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Dezenas de civis mortos em dois dias de intensos combates no Sudão | Notícias da guerra no Sudão

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Mais pessoas mortas nos ataques do Norte de Darfur e da Grande Cartum à medida que os combates entre o exército e a RSF se tornam mais sangrentos.

Dezenas de pessoas foram mortas ao longo de dois dias no Sudão, à medida que os combates entre o exército e o grupo paramilitar Forças de Apoio Rápido (RSF) se intensificam, segundo autoridades, ativistas e grupos de direitos humanos.

Os 20 meses conflitoO ataque aéreo, que matou dezenas de milhares de pessoas, tornou-se cada vez mais sangrento, com o exército a intensificar os ataques aéreos em áreas sob o controlo da RSF e as forças paramilitares a organizar ataques e a realizar intensos ataques de artilharia.

Na segunda-feira, um ataque aéreo a um movimentado mercado na cidade de Kabkabiya, uma cidade a cerca de 180 km (110 milhas) a oeste da capital do Norte de Darfur el-Fasheratualmente cercado pela RSF, matou mais de 100 pessoas e feriu centenas, incluindo mulheres e crianças, segundo o grupo de direitos humanos Emergency Lawyers.

O exército negou a responsabilidade pelo ataque, insistindo que tinha o direito de atacar qualquer local utilizado pela RSF para fins militares, segundo a agência de notícias Reuters. Não houve comentários imediatos da RSF.

Na terça-feira, a RSF direcionou fogo de artilharia pesada contra um setor controlado pelo exército da Ondurmãuma cidade do outro lado do Nilo, a partir de Cartum, que faz parte da capital mais ampla do Sudão, segundo os residentes. O governador de Cartum, alinhado ao Estado, Ahmed Othman Hamza, informou que pelo menos 65 pessoas foram mortas e centenas ficaram feridas.

Segundo Hamza, que qualificou o ataque de “massacre”, atribuindo-o à “milícia terrorista”, uma bomba atingiu um autocarro de passageiros e “matou todos a bordo e transformou 22 pessoas em partes de corpos”.

Uma fonte médica do hospital Al-Nao de Omdurman, uma das últimas instalações que recebe pacientes na área, disse à agência de notícias AFP que o hospital recebeu 15 dos mortos no ataque ao autocarro, tendo outros sete morrido posteriormente no hospital.

O hospital também “recebeu 45 feridos de diferentes áreas” de Omdurman, acrescentou a fonte, pedindo anonimato por medo de represálias.

Na terça-feira, a RSF bombardeou o campo de deslocados de Zamzam, atingido pela fome, no norte de Darfur, matando cinco pessoas, de acordo com o grupo da sociedade civil Coordenação Geral de Campos para Deslocados e Refugiados de Darfur.

Os advogados de emergência também relataram que seis pessoas morreram no estado de North Kordofan quando um drone que caiu em 26 de novembro explodiu.

Uma mulher e seu bebê no campo de refugiados de Zamzam, atingido pela fome, perto de el-Fasher, em Darfur do Norte, Sudão (Folheto/Mohamed Zakaria/MSF via Reuters)

Luta pelo poder

A guerra do Sudão eclodiu em Abril de 2023, no meio de uma luta pelo poder entre o exército e a RSF antes de uma transição planeada para um regime civil.

Ambos os lados cometeram abusos que podem constituir crimes de guerra, incluindo ataques a civis, afirmou em Setembro uma missão de averiguação das Nações Unidas.

A violência matou dezenas de milhares de pessoas, expulsou 11 milhões de pessoas das suas casas e desencadeou a maior crise de fome do mundo, segundo a ONU.

Na terça-feira, a ONU alertou que quase 10 mil pessoas por dia estão a fugir através da fronteira para o Sudão do Sul, tendo as chegadas diárias triplicado nas últimas semanas.

O sistema de saúde, já frágil antes da guerra, foi gravemente prejudicado, com até 80% das instalações de saúde nas áreas afetadas fechadas ou quase operacionais, afirma a ONU.



Leia Mais: Aljazeera

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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