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Detentos do Acre que vão fazer Enem PPL se preparam para a prova
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2 anos atrásem
Isabelle Nascimento
A educação abre portas e muda histórias. Com esse intuito de dar a oportunidade de alfabetização, estudos e qualificação, o Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen) e a Secretaria de Estado de Educação (SEE) têm dado todo o apoio necessário para os detentos que pretendem prestar o Enem PPL, que deve ser aplicado nos dias 10 e 11 de dezembro. No Acre, foram 491 inscritos para a prova.

A detenta I. A. S. parou de estudar na terceira série, mas dentro do sistema prisional retornou aos estudos e sonha em ser engenheira civil. Ela vai fazer esta edição do Enem. “Nós temos aula duas vezes por semana. Além disso, a gente ganha os livros e materiais pra estudar na cela. Os professores passam a tarefa pra cela também. É muito importante para mim terminar meus estudos aqui dentro, porque lá fora eu parei na terceira série”, explicou.
O professor de História da Escola Fábrica de Asas, Paulo Mário de Souza Moll, explica que durante as aulas é trabalhado o conteúdo programado pelo MEC, obrigatório na grade curricular de todas as escolas, e próximo da data da prova, intensificam as revisões: “Perto da data da prova, a gente dá uma ênfase maior no trabalho com questões comentadas, videoaulas. A gente faz quiz com perguntas e respostas. E elas levam para a cela, o que a gente chama de atividades indiretas. Essas atividades indiretas, além de textos, têm questões de múltiplas escolhas e, quando elas retornam para a sala de aula, a gente corrige”, ressaltou.
O diretor da Fábrica de Asas, professor Juscelino Bandeira, falou da importância da aplicação da prova para os apenados: “A aplicação do Enem é de fundamental importância. A gente acredita no poder transformador da educação. Então, nós trabalhamos nessa aplicação. São ofertadas apostilas de estudo. Os professores do ensino médio trabalham os conteúdos referentes ao Enem PPL. Então, é de grande importância para os privados de liberdade”.
Ele relembra o exemplo da ex-detenta, que fez parte do projeto de leitura da escola, T. S. R., e agora faz o curso universitário de Ciências Biológicas em uma instituição de ensino superior, “um grande exemplo para as outras alunas”.
A Secretaria de Educação foi fundamental no processo de preparação dos estudantes, como explica Margarete Santos, chefe da Divisão de Educação Prisional do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen): “A Secretaria de Educação, em agosto, disponibilizou links com as videoaulas preparatórias para o Enem. Foi encaminhado para a direção das unidades para ser disponibilizado para que os presos pudessem assistir essas aulas”.
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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre
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59 minutos atrásem
1 de outubro de 2026O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.
A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.
A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.
“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”
Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”
Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.
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Gestão da Ufac realiza visita ao laboratório Charles Mérieux — Universidade Federal do Acre
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6 dias atrásem
25 de setembro de 2026A Ufac realizou uma visita institucional ao Centro de Infectologia Charles Mérieux (CICM). A agenda reuniu a gestão superior da universidade, pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e representantes do centro para alinhar propostas de cooperação que permitam o desenvolvimento de pesquisas avançadas e projetos de inovação em saúde pública nas instalações do laboratório. O encontro ocorreu nessa quinta-feira, 24.
O coordenador de Gestão e Infraestrutura do CICM, George Dobré, apresentou as propostas operacionais para viabilizar o uso da infraestrutura laboratorial por equipes de pesquisadores e estudantes da Ufac. A iniciativa visa unificar o potencial de pesquisa acadêmica da universidade com a capacidade tecnológica e de vigilância do centro.
A reunião contou com a presença do reitor Josimar Ferreira; do pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Dionatas Meneguetti; do diretor de Pesquisa da Ufac, Thiago Augusto da Cunha; do diretor-geral da Fiocruz-RO, Jansen Medeiros; e dos pesquisadores da Fiocruz, Gabriel Melim e Deusilene Vieira, que também atua como coordenadora de Pesquisa, Vigilância e Educação do CICM.
(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)
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