NOSSAS REDES

ACRE

Destino dos ‘Sonhadores’ dos EUA perante um tribunal de apelações, novamente | Notícias sobre migração

PUBLICADO

em

A audiência é a mais recente em uma batalha legal de anos sobre a política de Ação Diferida para Chegadas na Infância (DACA) da era Obama.

Um tribunal federal de recurso dos Estados Unidos está a considerar o destino de um programa que permite actualmente que mais de meio milhão de imigrantes indocumentados trazidos para o país quando crianças vivam e trabalhem sem receio de deportação.

O Tribunal de Apelações do 5º Circuito, com sede em Nova Orleans, ouviu argumentos na quinta-feira no último capítulo de uma saga legal de anos sobre a política de Ação Diferida para Chegadas na Infância, ou DACAque foi introduzido pela primeira vez pelo ex-presidente Barack Obama em 2012.

Em jogo está o futuro de cerca de 535 mil pessoas que vivem há muito tempo nos EUA, embora não possuam cidadania ou estatuto de residência legal e possam eventualmente ser deportadas.

O DACA, que desde a sua criação protegeu da deportação mais de 800.000 “Sonhadores”, como são conhecidos os beneficiários do programa, tem mudado a vida de inúmeros deles, com os primeiros grupos agora na casa dos 40 anos e tendo estabelecido famílias e carreiras no NÓS.

“Eu moro aqui. Eu trabalho aqui. Tenho uma casa aqui”, disse Maria Rocha-Carrillo, que viajou de sua casa em Nova York para se juntar a cerca de 200 manifestantes do lado de fora do tribunal na quinta-feira, e estava na primeira fila de um tribunal lotado quando a audiência começou.

https://x.com/AmericasVoice/status/1844408516368548346

Rocha-Carrillo disse que foi trazida para os EUA aos três anos, quando familiares imigraram do México, onde ela nasceu. Ela não conseguiu obter um certificado de professora até que o DACA lhe permitisse construir uma carreira na educação.

“Toda família deve poder viver em segurança (e) estabilidade. Hoje, as forças anti-imigrantes estão a recorrer ao Tribunal do 5º Circuito para tentar derrubar o DACA”, escreveu na quinta-feira nas redes sociais a congressista norte-americana Nydia Velazquez, uma das dezenas de legisladores norte-americanos que falaram a favor do programa.

“O tribunal tem uma escolha real: manter as famílias e as comunidades unidas!”

Mas o programa tem estado sob ataque dos conservadores desde a sua criação.

Durante o seu primeiro mandato, o ex-presidente Donald Trump anunciou o seu fim, desencadeando uma longa batalha legal que chegou ao Supremo Tribunal dos EUA, que decidiu que os Dreamers já cobertos pelo DACA poderiam manter as suas proteções temporárias. e continuar a solicitar sua renovação por períodos adicionais de dois anos.

Os novos requerentes têm sido, em grande parte, incapazes de obter proteções desde 2017.

Presidente Joe Biden novamente relançado o programa na esperança de obter a aprovação do tribunal, mas um juiz federal decidiu que o poder executivo tinha ultrapassado a sua autoridade e proibiu o governo de aprovar novas aplicações.

Os opositores da política, como o Texas e outros oito estados dominados pelos republicanos, que levaram o caso ao tribunal na quinta-feira, afirmaram em argumentos jurídicos que incorrem em centenas de milhões de dólares em cuidados de saúde, educação e outros custos quando os imigrantes são permitidos. permanecer no país ilegalmente.

Outros críticos do programa, como o conservador Immigration Reform Law Institute, argumentaram que a questão deveria ser decidida pelos legisladores e não pelo executivo.

“O Congresso recusou-se repetidamente a legalizar os beneficiários do DACA e nenhuma administração pode tomar esse passo em seu lugar”, disse o diretor executivo do grupo, Dale L Wilcox, num comunicado no início deste ano.

Os juízes do painel não deram nenhuma indicação de quando ou como decidiriam. O destino das restantes protecções do programa irá quase certamente acabar novamente perante o Supremo Tribunal dos EUA.



Leia Mais: Aljazeera

Advertisement
Comentários

Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48

You must be logged in to post a comment Login

Comente aqui

ACRE

Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose-interna.jpg

A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

 

A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.

A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.

O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.

O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.

Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.

 



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

Ufac e Fiocruz fazem oficina sobre leishmaniose em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Novo Projeto-interna.jpg

A Ufac e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realizaram a oficina Epidemiologia, Vigilância e Controle da Leishmaniose Cutânea. O evento ocorreu em 1 de junho, no auditório do Instituto Federal do Acre, em Sena Madureira (AC), reunindo 110 agentes comunitários de saúde e 20 agentes de combate às endemias.

A programação contou com palestras e discussões sobre aspectos epidemiológicos, clínicos e diagnósticos da doença, abordando ciclos de transmissão, vetores e reservatórios envolvidos na manutenção da chamada “ferida brava”, nome popular da leishmaniose cutânea. Além disso, foram realizadas atividades práticas com o uso de lupas e microscópios, permitindo aos profissionais a observação de características dos vetores e compreensão dos métodos laboratoriais utilizados no diagnóstico da doença.

Com mais de 11 mil casos registrados na última década, o Acre ocupa posição de destaque no cenário nacional da doença. Em 2025, o município de Sena Madureira foi classificado pelo Ministério da Saúde como área de risco intenso para transmissão da leishmaniose cutânea, apresentando média anual de 64 casos.

A oficina integra as atividades do projeto de ensino, pesquisa e extensão EpiLeish-Acre, que na Ufac é coordenado pelo professor Francisco Glauco de Araujo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza. Para o pesquisador Leandro Siqueira, do Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz, ações educativas para enfrentar a doença são fundamentais. “Profissionais bem capacitados conseguem orientar de forma mais eficaz a população, contribuindo para o diagnóstico e tratamento precoce”, ressaltou.

O secretário municipal de Saúde de Sena Madureira, Willisson Viana, destacou a relevância das parcerias institucionais. “Buscamos fortalecer parcerias com instituições de referência, como a Fiocruz e a Ufac, que contribuem significativamente para o desenvolvimento técnico das nossas equipes.”

O diretor da Vigilância em Saúde de Sena Madureira, Serginey Amorim, disse que a capacitação fortalece ações de saúde pública. “Com conhecimento atualizado e capacitação contínua, ampliamos a prevenção, melhoramos o diagnóstico precoce e fortalecemos as ações de controle da doença em nosso município.”

A iniciativa foi organizada pelos Laboratórios de Patologia e Biologia Parasitária e de Entomologia Médica, da Ufac, e pelo Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz.

 



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

MAIS LIDAS