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Depois de tomar Damasco, oposição da Síria inicia formação de governo | Notícias da Guerra da Síria
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Mohammed al-Bashir, ligado ao HTS, foi encarregado de formar um governo de transição.
As forças da oposição síria estão em negociações para assumir o controlo formal do país depois de uma ampla ofensiva que capturou áreas de território, incluindo Damasco, e depôs o antigo presidente Bashar al-Assad.
O líder da oposição Ahmed al-Sharaa, também conhecido como Abu Mohammed al-Julani, encontrou-se com o primeiro-ministro cessante, Mohammed al-Jalali na segunda-feira para discutir a transição. Al-Jalali, que serviu sob al-Assad, concordou em transferir o poder para o Governo de Salvação Sírio (SSG) de Hayat Tahrir al-Sham (HTS).
“Estamos trabalhando para garantir que o período de transição seja rápido e tranquilo”, disse al-Jalali.
O governo de transição será formado por Mohammed al-Bashir, que é próximo do HTS – o grupo que liderou a tomada de Damasco – e dirige o seu SSG baseado em Idlib.
Geir Pedersen, enviado especial das Nações Unidas para a Síria, apelou a um processo de transição que garanta a continuidade das instituições da Síria e permita ao seu povo “traçar o caminho para satisfazer as suas aspirações legítimas… e restaurar uma Síria unificada”.
Uma vez formado, o novo governo provavelmente dará prioridade à consolidação do controlo sobre os territórios recentemente conquistados, remodelando as instituições governamentais e repatriando os exilados sírios e os deslocados, disse Stephen Zunes, professor de política na Universidade de São Francisco, à Al Jazeera.
O rápido avanço das forças da oposição lideradas pelo HTS marca um ponto de viragem geracional na guerra civil de 13 anos do país. O conflito ceifou centenas de milhares de vidas, causou uma das maiores crises de refugiados da história moderna, reduziu cidades a escombros e desencadeou sanções globais que devastaram a economia.
Enquanto se mantinha no poder, al-Assad enfrentou acusações de grupos de defesa dos direitos humanos de repressões brutais, incluindo assassinatos, tortura e desaparecimentos forçados, bem como usando armas químicas contra a população da Síria.
“As pessoas perguntam-se como será a nova ordem”, disse Resul Serdar da Al Jazeera, reportando de Damasco, acrescentando que uma oposição fragmentada poderia desencadear intensas manobras políticas.
“A segurança é uma das principais preocupações.” Um ataque violento de ataques israelenses que martelou as instalações militares do país nos últimos dois dias está criando um “enorme desafio” para eles, acrescentou.
‘Apenas retribuição’
Ao traçar um novo rumo, o HTS, um antigo afiliado da Al-Qaeda, procurou moderar as suas opiniões linha-dura, oferecendo amnistia aos soldados recrutados sob o regime de al-Assad e prometendo protecção às minorias religiosas.
No entanto, a nova liderança garantiu procurar “retribuição justa” para os altos funcionários militares e de segurança implicados em crimes de guerra.
“Não hesitaremos em responsabilizar os criminosos, assassinos, agentes de segurança e do exército envolvidos na tortura do povo sírio”, disse al-Sharaa, oferecendo recompensas por informações sobre os responsáveis pelos abusos.
Este é um “novo começo histórico para o povo sírio que sofreu violência e atrocidades indescritíveis nos últimos 14 anos”, afirmou a Comissão de Inquérito da ONU sobre a Síria. “Cabe aos agora responsáveis garantir que tais atrocidades nunca mais se repitam.”
“O passo mais importante é a justiça, e não a retribuição”, disse Agnes Callamard, chefe do grupo de direitos humanos Amnistia Internacional.
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Projeto de extensão seleciona resumos expandidos para publicação — Universidade Federal do Acre
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26 de maio de 2026O projeto de extensão ComunicAÇÃO, da Ufac, realiza processo seletivo para submissão de trabalhos extensionistas, na modalidade de resumo expandido. Os selecionados comporão a Coleção de Cadernos de Extensão “Ufac e Comunidade”. As inscrições estão abertas até 30 de junho, por meio de formulário online.
O trabalho inscrito deve estar contemplado em uma das áreas temáticas: comunicação, cultura, direitos humanos e justiça, educação, meio ambiente, saúde, tecnologia e produção, trabalho. Cada resumo deverá estar vinculado a uma ação de extensão (projeto, curso, evento ou programa) institucionalizada na Ufac.
“O resumo expandido deverá evidenciar, de forma clara e consistente, as experiências adquiridas e/ou vivenciadas junto à comunidade externa ao longo do desenvolvimento da ação de extensão, destacando as interações estabelecidas, os impactos gerados, os aprendizados construídos e as contribuições mútuas decorrentes da execução das atividades”, detalha o item 3.1 do edital.
A seleção consiste em avaliação por uma comissão que indicará 50 trabalhos aptos para publicação na 1ª Edição da Coleção de Cadernos de Extensão, considerando a formatação e os aspectos científicos, além do envolvimento da comunidade externa, dos resultados obtidos e da efetividade da metodologia proposta. O resultado final do processo seletivo está previsto para 21 de agosto.
Para mais informações sobre o certame, leia o edital Proex n.º 9.1/2026.
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Reitora da Ufac participa de fórum Brasil-África em Brasília — Universidade Federal do Acre
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26 de maio de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou, nessa segunda-feira, 25, em Brasília, do 1º Fórum de Reitores Brasil-África. A convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do Ministério da Educação (MEC), ela representou a Ufac no encontro, acompanhada da pró-reitora de Inovação e Tecnologia, Almecina Balbino Ferreira. O evento segue até quarta-feira, 27, e tem como foco o fortalecimento da cooperação internacional em educação superior entre universidades brasileiras e instituições africanas.
Guida destacou a importância da presença da Ufac em um espaço voltado ao diálogo internacional e à construção de parcerias acadêmicas. Segundo a reitora, a aproximação entre Brasil e África por meio da educação, da pesquisa, da inovação e da troca de experiências permite avançar em soluções conjuntas para desafios comuns. “Temos histórias, identidades e desafios que nos aproximam, e a universidade tem um papel fundamental nessa conexão”, afirmou.
O fórum é uma iniciativa liderada pelo MEC, pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior. A programação reúne reitores, pró-reitores e assessores de cooperação internacional de universidades federais, estaduais e privadas do Brasil, além de representantes de universidades africanas mobilizadas pela Associação de Universidades Africanas.

A proposta do encontro é ampliar as relações acadêmicas entre Brasil e África, com a construção de novos acordos institucionais, programas de mobilidade estudantil, intercâmbio científico e cooperação em áreas estratégicas como agricultura, energias renováveis, mineração, petróleo e gás, setor aeroespacial, inteligência artificial e ciências humanas.
A programação inclui painéis temáticos, reuniões bilaterais, workshops e sessões voltadas à construção de novas parcerias universitárias. Ao final do evento, os resultados e compromissos construídos serão formalizados na Carta de Brasília do 1º Fórum de Reitores Brasil-África, documento que deve orientar os próximos passos da cooperação entre universidades brasileiras e africanas.
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Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard — Universidade Federal do Acre
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22 de maio de 2026Estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram, nos dias 10 e 11 de abril, do HSIL Hackathon 2026, promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Harvard T.H. Chan School of Public Health. A participação da equipe ocorreu no Hub de Inovação do Hospital das Clínicas de São Paulo, o InovaHC, em uma edição realizada simultaneamente em mais de 30 países. O grupo conquistou o 3º lugar geral entre mais de 30 equipes com o projeto Viginutri, solução voltada à prevenção da desnutrição hospitalar.
A equipe foi liderada pela acadêmica de Medicina da Ufac Maria Júlia Bonelli Pedralino e contou com a participação de Guilherme Félix, do curso de Sistemas de Informação, Bruno Eduardo e Wesly, do curso de Medicina. Segundo Maria Júlia, representar o Acre e a Ufac em um evento dessa dimensão foi uma experiência marcante para sua trajetória acadêmica e pessoal. “O Acre tem muito a dizer nos espaços onde o futuro da saúde está sendo construído”, afirmou.
O projeto premiado, Viginutri, foi desenvolvido durante o hackathon em São Paulo e propõe uma solução para auxiliar no enfrentamento da desnutrição hospitalar, problema que pode afetar o prognóstico de pacientes internados e gerar impactos para a gestão hospitalar. A proposta une medicina e nutrição e será aperfeiçoada a partir da premiação recebida pela equipe.
Com a classificação, o grupo garantiu uma aceleração de um ano pela Associação Brasileira de Startups de Saúde, com mentoria especializada e a perspectiva de validar a solução em um hospital real. De acordo com Maria Júlia, a conquista abre a possibilidade de levar uma ideia desenvolvida por estudantes da Ufac para uma etapa de aplicação prática.
A estudante também ressaltou o apoio recebido da Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia da Universidade Federal do Acre (Proint) e da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex). Segundo ela, a conquista só foi possível porque a universidade acreditou no projeto e ofereceu as condições necessárias para que o grupo representasse a instituição fora do Acre. “Essa conquista não teria sido possível sem o apoio da Proint e Proex”, disse.
A trajetória do grupo teve início em um hackathon realizado anteriormente no Acre, onde surgiu o projeto Sentinelas da Amazônia, experiência que contribuiu para a formação da equipe e para o interesse dos estudantes em iniciativas de inovação.
Como desdobramento da participação no evento, a equipe deve promover, no dia 12 de junho, às 10h30, no Sebrae Lab, no Centro de Convivência, uma roda de conversa sobre a experiência no hackathon, com o objetivo de incentivar outros acadêmicos a buscarem pesquisa, inovação e desenvolvimento de ideias no ambiente universitário.
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