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‘Desanimador’: verificador de fatos reage à decisão de Meta de abandonar o papel | meta

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As told to Robert Booth

O fundador do Facebook Mark Zuckerberg anunciou na terça-feira que sua empresa, Meta, estaria descartando fatosverificadores nos EUA, acusando-os de tomar decisões tendenciosas e dizendo que queria permitir maior liberdade de expressão. Meta usa verificadores de fatos independentes em todo o mundo. Aqui, um deles, que trabalha para a organização Full Fact em Londres, explica o que fazem e reage à alegação “desanimadora” de Zuckerberg.

Há um ano sou verificador de fatos na Full Fact em Londres, investigando conteúdo suspeito no Facebook, X e jornais. Nosso pão com manteiga inclui muita desinformação em vídeo sobre as guerras no Oriente Médio e na Ucrânia e videoclipes falsos de políticos gerados por IA, que estão cada vez mais difíceis de refutar. Os colegas trabalham na desinformação da Covid, nos boatos sobre a cura do câncer e há muitas questões climáticas à medida que vemos mais furacões e incêndios florestais.

Assim que fizermos login, às 9h, recebemos algo para ver. Nosso acesso aos sistemas do Meta nos mostra quais postagens têm maior probabilidade de serem falsas. Às vezes, há 10 ou 15 coisas diferentes que parecem prejudiciais e podem parecer opressoras. Mas não podemos verificar tudo.

Se uma postagem for um pouco selvagem, mas não prejudicial, como a imagem gerada por IA de o papa em um gigantesco casaco brancopodemos deixá-lo. Mas se for uma imagem falsa de Mike Tyson segurando uma bandeira da Palestina, é mais provável que a resolvamos. Apresentamos isso em nossa reunião matinal e depois somos incumbidos de começar a verificar.

Ontem eu estava trabalhando em um vídeo deepfake de Keir Starmer dizendo que muitas das alegações sobre Jimmy Savile eram frívolas e é por isso que ele não processou na época. Está conseguindo muito engajamento. A boca de Starmer não parecia certa e não parecia algo que ele diria. Parecia desinformação. Fui direto para a pesquisa reversa de imagens e descobri que o vídeo foi tirado do Guardian em 2012. O original era de qualidade muito superior. Você pode ver exatamente o que ele está dizendo em comparação com o que está sendo compartilhado nas redes sociais, que está muito borrado na boca. Entramos em contato com o Guardian para verificar o original, Downing Street para comentários e podemos entrar em contato com vários especialistas forenses de mídia e especialistas em IA deepfake.

Alguma desinformação continua ressurgindo. Há um vídeo específico da explosão de um posto de gasolina no Iêmen no ano passado que é reutilizado como mostrando um bombardeio em Gaza ou um ataque do Hezbollah a Israel.

O verificador de fatos reúne exemplos de onde apareceu nas redes sociais nas últimas 24 horas, muitas vezes quantas curtidas ou compartilhamentos teve, e explica como sabemos que não está certo.

Existem dois níveis de revisão antes de podermos anexar uma verificação de fatos a uma postagem no Facebook. Colegas seniores questionam cada salto lógico que demos. Se algo for repetido, esse processo poderá ser feito em meio dia. Casos novos e mais complexos podem levar quase uma semana. A média é de cerca de um dia. Às vezes, as idas e vindas podem ser frustrantes, mas precisamos estar o mais próximo possível de 100% de certeza.

Foi muito difícil ouvir Mark Zuckerberg dizer na terça-feira que os verificadores de fatos eram tendenciosos. Grande parte do trabalho que fazemos é sobre ser imparcial e isso é incutido em nós. Parece um trabalho muito importante onde estou fazendo a diferença e fornecendo boas informações para as pessoas.

Era o que eu queria fazer no meu trabalho anterior no jornalismo local, descer pela toca do coelho, rastrear as fontes, mas não houve muitas oportunidades. Foi muito churnalismo. Como repórter local, fiquei preocupado com a quantidade de teorias da conspiração com as quais as pessoas genuinamente se envolvem e acreditam nos grupos do Facebook e me senti impotente.

No final do dia de trabalho pode ser difícil desligar. Ainda estou pensando em como posso provar algo o mais rápido possível. Observar os compartilhamentos e curtidas de um conteúdo subindo o tempo todo é um pouco preocupante. Mas quando a verificação dos fatos é publicada, é uma sensação satisfatória.

A decisão de Zuckerberg foi desanimadora. Colocamos muito trabalho nisso e achamos que isso realmente importa. No entanto, há um sentimento renovado de que estamos determinados a combater o bom combate. A desinformação não vai desaparecer. Ainda estaremos aqui, trabalhando contra isso.



Leia Mais: The Guardian

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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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