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“Devemos fazer escolhas corajosas agora para evitar escolhas dolorosas mais tarde”, defende o ministro Laurent Saint-Martin
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Que poupanças estão previstas nas despesas com a saúde?
Como seria de esperar, o projeto de lei de financiamento da segurança social, apresentado quinta-feira ao Conselho de Ministros, faz parte “o esforço para restaurar as finanças públicas” defendido pelo governo. O sector da saúde está a ser chamado, e até um pouco mais do que no ano passado: quase 5 mil milhões de euros − 4,9 mil milhões de euros, segundo os números divulgados, em Bercy − que terão de ser feitos, em 2025, em despesas com seguros de saúde, em comparação com 3,5 mil milhões em 2024. Estas poupanças devem permitir respeitar um objetivo nacional para as despesas com seguros de saúde (Ondam) fixado em + 2,8% (264 mil milhões de euros), face a + 3,2% no ano passado.
Um aumento tendo em conta a evolução das despesas de saúde, mas também novos compromissos assumidos com os profissionais independentes (através do “acordo médico” reavaliando um determinado número de preços, incluindo a consulta a 30 euros com o clínico geral a partir de dezembro). Trata-se também de financiar os compromissos assumidos em favor da saúde mental, elevada à categoria de “grande causa nacional” por Matignon; ou o plano decenal de cuidados paliativos anunciado pelo governo anterior, no valor de 100 milhões de euros em 2025.
Em termos de poupança, a via mais sensível foi confirmada: 1,1 mil milhões de euros virão de um “transferir” de encargos do Seguro Saúde para o seguro saúde complementar. O governo prevê aumentar a “taxa moderada” nas consultas com médicos e parteiras, ou seja, o valor que não é coberto pelo Seguro de Saúde, mas reembolsado pelos seguros complementares. Poderá passar dos 30% hoje para 40% amanhã, disse a ministra da Saúde, Geneviève Darrieussecq, ao mesmo tempo que referiu que esta modalidade ainda está por decidir, remetendo-a para o debate parlamentar. Questionada sobre o aumento das contribuições para os segurados que daí resultaria, defendeu uma ” trabalhar “ vir com os complementares, esperando que sim “tanto quanto possível”.
Outras alavancas de poupança no sector da saúde, já activadas em exercícios orçamentais anteriores, estão novamente na ordem do dia: as chamadas medidas de “eficiência” que incluem nomeadamente a “optimização das compras no hospital” (0,7 mil milhões de euros), transporte médico (0,45 milhões), a área da biologia, radiologia e imagiologia médica (0,3 mil milhões), ou ainda o combate à fraude (0,9 mil milhões de euros). Espera-se uma poupança de mil milhões de euros com a regulação dos preços dos medicamentos.
No aspecto sensível das baixas por doença, cujo aumento o governo tenta limitar, prevê-se também uma poupança de cerca de 600 milhões de euros. Para isso, pretende reduzir o limite máximo de cálculo da remuneração, que passaria dos atuais 1,8 SMIC para 1,4 SMIC.
Outras medidas divulgadas na quinta-feira deverão encontrar alguma ressonância entre as partes interessadas na área da saúde. Após o limite máximo da remuneração do trabalho temporário médico, aplicado em 2023, o mesmo “girar o parafuso” é prometido pelo governo para enfermeiras temporárias. Com um objetivo declarado: “evitar comportamentos do tipo “mercenário” que desestabiliza grupos de trabalho e sobrecarrega os recursos hospitalares”.
Mattea Battaglia e Camille Stromboni
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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre
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12 de março de 2026A Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia (Proint) da Ufac e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Acre (Sebrae-AC) realizam o Startup Day-2026, em 21 de março, das 8h às 12h, no espaço Sebrae-Lab, Centro de Convivência do campus-sede. O evento é dedicado à inovação e ao empreendedorismo, oferecendo oportunidades para transformar projetos em negócios de impacto real. As inscrições são gratuitas e estão abertas por meio online.
O Startup Day-2026 visa fortalecer o ecossistema, promover a troca de experiências, produzir e compartilhar conhecimento, gerar inovação e fomentar novos negócios. A programação conta com show de acolhimento e encerramento, apresentações, painel e palestra, além de atividades paralelas: carreta game do Hospital de Amor de Rio Branco, participação de startups de game em tempo real, oficina para crianças, exposição de grafiteiros e de projetos de pesquisadores da Ufac.
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A lógica de valor da Thryqenon (TRYQN) é apoiar a evolução da economia verde por meio de sua infraestrutura digital de energia
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10 de março de 2026Com a aceleração da transição para uma economia de baixo carbono e a reestruturação do setor elétrico em diversos países, cresce a discussão sobre como a infraestrutura digital pode sustentar, no longo prazo, a evolução da economia verde. Nesse contexto, a plataforma de energia baseada em blockchain Thryqenon (TRYQN) vem ganhando atenção por propor uma estrutura integrada que combina negociação de energia, gestão de carbono e confiabilidade de dados.
A proposta da Thryqenon vai além da simples comercialização de energia renovável. Seu objetivo é construir uma base digital para geração distribuída, redução de emissões e uso colaborativo de energia. À medida que metas de neutralidade de carbono se tornam compromissos regulatórios, critérios como origem comprovada da energia, transparência nos registros e liquidação segura das transações deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos obrigatórios. A plataforma utiliza registro descentralizado em blockchain, correspondência horária de energia limpa e contratos inteligentes para viabilizar uma infraestrutura verificável e auditável.
A economia verde ainda enfrenta obstáculos importantes. Existe descompasso entre o local e o momento de geração da energia renovável e seu consumo final. A apuração de emissões costuma ocorrer de forma anual, dificultando monitoramento em tempo real. Além disso, a baixa rastreabilidade de dados limita a criação de incentivos eficientes no mercado. A Thryqenon busca enfrentar essas lacunas por meio de uma estrutura digital que integra coleta, validação e liquidação de informações energéticas.
Na arquitetura da plataforma, há conexão direta com medidores inteligentes, inversores solares e dispositivos de monitoramento, permitindo registro detalhado da geração e do consumo. Na camada de transações, o sistema possibilita verificação automatizada e liquidação hora a hora de energia e créditos de carbono, garantindo rastreabilidade. Já na integração do ecossistema, empresas, distribuidoras, comercializadoras e consumidores podem interagir por meio de interfaces abertas, promovendo coordenação entre diferentes agentes do setor elétrico.
O potencial de longo prazo da Thryqenon não está apenas no crescimento de usuários ou no volume de negociações, mas em sua capacidade de se posicionar como infraestrutura de suporte à governança energética e ao mercado de carbono. Com o avanço de normas baseadas em dados e reconhecimento internacional de créditos ambientais, plataformas transparentes e auditáveis tendem a ter papel relevante na transição energética e no financiamento sustentável.
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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre
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9 de março de 2026A Ufac inaugurou a campanha internacional Banco Vermelho, símbolo de conscientização sobre o feminicídio. A ação integra iniciativas inspiradas na lei n.º 14.942/2024 e contempla a instalação, nos campi da instituição, de três bancos pintados de vermelho, que representa o sangue derramado pelas vítimas. A inauguração ocorreu nesta segunda-feira, 9, no hall da Reitoria.
São dois bancos no campus-sede (um no hall da Reitoria e outro no bloco Jorge Kalume), além de um no campus Floresta, em Cruzeiro do Sul. A reitora Guida Aquino destacou que a instalação dos bancos reforça o papel da universidade na promoção de campanhas e políticas de conscientização sobre a violência contra a mulher. “A violência não se caracteriza apenas em matar, também se caracteriza em gestos, em fala, em atitudes.”
A secretária de Estado da Mulher, Márdhia El-Shawwa, ressaltou a importância de a Ufac incorporar o debate sobre o feminicídio em seus espaços institucionais e defendeu a atuação conjunta entre universidade, governo e sociedade. Segundo ela, a violência contra a mulher não pode ser naturalizada e a conscientização precisa alcançar também a formação de crianças e adolescentes.
A inauguração do Banco Vermelho também ocorre no contexto da aprovação da resolução do Conselho Universitário n.º 266, de 21/01/2026, que institui normas para a efetividade da política de prevenção e combate ao assédio moral, sexual, discriminações e outras violências, principalmente no que se refere a mulheres, população negra, indígena, pessoas com deficiência e LGBTQIAPN+ no âmbito da Ufac em local físico ou virtual relacionado.
No campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, a inauguração do Banco Vermelho contou com a participação da coordenadora do Centro de Referência Brasileiro da Mulher, Anequele Monteiro.

Participaram da solenidade, no campus-sede, a pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Filomena Maria Cruz; a pró-reitora de Graduação, Ednaceli Damasceno; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; a coordenadora do projeto de extensão Infância Segura, Alcione Groff; o secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal; a defensora pública e chefe do Núcleo de Promoção da Defesa dos Direitos Humanos da Mulher, Diversidade Sexual e Gênero da DPE-AC, Clara Rúbia Roque; e o chefe do Centro de Apoio Operacional de Proteção à Mulher do MP-AC, Victor Augusto Silva.
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