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Dezenas matadas em ataques hospitalares em El Fasher, do Sudão, diz quem | Sudão

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Associated Press

Cerca de 70 pessoas foram mortas em um ataque ao único hospital funcional na cidade sitiada de El Fasher, no Sudão, informou o chefe da Organização Mundial da Saúde no domingo, o mais recente de uma série de ataques como a Guerra Civil da Nação Africana aumentou Nos últimos dias.

O ataque ao Hospital Materno de Ensino Saudita foi responsabilizado por autoridades locais pelas forças de apoio rápido rebeldes, um grupo que recentemente enfrentou aparentes perdas no campo de batalha para as forças militares e aliadas sudanesas sob o comando do general do exército Abdel-Fattah Burhan.

O Ministério das Relações Exteriores da Arábia Saudita denunciou o ataque como “uma violação do direito internacional”.

Tentativas internacionais de mediação e táticas de pressão, incluindo uma avaliação dos EUA de que o RSF e seus proxies estão cometendo genocídio, e as sanções direcionadas a Burhan, não interromperam os combates.

“O terrível ataque ao Hospital Saudita em El Fasher, Sudão, levou a 19 ferimentos e 70 mortes entre pacientes e companheiros”, escreveu o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, escreveu em X. “No momento do ataque, o hospital foi embalado com pacientes recebendo cuidados. ”

Outra unidade de saúde em Al Malhas também foi atacada no sábado, acrescentou.

“Continuamos pedindo uma cessação de todos os ataques a cuidados de saúde no Sudão e para permitir acesso total à rápida restauração das instalações que foram danificadas”, escreveu ele. “Acima de tudo, o povo do Sudão precisa de paz. O melhor remédio é a paz. ”

Ghebreyesus não identificou quem havia lançado o ataque, embora as autoridades locais tivessem culpado o RSF pelo ataque. Clementine Nkweta-Salami, um funcionário da ONU que coordena os esforços humanitários no Sudão, alertou na quinta-feira que o RSF havia dado “um ultimato de 48 horas para forças aliadas às forças armadas sudanesas a desocupar a cidade e indicar uma ofensiva a ser uma ofensiva”.

“Desde maio de 2024, El Fasher está sob cerco da RSF”, disse ela. “Os civis em El Fasher já sofreram meses de sofrimento, violência e abusos de direitos humanos, sob o prolongado cerco. Suas vidas agora ficam no equilíbrio devido a uma situação cada vez mais precária. ”

O RSF não reconheceu imediatamente o ataque em El Fasher, que fica a mais de 800 km (500 milhas) a sudoeste de Cartum. A cidade agora é o lar de mais de 1 milhão de pessoas, muitas das quais foram deslocadas pela guerra.

O cerco da RSF havia matado 782 civis e feriu mais de 1.140 outros, disse a ONU em dezembro, alertando que as figuras verdadeiras provavelmente eram mais altas.

O Hospital Saudita, ao norte do aeroporto de El Fasher, fica perto das linhas de frente da guerra e foi repetidamente atingido pelo bombardeio. Seus médicos continuam realizando cirurgias, às vezes pela luz dos telefones celulares enquanto o hospital é atingido.

No entanto, o RSF apareceu nos últimos dias e perdeu o controle da refinaria de Cartum, o maior do Sudão e crucial para sua economia e o do Sudão do Sul. As forças de Burhan também dizem que quebraram um sitério de RSF da sede do Signal Corps no norte de Cartum. Os rebeldes alegaram que estavam “apertando o laço” em torno dessa base.

O Sudão tem sido instável desde que uma revolta popular forçou a remoção do ditador de longa data Omar al-Bashir em 2019. Uma transição de curta duração para a democracia foi descarrilada quando Burhan e o general Mohamed Hamdan Dagalo, do RSF, uniram as forças a liderar um golpe militar em outubro em outubro 2021.

Al-Bashir enfrenta acusações no Tribunal Penal Internacional por realizar uma campanha genocida no início dos anos 2000 na região oeste de Darfur com o Janjaweed, o precursor do RSF. Grupos de direitos e a ONU dizem que a RSF e as milícias árabes aliadas estão novamente atacando grupos africanos étnicos nesta guerra.

As forças armadas do RSF e do Sudão começaram a lutar entre si em abril de 2023. Seu conflito matou mais de 28.000 pessoas, forçou milhões a fugir de suas casas e deixaram algumas famílias comendo grama em uma tentativa desesperada de sobreviver à medida que a fome varre partes do país.

Outras estimativas sugerem um número de mortes muito maior na Guerra Civil.



Leia Mais: The Guardian

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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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