maxwel Pereira da Silva, que entrou no radar da Corregedoria por causa do fato de Gimenez e sua mulher terem vendido a ele e depois recomprado um terreno num condomínio em Igaratá, no interior paulista.
Num endereço de Maxwel, a polícia encontrou vários tipos de droga e R$ 2,8 milhões em espécie. Os outros presos na operação são dois policiais civis (um deles, que também trabalhava no 77º DP) e um terceiro homem que faziam visitas constantes à casa.
A reportagem entrou em contato com Maxweel, mas ele não respondeu.
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Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre
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20 de outubro de 2026Pesquisadores do projeto Pavic-Lab, da Universidade Federal do Acre (Ufac), apresentaram seis trabalhos científicos durante a Conference on Graphics, Patterns and Images (SIBGRAPI 2026), congresso internacional de referência nas áreas de computação gráfica, processamento de imagens e visão computacional, realizado de 29 de setembro a 2 de outubro, em Goiânia (GO). As pesquisas foram desenvolvidas no projeto de pesquisa e desenvolvimento (P&D) Pesquisas Aplicadas em Visão e Inteligência Computacional (Pavic-Lab), uma iniciativa de cooperação técnico-científica entre a Ufac, Motorola, Flextronics e Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape).
Segundo a professora do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CCET), Ana Beatriz Alvarez Mamani, a participação no congresso contribui para divulgar a produção científica desenvolvida no Acre e ampliar o intercâmbio com outras instituições. Ela destacou que a presença da Ufac em eventos científicos também ajuda a reduzir as desigualdades regionais na ciência brasileira, além de possibilitar novas parcerias e o aperfeiçoamento das pesquisas.
A equipe foi composta pela professora Ana Beatriz Alvarez Mamani, pelo pesquisador Quefren Leher, pelos mestrandos do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação (PPGCC) Clécio Silva, Lucas Carvalho, Gustavo Ferreti, Julio Martins e Ian Teixeira, além do graduando em Sistemas de Informação Kauã Galvão de Macedo.
Dos seis trabalhos apresentados, um integrou uma sessão especial do congresso e já foi publicado na revista científica Computers & Graphics. Outros três foram apresentados na programação principal, com previsão de publicação nos anais do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE) e na biblioteca digital da Sociedade Brasileira de Computação (SBC). Os dois trabalhos restantes foram apresentados em workshops, também com previsão de publicação na biblioteca digital da SBC.
As pesquisas estão divididas em duas áreas principais: reconstrução tridimensional e processamento de imagens. Na primeira, Clécio Silva apresentou um método computacional para criar representações digitais mais detalhadas de ambientes internos a partir de imagens. A tecnologia pode ser aplicada em jogos, realidade virtual e aumentada, simulações e projetos da construção civil.
Na área de processamento de imagens, Lucas Carvalho apresentou uma pesquisa para reconstruir imagens de alta faixa dinâmica (HDR) a partir de uma única imagem convencional, buscando recuperar detalhes em regiões claras e escuras. Gustavo Ferreti desenvolveu uma rede neural para combinar imagens com diferentes níveis de exposição e melhorar a qualidade visual dos resultados.

Julio Martins apresentou uma metodologia para reduzir o custo computacional da reconstrução de imagens HDR, preservando a qualidade das imagens produzidas. Ian Teixeira investigou o uso de mecanismos de atenção em modelos de inteligência artificial para recuperar informações em imagens de baixa qualidade. Já Kauã Galvão de Macedo apresentou uma abordagem que combina redes neurais e técnicas de processamento de sinais para melhorar imagens capturadas em ambientes com pouca iluminação.

Os métodos desenvolvidos apresentam potencial de aplicação em sistemas embarcados com recursos computacionais limitados, como dispositivos eletrônicos que integram processamento de imagens, permitindo aprimorar a qualidade visual com menor demanda de processamento.
Para o graduando Kauã Galvão de Macedo, a participação no congresso proporcionou a oportunidade de apresentar os resultados de sua pesquisa e conhecer novas abordagens científicas. “Foi uma ótima experiência, tanto pela oportunidade de apresentar minhas pesquisas desenvolvidas na Ufac quanto pela troca de conhecimentos com pesquisadores de outras instituições”, afirmou.
Segundo Kauã, as discussões realizadas durante o evento possibilitaram o contato com técnicas que poderão contribuir para suas pesquisas e para os projetos desenvolvidos pelo Pavic-Lab, além de abrir oportunidades de colaboração científica.
O mestrando em Ciência da Computação Gustavo de Souza Ferreti também destacou a importância da experiência para sua formação acadêmica. “Tive a oportunidade gratificante de conhecer professores e pesquisadores com ampla trajetória no nosso campo, além de ouvir sobre suas vivências e receber orientações valiosas para aprimorar meu trabalho”, disse.

O Pavic-Lab desenvolve atividades de pesquisa voltadas ao processamento de imagens, ao aprimoramento da qualidade visual e à reconstrução tridimensional de ambientes e objetos. Após a participação no congresso, a equipe dará continuidade às pesquisas científicas, com novos experimentos e avaliações para aperfeiçoar os métodos, reduzir custos computacionais e ampliar as possibilidades de aplicação prática dos resultados.
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Ufac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre
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19 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) iniciou, na manhã desta segunda-feira, 19, a 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus. A solenidade de abertura ocorreu no auditório do e-Amazônia, no campus-sede, em Rio Branco, e reuniu professores, estudantes, participantes externos e palestrantes locais, nacionais e internacionais.
A vice-reitora da Ufac, Almecina Balbino, destacou que o evento busca fortalecer a produção científica regional e estreitar os laços interinstitucionais. Segundo ela, a conferência favorece a criação de uma rede de conexão entre os programas de pós-graduação e viabiliza a internacionalização por meio da cooperação Sul-Sul, permitindo que pesquisadores externos contribuam diretamente para os estudos sobre o território amazônico.
O pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro, ressaltou o papel da extensão universitária na articulação do conhecimento científico com a comunidade. “Não existe integração entre ensino, pesquisa e extensão se a gente tirar as pesquisas da prateleira sem estarmos envolvidos com ações de extensão, que fazem a intermediação entre o conhecimento da universidade e a sociedade”, declarou. Ele também destacou que a rede de contatos estabelecida entre as diferentes áreas fortalece a qualidade acadêmica da instituição.
O coordenador do evento, professor Flávio Roberto Chaves da Silva, expressou satisfação com o início da conferência e destacou a dimensão coletiva da iniciativa. “É com muita alegria, satisfação e gratidão que damos início a este projeto que nasceu do desejo de fortalecer a ciência, a cooperação e a internacionalização da pesquisa na Amazônia. Celebramos a coragem de começar, a força do trabalho coletivo e a realização de um sonho. Que esta seja a primeira de muitas edições, promovendo o conhecimento e contribuindo para o desenvolvimento sustentável da nossa região”, afirmou o docente, agradecendo a parceria dos palestrantes, da comissão organizadora e dos apoiadores.

Durante a abertura, a mesa de debates destacou a importância do encontro para a região. O professor e pesquisador Lin Shau Ming, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), um dos palestrantes do dia, ressaltou que os estudos sobre plantas medicinais e agrobiodiversidade contribuem para o bem-estar das comunidades tradicionais. Segundo ele, o tema está alinhado à proposta central do evento de promover a integração de diferentes saberes e áreas do conhecimento na universidade.
A coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal na Amazônia Ocidental, Cíntia Daudt, destacou o compromisso social da universidade com a produção de conhecimento e o desenvolvimento regional. “É um evento bem importante para a nossa região e para a nossa universidade. Estamos aqui cumprindo o nosso ato de educação. Como dizia Paulo Freire, ‘educar é um ato político’. Nós estamos cumprindo a nossa parte, unindo ensino, pesquisa e extensão em um único evento”, afirmou.
A cerimônia de abertura contou ainda com a participação do pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Dionatas Meneguetti; dos coordenadores Fernando da Silva Souza, de Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia; Felipe Souza, de Ciência Florestal; Regina Lúcia Ferreira, de Produção Vegetal; e da vice-coordenadora Danúsia Rocha, de Saúde Coletiva.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Ufac promove ação de prevenção à saúde da mulher durante o Outubro Rosa — Universidade Federal do Acre
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17 de outubro de 2026A Ufac, por meio da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Progep) e da Diretoria de Saúde e Qualidade de Vida (DSQV), realizou nesta sexta-feira, 16, no estacionamento H (bloco de Medicina) do campus-sede, uma ação de prevenção e cuidado à saúde da mulher em alusão à campanha Outubro Rosa. Com o tema “A rotina pode esperar um pouco. Cuidar de você também é prioridade”, a iniciativa disponibilizou exames preventivos do colo do útero (PCCU) e testes rápidos para toda a comunidade acadêmica.
A diretora de Saúde e Qualidade de Vida da Ufac, Ane Kelly Severino Salvino, destacou a importância de facilitar o atendimento no próprio ambiente de trabalho para servidoras e terceirizadas. “A ideia é que elas parem por um momento, deixem o trabalho um pouquinho de lado e passem a se cuidar. Oferecer essa facilidade é muito gratificante”, afirmou. Ela ressaltou ainda as parcerias com a Uninorte, o sindicato e a Residência em Enfermagem Obstétrica para ampliar a ação.
A coordenadora de Vigilância à Saúde do Servidor, Priscila Miranda, ressaltou a importância de uma abordagem integral da saúde feminina e chamou a atenção para a sobrecarga da rotina das mulheres. “Trazemos esse olhar para mostrar que a mulher precisa se conscientizar sobre a prioridade de cuidar de si mesma e de sua saúde física e mental, não apenas no Outubro Rosa. Trazer esses exames para dentro da universidade dá a elas o tempo necessário para o autocuidado”, pontuou.
Conscientização e prevenção
Durante a ação, residentes do programa de Enfermagem Obstétrica da Ufac atuaram no acolhimento e na orientação das mulheres atendidas, reforçando a importância da prevenção do câncer do colo do útero, apontado como o segundo tipo com maior mortalidade feminina no mundo.
A enfermeira residente Francisca da Silva enfatizou que a campanha é um momento estratégico de mobilização. “Nós temos todos os 12 meses do ano para orientar, mas o mês de outubro é quando toda a rede intensifica ações para chamar as mulheres a realizarem seus exames o quanto antes”, ressaltou.
A enfermeira residente Vitória Amorim alertou que o câncer do colo do útero é assintomático no início, mas pode ser prevenido por meio do rastreamento e do tratamento de lesões precursoras. “Com o rastreamento periódico pelo PCCU, é possível diagnosticar e tratar lesões pré-cancerígenas anos antes que a doença se desenvolva. Por isso, promover essa educação em saúde no campus é vital para estimular o cuidado rotineiro”, explicou.
A iniciativa contou com a parceria do programa de Residência em Enfermagem Obstétrica da Ufac, dos cursos de Medicina e Enfermagem da Uninorte e do sindicato da categoria, que contribuíram para o suporte técnico e o atendimento às participantes.
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