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Detentas fazem exame de mamografia em ação de saúde do Outubro Rosa

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Isabelle Nascimento

Dando continuidade às ações de saúde do Outubro Rosa, o Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen), levou 12 detentas da Unidade Penitenciária Feminina de Rio Branco para fazer o exame de mamografia, em uma parceria com o Hospital de Amor. Para selecionar as apenadas, foi feita uma triagem pela faixa etária recomendada para o exame e por indicação médica.

Iapen realiza ação de saúde em alusão ao Outubro Rosa para detentas da Unidade Penitenciária Feminina de Rio Branco. Foto: Isabelle Nascimento/Iapen

O exame de mamografia é recomendado para mulheres com 40 anos ou mais, ou quando há indício e existe indicação médica. Ele é capaz de identificar nódulos nas mamas e, por isso, é muito importante para o diagnóstico precoce do câncer de mama.

Detentas da Unidade Penitenciária Feminina de Rio Branco são levadas para fazer exame de mamografia no Hospital de Amor. Foto: Isabelle Nascimento/Iapen

Entre as mulheres privadas de liberdade que passaram pela mamografia, estava M. A. B., de 53 anos. Ela explica que nunca tinha feito o exame antes de estar cumprindo pena no presídio, porque não tinha tempo e acabava não dando prioridade: “Vim fazer o exame aqui dentro. Porque eu não tinha tempo, nunca fui atrás de fazer. Mas é bom pra nossa saúde”.

Equipe do Iapen, Polícia Penal e Hospital de Amor. Foto: Antonio Moura/Iapen

A chefe da Divisão de Saúde Prisional do Iapen, Gabriela Silveira, ressalta que a parceria entre o Iapen e o Hospital de Amor já é consolidada e vem acontecendo há anos: “Sempre que procuramos, eles nos atendem. Anos anteriores, eles foram com a carreta para o presídio feminino. Esse ano nós conseguimos levar a equipe pra lá, na semana passada, e fizemos uma ação de coleta de PCCU. Eles dão o encaminhamento no resultado dos exames e hoje nós temos doze presas fazendo mamografia. A Divisão de Saúde e o Departamento de Assistência à Saúde tem se empenhado em buscar sempre essas parcerias, para a gente levar o melhor atendimento lá para dentro”, ressaltou a gestora.

Geles Barbosa de Moura, técnica em Radiologia do Hospital de Amor. Foto: Isabelle Nascimento/Iapen

A técnica em radiologia do Hospital de Amor, Geles Barbosa, reiterou a importância de fazer a mamografia, pois só assim é possível um diagnóstico precoce: “Caso tenha, caso apareça, a cura é 95% de chance maior do que se você demorar a ter esse diagnóstico. Então a mamografia é de grande importância para todas as mulheres”, ressaltou.

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Estudo feito em UTIs do sistema público de saúde do Acre é publicado em uma das principais revistas científicas do mundo

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Felipe Souza

Profissionais do sistema público de saúde do Acre ganham cada vez mais reconhecimento no cenário internacional. Um estudo do urologista da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Fernando de Assis, realizado em parceria com o governo do Estado e as universidades da Califórnia (UC), Federal do Acre (Ufac) e de São Paulo (USP), foi destaque em uma publicação da revista científica Nature, uma das mais importantes do mundo na área.

O trabalho envolveu estudantes da Ufac, além de enfermeiros e médicos da Fundhacre e das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) do Pronto-Socorro da capital do Acre, Rio Branco. O estudo tem como objetivo identificar as causas da perda da função renal nos pacientes internados nas UTIs.

De acordo com Fernando, mais de 1.400 pessoas foram estudadas nesse processo. “Os primeiros foram pacientes-pilotos para tornar o estudo mais confiável ainda. E foi a primeira pesquisa populacional, de grande porte, realizada nas Unidades de Terapia Intensiva aqui no estado, para um objetivo específico. Os estudados são usuários do sistema público de saúde”, conta o urologista.

Autor da pesquisa, Fernando de Assis é urologista do quadro da Fundhacre. Foto: cedida

Inicialmente, o pesquisador levantou a hipótese de que fatores ambientais típicos da Amazônia, como picadas de cobra, aranhas e escorpiões, poderiam estar associados ao problema. No entanto, os resultados mostraram que as principais causas estão relacionadas a condições crônicas comuns, como diabetes e hipertensão arterial. Além disso, fatores ligados ao próprio ambiente da UTI, como o uso excessivo de líquidos para estabilizar a pressão arterial, também contribuem para a perda da função renal.

Após a coleta dos dados necessários, o médico realizou as análises na Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, por cerca de um ano, durante o período que concluía parte do seu doutorado. O resultado mostrou que os fatores de risco observados na Região Norte, especificamente no Acre, são os mesmos encontrados em grandes centros urbanos do país.

“A primeira publicação do estudo ocorreu em 2016 e, hoje, a gente conseguiu esse feito espetacular em uma revista de altíssimo nível, considerada uma das melhores científicas do planeta, mostrando o que a gente consegue fazer aqui”, destaca Fernando de Assis.

Financiamento da Fapac

Na última semana, o governo estadual, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Acre (Fapac), lançou o 8º edital do Programa de Pesquisa para o SUS (PPSUS). Com o maior valor da história de R$ 1,2 milhão, a gestão do governador Gladson Camelí reforça ainda mais o comprometimento com a saúde dos cidadãos acreanos.

Segundo o urologista, a Fapac também participa do estudo feito por ele, financiando-o. Por ser um órgão de fomento, garante recursos financeiros visando que todo o processo seja concluído e dê resultados significativos para a população.

“Também tivemos apoio da Fapesp [Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo]. É possível fazer pesquisa de qualidade aqui no Acre, utilizando o nosso sistema público, dispondo de mão dos recursos não só físicos e laboratoriais, mas humanos, com os mais de 100 profissionais envolvidos”, pontua Fernando.

Para o presidente da Fapac, Moisés Diniz, a publicação em uma revista internacional confirma a solidez e qualidade da pesquisa realizada no estado: “A pesquisa realizada, ao explorar as interações entre variáveis climáticas e o uso da terra, destaca a complexidade dos impactos ambientais. Esse trabalho demonstra como a ciência pode contribuir para entender e mitigar os desafios em saúde na Amazônia”.

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Segurança Pública, Ministério Público e Tribunal de Justiça discutem agilidade no combate ao crime organizado

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Ana Paula Xavier

A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) esteve em reunião com representantes do Tribunal de Justiça do Acre (TJ), Ministério Público Estadual (MPE), Polícia Civil e Polícia Militar. O principal objetivo da reunião, que aconteceu nesta quinta-feira, 3, foi discutir a agilidade no atendimento às representações feitas na Polícia Civil.

Segurança Pública, Ministério Público e Tribunal de Justiça discutem agilidade no combate ao crime organizado. Foto: Ascom TJ

Durante a reunião, a necessidade de acelerar a emissão de mandados de busca e apreensão foi um dos pontos centrais da discussão. O pedido de celeridade se estende a todo o estado, visando um atendimento mais rápido e eficiente às demandas da Polícia Civil. O secretário estadual de Justiça e Segurança Pública, José Américo Gaia,  disse que a cooperação entre as instituições é fundamental para fortalecer a segurança pública e garantir a efetividade das operações policiais. “Precisamos agir com rapidez e eficiência no combate ao crime organizado”, disse.

Secretário estadual de Justiça e Segurança Pública, José Américo Gaia,  disse que a cooperação entre as instituições é fundamental para fortalecer a segurança pública e garantir a efetividade das operações policiais. Foto: Ascom TJ

Além disso, foi proposto o acompanhamento dos processos relacionados a organizações criminosas. A intenção é criar uma minuta para um decreto que formalize a criação de um grupo de trabalho dedicado a essa questão, pois as instituições operam com gestões separadas. A definição do documento mais adequado para facilitar essa colaboração se torna imprescindível.

Principal objetivo da reunião foi discutir a agilidade no atendimento às representações feitas na Polícia Civil. Foto: Ascom TJ

“A criação de diretrizes com objetivos claros representa um passo significativo para fortalecer a atuação conjunta das diversas instituições na luta contra o crime organizado”, concluiu o secretário.

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Imac capacita técnicos da Representação do Juruá para fortalecer atuação ambiental na região

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Janine Brasil

Com o objetivo de aprimorar a eficiência e a qualidade dos serviços ambientais na região do Vale do Juruá, o Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac), com o apoio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), está realizando ciclos de capacitações intensivas para servidores no interior.

Curso intensivo aborda desde sistemas de licenciamento e geoprocessamento até práticas de campo para vistorias e fiscalização. Foto: Divulgação/Imac.

A primeira fase de qualificação ocorre de 31 de março a 5 de abril, no Vale do Juruá, com a participação de técnicos que fazem parte da Representação do Juruá (REPJU). A atividade é realizada pela equipe da Diretoria de Licenciamento Ambiental de Atividades Rurais, Florestais e Fauna (DLAARFF).

O presidente da autarquia, André Hassem, explica que entre os principais objetivos da capacitação estão o aprimoramento, eficiência e qualidade dos serviços ambientais prestados no Vale do Juruá. “O curso intensivo aborda desde sistemas de licenciamento e geoprocessamento até práticas de campo para vistorias e fiscalização, incluindo treinamento em sistemas de monitoramento”, disse o gestor da autarquia.

O treinamento tem como foco capacitar a equipe nas atividades essenciais de análise de informações, interpretação de dados, preparação para vistorias e práticas de campo.

“É comum ocorrer mudanças e atualizações tanto nos procedimentos quanto nas normas regulamentares que disciplinam o fluxo das atividades dentro de um órgão ou instituição e no Imac não é diferente. E essas mudanças precisam ser repassadas aos núcleos subordinados. É importante esse nivelamento feito através dos cursos promovidos pelo Imac sede, pois é uma oportunidade de alinhar a análise da documentação e instrução processual, de modo que seja possível seguir certa padronização nos serviços prestados pelo núcleo e Imac sede”, disse a servidora e engenheira agrônoma Céliana Barbosa.

Equipes se alinharam entre a capital e interior para debater ações a serem realizadas e otimizar as que já estão em andamento. Foto: Divulgação/Imac.

A diretora da DLAARFF, Ana Paula Souza, disse que a abertura do curso, realizada na última segunda-feira, 31, teve o objetivo de falar sobre a melhoria contínua dos processos de licenciamento e monitoramento ambiental, além da uniformização dos procedimentos, por meio da troca de experiências entre os participantes.

“O objetivo geral foi garantir que os técnicos estejam plenamente habilitados para a emissão precisa e qualificada de declarações, licenças e para a realização de um monitoramento ambiental eficaz, destacando a importância da confiabilidade das informações em documentos oficiais, planejamento, inteligência de dados, execução e registro de informações”, complementou.

A programação detalhada incluiu módulos essenciais para a rotina dos técnicos, com aulas teóricas e exercícios práticos ministrados por instrutores. Foram abordados desde os fundamentos e funcionalidades básicas até análises de relatórios e estudos de caso complexos, simulando processos reais de licenciamento e fiscalização.

Dentre as atividades, foi realizado um embasamento teórico e legal sobre a fiscalização ambiental, abordando desde a base legal – Decreto n° 6.514/08 – e os princípios do direito ambiental, até os procedimentos corretos para a lavratura de autos de infração, detalhando seus elementos essenciais e a análise dos principais tipos de infrações contra fauna, flora e relativas à poluição.

Saine Kador, da Divisão de Controle Ambiental, também ministrou uma das palestras na capacitação. Foto: Divulgação/Imac.

Além disso, foi destacada a importância crucial do planejamento eficaz das ações de fiscalização, detalhando as fases do processo, desde a análise da demanda e inteligência geográfica até a execução em campo, coleta de provas e documentação final, com ênfase na padronização de procedimentos e na segurança da equipe.

As atividades incluem desde carregar dados vetoriais, limites, cadastro Ambiental Rural (CAR), áreas licenciadas/embargadas e imagens de satélite até realizar a análise e interpretação geoespacial.

Capacitação ocorre na representação da autarquia no Vale do Juruá. Foto: Divulgação/Imac.

A Sema, na quarta-feira, 2, contribuiu apresentando informações para melhorar a compreensão da Plataforma Integrada de Monitoramento Ambiental (PCigma). Foi abordado também o preenchimento das informações no Sistema de Controle de Infrações Ambientais (Sicam) e explicado porque essas informações sistematizadas são imprescindíveis para gerar uma base consolidada de dados, vinculada às metas do Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento e Queimadas do Acre (PPCDQ-AC) e do Programa REM (REDD+ for EarlyMovers) na redução das emissões de CO2 e na eficiência das áreas fiscalizadas do estado.

A equipe do Imac realizou atividades práticas de análise voltadas para o licenciamento de marcenarias, depósitos, produção de carvão e pátios externos.

Servidores do Imac, em parceria com a Sema, participam de qualificação no Vale do Juruá. Foto: Divulgação/Imac.

Foram feitas, ainda, atividades práticas intensivas. Os técnicos foram a campo para fazer simulações de vistoria prévia e fiscalização, aplicando diretamente os conhecimentos adquiridos. Ministram a capacitação pelo Imac a diretora da DLAARFF, Ana Paula Souza; Pedro Farias e Cristiane Oliveira, do Departamento de Licenciamento Ambiental de Atividades Rurais e Florestais; Saine Kador e Ivan de Jesus, da Divisão de Controle Ambiental; e Rosângela Rocha, chefe do Departamento de Representações Regionais. Pela Sema, Quelyson Souza, coordenador do Programa REM, também agregou ao conteúdo apresentado.

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