ACRE
Delegado Valdinei Soares investiga se criança de 10 anos grávida de 5 meses foi abusada por parente
PUBLICADO
6 anos atrásem
Polícia Civil de Tarauacá não informou o parentesco do suspeito. Criança foi levada para Rio Branco para continuar tratamento e morar com irmã.
A Polícia Civil da cidade de Tarauacá, interior do Acre, passou a investigar um parente da criança de 10 anos que está grávida. O familiar é suspeito de ter abusado sexualmente da menina.
Um vizinho da família está preso desde o último dia 20, também suspeito de abusar da menina. Ele foi ouvido pela polícia e negou o crime.
O delegado responsável pelo caso, Valdinei Soares, confirmou as investigações ao G1, mas não informou o parentesco do suspeito com a menina. Segundo Soares, o caso foi colocado em segredo de Justiça.
“Não sabemos se foi abusado por ele [rapaz preso]. A suspeita maior está sobre um familiar, que não posso dizer quem é”, detalhou.
O caso surpreendeu os médicos e é acompanhado pelo Conselho Tutelar, pelo Tribunal de Justiça e pelo Ministério Público do Acre (MP-AC). A menina morava em Tarauacá com o pai e uma irmã. Já a mãe vive em um seringal na cidade de Jordão.
Revogação da prisão
Soares confirmou também que pediu a revogação da prisão do suspeito preso. O pedido foi feito no final de dezembro do ano passado e ele aguarda a decisão da Justiça. “Continua sendo suspeito, mas pedi a revogação da prisão”, resumiu.
Ainda segundo o delegado, a criança foi levada para Rio Branco para continuar o acompanhamento na gravidez e também psicológico e assistencial.
“Outras pessoas foram interrogadas, mas minha linha de investigação é mais sobre o parente”, frisou.
Mesmo com as investigações direcionadas para o parente, o delegado explicou que a paternidade do bebê só poderá ser confirmada após o nascimento. A gravidez da menina é de risco.
“Vou interrogar ele, mas acredito que tudo vá ficar para depois do nascimento da criança, até pela questão do exame de DNA. Por mais que a investigação seja forte para esse parente, não tem como afirmar porque a vítima não fala coisa com coisa”, ressaltou.
A menina foi ouvida por psicólogos da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) da capital acreana. Porém, o delegado acrescentou que ela não sabe precisar a identidade do abusador.
“Foi ouvida pela psicóloga da Delegacia da Mulher e chegou à conclusão de que ela não fidedigna quando se pergunta quem teria sido o autor do estupro. A Justiça determinou que seja acompanhada por psicólogos, assistentes sociais até mesmo em virtude da gravidez”, concluiu.
Menina tem epilepsia e recebe apoio psicológico
O Conselheiro Tutelar de Tarauacá Antônio de Souza Castro disse, na época que o caso veio à tona, que foi informado do caso pelo hospital do município, no início de dezembro. Segundo ele, a menina, que completou dez anos em março deste ano, passou a receber apoio psicológico.
“Aconteceu o fato, encaminhamos para a Justiça, MP, delegacia, o que estava à altura do Conselho Tutelar nós fizemos. Agora, ela recebe atendimento psicológico”, explicou Castro.
O conselheiro afirma que houve um pedido da Justiça para que os médicos avaliassem os riscos da gestação.
“O juiz pediu para os médicos darem um parecer, orientaram o pai sobre o risco que uma criança de dez anos corre no estado de gestação. Encaminharam para Cruzeiro do Sul para a obstetra fazer novas avaliações porque, em caso de abuso sexual, estupro, o aborto é garantido por lei”, disse.
O conselheiro diz que a criança tem epilepsia e que o hospital de Tarauacá não tem estrutura necessária para atender o caso.
“Corre o risco, porque ela tem epilepsia. Tarauacá não tem estrutura para um parto como esse. Ela será acompanhada, vai fazer o pré-natal no posto de Saúde”, explicou.
Relacionado
ACRE
Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
3 dias atrásem
7 de abril de 2026A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.
Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.
O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.
O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.”
Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)
Relacionado
ACRE
Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
3 dias atrásem
7 de abril de 2026Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.
Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.
“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.
Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”
Mostra em 4 atos
A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).
O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.
No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.
No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.
Relacionado
ACRE
I FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."
PUBLICADO
3 dias atrásem
6 de abril de 202609 e 10 de ABRIL
Local: Teatro Universitário da UFAC
11 de ABRIL
Local: Anfiteatro Garibaldi Brasil UFAC






Relacionado
PESQUISE AQUI
MAIS LIDAS
BOM EXEMPLO7 dias agoSambaex obtém reconhecimento regulatório no Brasil, acelera expansão no mercado e lança iniciativas sociais
ACRE3 dias agoUfac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre
ACRE3 dias agoI FÓRUM ESTADUAL "Autismo, Cultura, Mercado de Trabalho e Políticas Públicas no Acre."
ACRE3 dias agoEducação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre