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Desenrola agências reguladoras supera previsões da AGU – 17/01/2025 – Mercado
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Lucas Leite
O programa de negociação de dívidas ativas de empresas e pessoas físicas com agências reguladoras já alcançou R$ 2,88 bilhões. De acordo com a AGU (Advocacia-Geral da União), foram recebidas 2.493 solicitações de negociação de débitos até o final da primeira etapa, em 31 de dezembro de 2024.
Desses pedidos, 1.504 foram feitos por pessoas físicas e 989 por pessoas jurídicas. Criado em setembro do ano passado, o programa Desenrola Agências Reguladoras tem o objetivo estimular o pagamento de dívidas não tributáveis de pessoas físicas e jurídicas com agências reguladoras, autarquias e fundações.
A Votorantim lidera o ranking das dez maiores negociações, com um pagamento de R$ 1,092 bilhão ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).
Do valor total negociado, R$ 2,45 bilhões já foram efetivamente arrecadados. A estimativa inicial da AGU era arrecadar R$ 4 bilhões. No entanto, após a conclusão da análise dos pedidos, há expectativa que a arrecadação final ultrapasse essa projeção.
As principais negociações realizadas no Desenrola envolveram dívidas com órgãos como o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e o Cade.
Grandes empresas de diferentes setores, como energia elétrica, indústria, mineração, transporte e telefonia, estão entre os devedores que aderiram aos descontos oferecidos pelo programa de regularização.
A mineradora Samarco ocupa a segunda posição no ranking das negociações, quitando mais de R$ 362 milhões devidos ao Ibama. A concessionária Aeroportos Brasil, responsável pela administração do Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), aparece em terceiro lugar, com um parcelamento de R$ 343 milhões em 12 vezes à Anac.
A produtora de aço Gerdau ocupa o quarto lugar, com um pagamento superior a R$ 256 milhões ao Cade. Na quinta posição, a distribuidora de energia Equatorial Goiás pagou mais de R$ 131 milhões à Aneel.
Henrique Silveira, sócio da área de direito público do escritório de advocacia Mattos Filho, afirma que promover um programa de regularização voluntária tem como o propósito agilizar a arrecadação de valores e melhorar as contas públicas de forma mais imediata.
Folha Mercado
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“As dívidas de agências reguladoras são fiscais, de natureza não tributária. E, por isso, cobradas mediante processos de execução fiscal”, explica Silveira.
“Embora seja um processo privilegiado, ele leva tempo e, muitas vezes, é possível que haja obstáculos durante a cobrança, como a prescrição ou o Judiciário identificar falhas na constituição do débito.”
Nessa primeira etapa do Desenrola, as dívidas negociadas dizem respeito a multas relacionadas a processos administrativos e créditos ao ressarcimento aos recursos financeiros públicos, não a tributos.
Para incentivar a adesão dos devedores e facilitar a regularização, foram oferecidos descontos de até 70% sobre o valor das dívidas. Há a possibilidade de parcelamento em até 145 meses, para pessoas físicas, instituições de ensino, microempresas e Santas Casas.
Para as pessoas jurídicas, o programa ofereceu descontos de até 65% sobre o valor das dívidas, além do parcelamento em até 120 meses.
Ahmed Sameer El Khatib, professor adjunto de finanças da Unifesp e coordenador do centro de estudos em finanças da Fecap, afirma que o programa também traz benefícios para as agências reguladoras.
Ele explica que, ao possibilitar a renegociação de créditos difíceis de recuperar por meio de processos judiciais, o programa contribui para a redução da litigiosidade. “Com isso, diminui a necessidade de ações judiciais e, consequentemente, os custos administrativos e legais.”
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Em nota oficial, a Votorantim Cimentos confirmou o acordo com Cade para encerrar todos os processos administrativos e judiciais, em conformidade com as regras do programa Desenrola Agências Reguladoras.
A empresa afirma que o acordo, atualmente em fase de homologação, resolve de forma definitiva todas as divergências e pendências com a autarquia. A Votorantim também afirma que “não reconheceu, em nenhum momento, a prática de qualquer ato ilícito ou a participação em qualquer conduta anticompetitiva”.
A concessionária Aeroportos Brasil também confirmou a adesão ao programa e os valores pagos à Anac. “O objetivo é reduzir o passivo da companhia, pagando outorgas vencidas”, afirma.
A ArcelorMittal Brasil, por meio de nota, confirmou a adesão ao programa Desenrola em dezembro de 2024, esclarecendo que a decisão resultou no encerramento de dois processos judiciais com a finalidade de anular multa imposta pelo Cade em administrativos.
A companhia destaca que a decisão permitiu a resolução imediata do conflito e que o acordo “não representou reconhecimento ou confissão pela empresa de qualquer ilegalidade ou quaisquer fatos discutidos no âmbito dos processos”.
O Grupo Equatorial informou que assumiu a concessão em Goiás em 2023, com processos em andamento, tanto na esfera administrativa quanto judicial, referentes à gestão anterior. A empresa afirma que enxergou no programa “uma oportunidade de encerrar processos oriundos da gestão anterior, avançando ainda mais na reconstrução da concessão, com o objetivo de oferecer um serviço mais eficiente e com qualidade à população”.
Procuradas pela Folha, as demais empresas citadas não retornaram o contato.
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Ufac recebe visita da RFB para apresentação do projeto NAF — Universidade Federal do Acre
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26 de março de 2026A Ufac recebeu, nesta quarta-feira, 25, no gabinete da Reitoria, representantes da Receita Federal do Brasil (RFB) para a apresentação do projeto Núcleo de Apoio Contábil e Fiscal (NAF). A reunião contou com a participação da Coordenação do curso de Ciências Contábeis e teve como foco a proposta de implantação do núcleo na universidade.
O reitor em exercício e pró-reitor de Planejamento, Alexandre Hid, destacou a importância da iniciativa para os estudantes e sua relação com a curricularização da extensão. Segundo ele, a proposta representa uma oportunidade para os alunos e pode fortalecer ações extensionistas da universidade.
A analista tributária da RFB e representante de Cidadania Fiscal, Marta Furtado, explicou que o NAF é um projeto nacional voltado à qualificação de acadêmicos do curso de Ciências Contábeis, com foco em normas tributárias, legislação e obrigações acessórias. Segundo ela, o núcleo é direcionado ao atendimento de contribuintes de baixa renda e microempreendedores, além de aproximar os estudantes da prática profissional.
Durante a reunião, foi informada a futura assinatura de acordo de cooperação técnica entre a universidade e a RFB. Pelo modelo apresentado, a Ufac disponibilizará espaço para funcionamento do núcleo, enquanto a receita oferecerá plataforma de treinamento, cursos de capacitação e apoio permanente às atividades desenvolvidas.
Como encaminhamento, a RFB entregou o documento referencial do NAF, com orientações para montagem do espaço e definição dos equipamentos necessários. O processo será enviado para a Assessoria de Cooperação Institucional da Ufac. A expectativa apresentada na reunião é de que o núcleo seja integrado às ações de extensão universitária.
Também participaram da reunião o professor de Ciências Contábeis e vice-coordenador do curso, Cícero Guerra; e o auditor fiscal e delegado da RFB em Rio Branco, Claudenir Franklin da Silveira.
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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre
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12 de março de 2026A Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia (Proint) da Ufac e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Acre (Sebrae-AC) realizam o Startup Day-2026, em 21 de março, das 8h às 12h, no espaço Sebrae-Lab, Centro de Convivência do campus-sede. O evento é dedicado à inovação e ao empreendedorismo, oferecendo oportunidades para transformar projetos em negócios de impacto real. As inscrições são gratuitas e estão abertas por meio online.
O Startup Day-2026 visa fortalecer o ecossistema, promover a troca de experiências, produzir e compartilhar conhecimento, gerar inovação e fomentar novos negócios. A programação conta com show de acolhimento e encerramento, apresentações, painel e palestra, além de atividades paralelas: carreta game do Hospital de Amor de Rio Branco, participação de startups de game em tempo real, oficina para crianças, exposição de grafiteiros e de projetos de pesquisadores da Ufac.
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A lógica de valor da Thryqenon (TRYQN) é apoiar a evolução da economia verde por meio de sua infraestrutura digital de energia
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10 de março de 2026Com a aceleração da transição para uma economia de baixo carbono e a reestruturação do setor elétrico em diversos países, cresce a discussão sobre como a infraestrutura digital pode sustentar, no longo prazo, a evolução da economia verde. Nesse contexto, a plataforma de energia baseada em blockchain Thryqenon (TRYQN) vem ganhando atenção por propor uma estrutura integrada que combina negociação de energia, gestão de carbono e confiabilidade de dados.
A proposta da Thryqenon vai além da simples comercialização de energia renovável. Seu objetivo é construir uma base digital para geração distribuída, redução de emissões e uso colaborativo de energia. À medida que metas de neutralidade de carbono se tornam compromissos regulatórios, critérios como origem comprovada da energia, transparência nos registros e liquidação segura das transações deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos obrigatórios. A plataforma utiliza registro descentralizado em blockchain, correspondência horária de energia limpa e contratos inteligentes para viabilizar uma infraestrutura verificável e auditável.
A economia verde ainda enfrenta obstáculos importantes. Existe descompasso entre o local e o momento de geração da energia renovável e seu consumo final. A apuração de emissões costuma ocorrer de forma anual, dificultando monitoramento em tempo real. Além disso, a baixa rastreabilidade de dados limita a criação de incentivos eficientes no mercado. A Thryqenon busca enfrentar essas lacunas por meio de uma estrutura digital que integra coleta, validação e liquidação de informações energéticas.
Na arquitetura da plataforma, há conexão direta com medidores inteligentes, inversores solares e dispositivos de monitoramento, permitindo registro detalhado da geração e do consumo. Na camada de transações, o sistema possibilita verificação automatizada e liquidação hora a hora de energia e créditos de carbono, garantindo rastreabilidade. Já na integração do ecossistema, empresas, distribuidoras, comercializadoras e consumidores podem interagir por meio de interfaces abertas, promovendo coordenação entre diferentes agentes do setor elétrico.
O potencial de longo prazo da Thryqenon não está apenas no crescimento de usuários ou no volume de negociações, mas em sua capacidade de se posicionar como infraestrutura de suporte à governança energética e ao mercado de carbono. Com o avanço de normas baseadas em dados e reconhecimento internacional de créditos ambientais, plataformas transparentes e auditáveis tendem a ter papel relevante na transição energética e no financiamento sustentável.
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