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Derrota de Kamala Harris: autópsia de um desastre político

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Exemplar e comovida, Kamala Harris ofereceu a Donald Trump o que este havia recusado a Joe Biden quatro anos antes: o reconhecimento da derrota. Na quarta-feira, 6 de novembro, a candidata democrata dirigiu-se aos seus apoiantes, reunidos na Universidade Howard, em Washington, para reconhecer o resultado das eleições presidenciais.

“Este princípio, mais do que qualquer outro, distingue a democracia da monarquia ou da tirania”, ela disse. O vice-presidente, que conversou com o vencedor, prometeu ajudá-lo durante a transição. Kamala Harris prometeu que “A luz da promessa da América sempre brilhará, desde que não desistamos e continuemos lutando.” Apesar da escala da sua derrota, não houve qualquer vestígio de arrependimento, apenas gratidão pelos inconsoláveis ​​activistas. “Estou muito orgulhoso da corrida que fizemos e da forma como a fizemos. »

Jen O’Malley Dillon, sua gerente de campanha, expressou tom idêntico na nota de agradecimento aos voluntários. “Você enfrentou ventos contrários e obstáculos sem precedentes que estavam muito além do seu controle,” ela escreveu. Então veio a grande negação. “Sabíamos que seria uma corrida dentro da margem de erro, e foi. » Não. Foi uma derrota. Nenhuma distância ou autocrítica sobre a estratégia seguida. Talvez não fosse a hora.

Durante meses, um poderoso preconceito de confirmação dominou no campo democrata e entre a maioria dos comentadores. Consistia em encontrar em cada excesso, em cada incoerência de Donald Trump a confirmação do seu extremismo, ao qual os americanos não podiam consentir decentemente.

Quando Kamala Harris falou da necessidade de reconciliar o país, cansado do caos da era Trumpista, perdeu outra prioridade para a maioria da população: expressar a sua insatisfação com a direção escolhida. Perda violenta de poder de compra, modificação de marcadores de identidade, questão da migração, rejeição de aventuras militares dispendiosas e intermináveis ​​no estrangeiro, mesmo por procuração: tudo isto coagulou para formar um desejo de alternância.

Um aparelho democrático legitimista, medroso e convencional

A autópsia do desastre político levará tempo, do lado democrata. Tudo começa com evidências políticas. Aos 81 anos, Joe Biden não deveria ter sido candidato presidencial novamente. Em 2020, prometeu ser uma figura de transição geracional. Ele não cumpriu sua palavra, sem oferecer uma explicação clara para sua teimosia, mesmo sofrendo com o declínio de suas habilidades. Finalmente, a sua impopularidade era sem esperança de retorno, demasiado ancorada no tempo. Mas o presidente apostava numa rejeição massiva de Donald Trump. O aparelho democrático, legitimista e medroso, não ousou contestar a sua decisão.

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NAI da Ufac realiza evento cultural sobre arte, corpo e inclusão — Universidade Federal do Acre

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1º Evento Cultural Entresentidos-2026 (2).jpg

O Núcleo de Apoio à Inclusão (NAI), da Ufac, realizou a abertura do 1º Evento Cultural Entresentidos: Arte, Corpo e Inclusão, nessa quinta-feira, 24, na modalidade online. Nesta sexta-feira, 25, o evento teve sua etapa presencial no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede. A iniciativa faz alusão ao Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, celebrado em 21 de setembro.

A Ufac conta com mais de 700 estudantes com deficiência matriculados nos campi sede e Floresta, em Cruzeiro do Sul. O evento marca a transição institucional do NAI, que, a partir da recente reestruturação administrativa da universidade, passou a integrar a Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), criada há pouco mais de um mês, tendo como pró-reitora a professora Letícia Mamed.

“A intenção da Proafe é justamente considerar esse público como o centro da nossa política institucional, que estamos organizando, consolidando e ampliando na Ufac”, disse Letícia. “Queremos garantir que esses estudantes não apenas ingressem na universidade, mas tenham uma trajetória de qualidade no ensino, na pesquisa e na extensão até a sua diplomação.”

Professora da rede estadual e mestranda de Matemática da Ufac, Sthefhanie Vidal tem deficiência visual. “Quando você vai a um show sem acessibilidade, você só ouve a multidão e o cantor. Mas quando há audiodescrição e você compreende as expressões faciais, o figurino e a movimentação no palco, você se sente parte real do evento”, pontuou. “Ver o NAI e a Proafe incentivando a cultura acessível é extremamente satisfatório e nos motiva a colaborar para que essa inclusão seja efetiva.”

Assistente social da Ufac, Carla Peres enfatizou o caráter reflexivo da programação. “Este é um momento único e significativo para compreendermos a diversidade que atravessa a nossa universidade. O espaço acadêmico é um aprendizado diário entre diferentes sujeitos e culturas.” Ela agradeceu o trabalho dos intérpretes de língua brasileira de sinais e a parceria com o projeto “Mão em Cenas”, que contribuiu com exposições e apresentações teatrais sobre a expressividade e a identidade dos corpos.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

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Curso de Música divulga chamada para Jornada Acadêmica — Universidade Federal do Acre

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X JORNADA ACADÊMICA DE MÚSICA DA UFAC

A Música como Realidade no Currículo Escolar: Mudanças de Paradigma e Práticas Integrativas no Desenvolvimento Humano

Período do evento: 09 a 15 de outubro de 2026

Período para submissão: 01 a 30 de setembro de 2026

Chamada de trabalhos



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PPG em Letras promove seminário para discutir internacionalização — Universidade Federal do Acre

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2026.09.18 Seminário PPGLI (2).jpg

O programa de pós-graduação em Letras: Linguagem e Identidade (PPGLI), da Ufac, realizou seminário para compartilhamento de experiências de internacionalização de seu curso de doutorado e apresentação dos relatórios de estágio e relatos de vivência de cinco doutorandas que retornaram de universidades no exterior. O evento ocorreu na sexta-feira, 18, no auditório do Bloco dos Mestrados, campus-sede.

Professores e estudantes discutiram a consolidação da política de internacionalização do PPGLI, visando à busca pela nota de excelência acadêmica junto à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). A avaliação da pós-graduação no país varia em uma escala de 1 a 7, na qual os extratos 6 e 7 representam programas de nível internacional.

As cinco doutorandas realizaram intercâmbios de pesquisa em instituições de referência na Europa e na América Latina, abrangendo universidades de Portugal, da França, do México e do Chile. O coordenador do PPGLI, Gerson Albuquerque, disse que isso consolida a produção bibliográfica e técnica em esfera global, incentivando outros alunos a perseguirem o estágio no exterior.

“Para alcançar a excelência, exige-se maturidade temporal, que completaremos em 2027 com oito anos de formação de doutores e uma inserção internacional consolidada”, acrescentou. “O doutorado sanduíche é fundamental para o amadurecimento intelectual dos pesquisadores e para a celebração de convênios que promovam a mobilidade docente e discente.”

A professora e pesquisadora Raquel Ishii ressaltou que a internacionalização do PPGLI dialoga diretamente com as características territoriais e culturais da Amazônia Sul-Ocidental. “Nosso programa atua fortemente com literatura, oralidade e a pluralidade linguística da região, que abriga 16 povos indígenas. Internacionalizar e nacionalizar a produção acadêmica feita no Acre fortalece a agenda científica nacional sobre a diversidade cultural e linguística amazônica.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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