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Detento é achado morto dentro de presídio de Rio Branco
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4 anos atrásem
O detento Raimundo Morais de Souza, de 40 anos, foi encontrado morto na noite desse domingo (6) na cela 27 do Pavilhão A do Complexo Penitenciário de Rio Branco.
O Instituto de Administração Penitenciária (Iapen) informou que o preso estava em isolamento preventivo com outros quatro detentos quando foi achado morto por volta das 21h30.
Os policiais penais questionaram os demais presos sobre o que tinha acontecido e, segundo o Iapen, eles confessaram o crime e disseram que foi porque Souza cometeu crime contra uma menor. Além disso, os detentos afirmaram que a vítima tinha enganado eles dizendo que tinha tabaco para trocar por alimentos.
Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada, mas apenas pôde constatar a morte de Souza. Uma equipe do Instituto Médico Legal (IML) também foi acionada para perícia e demais procedimentos.
O Iapen-AC tenta contato com a família do preso que morreu para informar sobre o ocorrido e afirmou que vai prestar assistência estabelecida em lei.
A autarquia informou ainda que, de acordo com o Observatório de Análise Criminal do Núcleo de Apoio Técnico do Ministério Público do Acre, há 179 dias não se registrava morte no sistema prisional do Acre. E que vai acompanhar toda a investigação.
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Iapen retoma visitas nos presídios do Acre e divulga cronograma de cada unidade — Foto: Murilo Lima/Rede Amazônica Acre
Protesto de policiais e redução de efetivo
Pelo sexto dia seguido, os policiais penais mantêm o acampamento em frente à Assembleia Legislativa do Acre. Os policiais se negam a tirar banco de horas, cumprindo apenas o plano operacional padrão (POP), o que afetou as visitas nas unidades prisionais, que estavam suspensas desde o dia 17 de novembro.
A categoria tem pressionado o governo do Acre a incluir no projeto da Lei Orgânica a equiparação de salários com as outras forças de Segurança, a incorporação da gratificação aos salários e mudança do contrato de nível médio para superior.
As visitas nos presídios do Acre retomaram, de forma gradual, nesse domingo (5). O Instituto de Administração Penitenciária (Iapen) divulgou um cronograma com as datas, horários e quais pavilhões teriam visitas tanto em Rio Branco, como nas cidades do interior do estado. Confira o cronograma de visitas:
Complexo Penitenciário de Rio Branco:
Domingo (5):
- Pavilhão P (manhã)
- Pavilhão O (tarde)
Sábado (11)
- Pavilhão C (manhã)
- Posto Médico (tarde)
Domingo (12)
- Pavilhão L (manhã)
- Pavilhão A (tarde)
- Pavilhão dos reeducandos do trabalho externo (antiga UP-4):
Sábado (11) – Visitas apenas no período da manhã
Unidade de Regime Fechado nº 2 de Rio Branco (Antonio Amaro Alves)
- Sábado (11) – alojamentos 2 e 4 – Visitas apenas no período da manhã
- Domingo (12) – alojamentos 5, 6 e 7 – Visitas apenas no período da manhã
Unidade de Regime Fechado Feminina de Rio Branco
- Sábado (11) – pavilhão Alamanda e Berçário – Visitas apenas no período da manhã:
- Sábado (18) – Pavilhão Carmélia – Visitas apenas no período da manhã:
Unidade Penitenciária Moacir Prado (Tarauacá)
- Domingo (5) – ala 4 (manhã) e ala 3 (tarde);
- Sábado (11) – pavilhão B (manhã) e ala 1 (tarde)
- Domingo (12) – pavilhão D e alojamento C (manhã) e ala 2 (tarde)
Unidade Penitenciária Evaristo de Morais (Sena Madureira):
- Domingo (5) – bloco 7 (manhã) e bloco 9 (tarde)
- Sábado (11) – bloco 8 (manhã) e bloco 10 (tarde)
- Domingo (12) – bloco 5 (manhã) e bloco 6 (tarde)
Unidade Penitenciária Manoel Neri da Silva (Cruzeiro do Sul):
- Domingo (5) – bloco 5 (manhã) e bloco 6 (tarde)
Unidade Penitenciária Antonio Sergio Silveira de Lima (Senador Guiomard)
- Sábado (11) – ala 23 e posto médico – visitas apenas no período da manhã
- Domingo (12) – ala dos trabalhadores, ala 21 e alojamento 1 – visitas apenas no período da manhã
Com relação aos procedimentos, o Iapen informou que os visitantes devem seguir as seguintes orientações:
- Apenas uma pessoa por preso poderá visitar;
- O visitante somente poderá adentrar à unidade portando a carteira de visitante e documento oficial com foto. Outro tipo de protocolo não será autorizado;
- Carteiras vencidas só serão aceitas caso estejam com até 30 dias de vencimento;
- Não será permitido entrada com alimentação;
- A utilização de máscaras será obrigatória;
- Em cumprimento a decreto governamental, será exigida a apresentação de comprovante de vacinação no ato da entrada nos estabelecimentos prisionais.
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Familiares de presos fecharam a BR-364 em Sena Madureira em protesto pela volta das visitas — Foto: Arquivo pessoal
Protestos de familiares
Com as visitas suspensas por vários dias, familiares de presos fizeram vários protestos pelo estado. Na sexta (3), parentes dos detentos de Sena Madureira, interior do Acre, fecharam a BR-364, km 273, em frente à unidade prisional, pedindo a volta das visitas. O ato terminou na manhã de sábado (4) e a rodovia foi liberada, conforme a Polícia Rodoviária Federal (PRF-AC).
No último dia 26, os familiares impediram a passagem de veículos na BR-364, na ponte do de Sena Madureira. Os manifestantes, em sua maioria mulheres, exigiam a volta das visitas nas unidades prisionais do estado.
Em Cruzeiro do Sul, mulheres de presos também fizeram um protesto, no dia 26 de novembro, pedindo o retorno das visitas no Presídio Manoel Neri da Silva. As manifestantes fecharam a Ponte da União, que fica sobre o Rio Juruá. Uma extensa fila de veículos chegou a se formar rapidamente após o fechamento da ponte.
Na capital acreana, as manifestações de parentes dos presos ocorreu no dia 25 de novembro. Os familiares se reuniram em frente ao Palácio Rio Branco e fecharam ruas no Centro da capital exigindo a volta das visitas nas unidades prisionais do estado.
No dia 26 de novembro, o Iapen chegou a divulgar que haveria visitas no Complexo Penitenciário de Rio Branco. Porém, os familiares dos detentos foram surpreendidos com o aviso de que não poderiam entrar no presídio. No domingo (28), houve visitas na unidade de Rio Branco, com o apoio da Polícia Militar, mas em seguida, dois presos conseguiram fugir da unidade.
Também em meio a essa queda de braço entre governo e policiais penais, detentos de quatro blocos da Unidade Manoel Neri, em Cruzeiro do Sul, iniciaram um motim na manhã desse sábado (4) nos blocos 7,8,3 e 4.
O instituto não detalhou o que de fato aconteceu, mas informou que pelo menos seis celas foram quebradas e que os prejuízos ainda estão sendo avaliados. Segundo o Iapen, o motim começou às 8h e foi controlado às 9h. O diretor da unidade, Elvis Barros dos Santos, diz que o motim começou após os presos saberem que não haveria visitas neste sábado.
com informações de G1Acre
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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2 dias atrásem
15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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2 dias atrásem
15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
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2 dias atrásem
15 de maio de 2026Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).
O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.
Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.
“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.
O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.
Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.
Fhagner Soares – Estagiário