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Dez bistrôs parisienses onde você se sente muito bem
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O que é um bom café? Depois de realizarmos um estudo absolutamente não científico durante cerca de quarenta anos, somos tentados a responder: é um estabelecimento que dá a sensação de estar em casa, só que melhor. Segundo a Câmara de Comércio e Indústria de Ile-de-France, Paris tinha cerca de 5.247 cafés em 2021. Portanto, não pretendemos afirmar que a nossa seleção é a dos melhores estabelecimentos da capital.
Por outro lado, reúne locais espalhados pela cidade, que se tornaram uma segunda casa para os seus frequentadores. Os preços são baixos (recorde de 1 euro por um expresso no Vins des Pyrénées), o acolhimento é amigável, a decoração não intimida e as refeições não são complicadas mas bem abastecidas. E muitas vezes há aquele pequeno extra – uma playlist bacana, um digeo grátis ou simplesmente um sorriso de verdade – que faz você querer voltar. Então volte e volte novamente. Até que alguém te busque aqui quando você não estiver em casa. QED!
No Petit Bar, moleskine e fórmica

Quase queremos nos beliscar para acreditar. Estamos a poucos passos das Tulherias e logo atrás do palácio Le Meurice, mas ao entrar nesta barra amarelo-canário somos catapultados para a popular Paris dos anos 1960! Azulejos de trevo azul, telefone giratório (sim, sim) no balcão de fórmica, bancos de pele de toupeira… Aqui está um bistrô ainda em seu estado original, assumido por Marie e Jean Dalle em 1966. Se o patrão abandonou definitivamente o balcão, a proprietária octogenária é sempre corajosa na cozinha, auxiliada pelos filhos Hubert e Michel na sala de jantar.
Então, claro, a refeição não é das mais sofisticadas, à base de salgados de lentilha ou de vitela assada e macarrão (e nenhuma alternativa vegetariana). Mas continua honesto, ultra-acessível para o bairro (12,50 euros por prato) e servido com um sorriso, apoiado por uma ou duas piadas do Laugh and Song. Todos os preços, aliás, também parecem ter ficado congelados no tempo: café a 1,30 euros; copo de vinho a partir de 3,20 euros. Viemos viver uma experiência vintage, voltamos para encontrar o ambiente acolhedor e familiar deste bar único em Paris.
La Petite Bourse, ponto de encontro de amigos

A área está repleta de bares, incluindo o Bistrot du croissant, em frente, onde Jean Jaurès foi assassinado em 1914, ou a gigantesca Brique Machine, especializada em boas mousses, com cubas de cerveja e nada menos que 300 lugares, mas La Petite Bourse está em nosso favor, porque lá nos sentimos como uma família! Isto também é um problema para os patrões, Laëtitia Vidal e Alan Gaudin, que muitas vezes têm dificuldade em fechar as portas. Durante seis anos, o casal trabalhou arduamente para manter os preços acessíveis. O café custa 1,80 euros e a maior parte dos copos de vinho (cerca de 5 euros) são de “produtor direto” com alguns vinhos biológicos, mesmo que os proprietários não tenham feito disso uma religião.
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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2 dias atrásem
15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).
O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.
Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.
“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.
O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.
Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.
Fhagner Soares – Estagiário
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