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Dezenas de mortos por paramilitares RSF em Gezira, no Sudão, dizem grupos de ajuda | Notícias da guerra no Sudão

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A UNICEF apela a uma maior atenção internacional para a “crise esquecida”, uma vez que cerca de 25,6 milhões de pessoas enfrentam fome aguda.

Dezenas de civis foram mortos e milhares de deslocados no estado sudanês de Gezira, disseram grupos de ajuda humanitária, após vários dias de ataques das Forças paramilitares de Apoio Rápido (RSF).

Um sindicato de médicos e um grupo de jovens disseram que a RSF atacou várias aldeias e cidades no estado centro-leste de Gezira, saqueando e vandalizando propriedades públicas e privadas, e deixando dezenas de mortos, informou a agência de notícias Associated Press no sábado.

Os ataques da RSF em al-Sireha, uma aldeia no estado de Gezira, continuaram durante três dias, com 50 pessoas mortas num só dia, segundo grupos de ajuda que têm acompanhado as mortes e publicado a lista, vista pela Al Jazeera.

Uma rede de activistas da área disse à agência de notícias AFP que o número de mortos no ataque de sexta-feira foi de pelo menos 50, enquanto o site Sudan News (sudanakhbar) informou que até agora 124 pessoas foram mortas e 200 ficaram feridas.

Sudão mergulhou em conflito em abril de 2023, quando eclodiram tensões de longa data entre o chefe do exército Abdel Fattah al-Burhan e o líder da RSF, Mohamed Hamdan “Hemedti” Dagalo, num conflito que até agora deslocou mais de 10 milhões de pessoas, segundo dados das Nações Unidas, e criou uma das piores crises humanitárias globais.

Desde Setembro, as Forças Armadas Sudanesas (SAF) têm prosseguido um grande ofensiva retomar áreas dentro e ao redor da capital, Cartum, do controle da RSF.

Só em al-Sireha, combatentes da RSF mataram pelo menos 50 pessoas e feriram 200, disseram os Comités de Resistência, uma rede de grupos de jovens que acompanham a guerra, à AP na noite de sexta-feira.

Na aldeia de Saqiaah, pelo menos outras 12 pessoas foram mortas, disse o grupo.

O número de vítimas foi confirmado à AFP no sábado, acrescentando que desde o ataque na manhã de sexta-feira, as equipes de resgate e os moradores não conseguiram evacuar os feridos “devido aos bombardeios e aos franco-atiradores” da RSF.

O Sindicato dos Médicos do Sudão disse que os avanços da RSF transformaram as áreas no leste de Gezira numa “zona de guerra brutal”.

‘Crise esquecida’

Ted Chaiban, vice-chefe da UNICEF, a agência das Nações Unidas para a infância, apelou a mais atenção internacional para “a crise esquecida” no Sudão.

Numa entrevista à AP na sexta-feira, Chaiban disse que a guerra criou “uma das crises mais agudas de que há memória”, com mais de 14 milhões de pessoas forçadas a fugir das suas casas, mergulhando o Sudão na maior crise de deslocamento do mundo.

“Nunca em uma geração vimos esses tipos de números”, disse ele.

Cerca de 25,6 milhões de pessoas – mais de metade da população do Sudão – deverão enfrentar fome aguda este ano devido ao conflito.

A UNICEF e a agência das Nações Unidas para os refugiados, ACNUR, apelam ao acesso desimpedido às pessoas necessitadas em todo o país.

A guerra foi marcada por atrocidades como estupro em massa e “limpeza étnica”que a ONU afirma equivalerem a crimes de guerra e crimes contra a humanidade, particularmente na região ocidental de Darfur, que tem enfrentado um ataque violento da RSF.



Leia Mais: Aljazeera

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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose-interna.jpg

A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre

 

A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.

A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.

O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.

O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.

Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.

 



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Ufac e Fiocruz fazem oficina sobre leishmaniose em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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A Ufac e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realizaram a oficina Epidemiologia, Vigilância e Controle da Leishmaniose Cutânea. O evento ocorreu em 1 de junho, no auditório do Instituto Federal do Acre, em Sena Madureira (AC), reunindo 110 agentes comunitários de saúde e 20 agentes de combate às endemias.

A programação contou com palestras e discussões sobre aspectos epidemiológicos, clínicos e diagnósticos da doença, abordando ciclos de transmissão, vetores e reservatórios envolvidos na manutenção da chamada “ferida brava”, nome popular da leishmaniose cutânea. Além disso, foram realizadas atividades práticas com o uso de lupas e microscópios, permitindo aos profissionais a observação de características dos vetores e compreensão dos métodos laboratoriais utilizados no diagnóstico da doença.

Com mais de 11 mil casos registrados na última década, o Acre ocupa posição de destaque no cenário nacional da doença. Em 2025, o município de Sena Madureira foi classificado pelo Ministério da Saúde como área de risco intenso para transmissão da leishmaniose cutânea, apresentando média anual de 64 casos.

A oficina integra as atividades do projeto de ensino, pesquisa e extensão EpiLeish-Acre, que na Ufac é coordenado pelo professor Francisco Glauco de Araujo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza. Para o pesquisador Leandro Siqueira, do Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz, ações educativas para enfrentar a doença são fundamentais. “Profissionais bem capacitados conseguem orientar de forma mais eficaz a população, contribuindo para o diagnóstico e tratamento precoce”, ressaltou.

O secretário municipal de Saúde de Sena Madureira, Willisson Viana, destacou a relevância das parcerias institucionais. “Buscamos fortalecer parcerias com instituições de referência, como a Fiocruz e a Ufac, que contribuem significativamente para o desenvolvimento técnico das nossas equipes.”

O diretor da Vigilância em Saúde de Sena Madureira, Serginey Amorim, disse que a capacitação fortalece ações de saúde pública. “Com conhecimento atualizado e capacitação contínua, ampliamos a prevenção, melhoramos o diagnóstico precoce e fortalecemos as ações de controle da doença em nosso município.”

A iniciativa foi organizada pelos Laboratórios de Patologia e Biologia Parasitária e de Entomologia Médica, da Ufac, e pelo Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz.

 



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