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Disputa por terras em Jericoacoara tem conflito de versões – 14/12/2024 – Cotidiano
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José Matheus Santos
A disputa por terras da Vila de Jericoacoara, área do município de Jijoca de Jericoacoara (CE), a 297 km de Fortaleza, no litoral, tem sido marcada por conflitos de versões nas últimas semanas. O acordo inicialmente anunciado pelo governo estadual para cessão de terras a uma empresária está suspenso pela Procuradoria-Geral do estado.
A suspensão aconteceu no início de novembro. Desde então, moradores da vila têm contestado versões apresentadas pela empresária Iracema Correia São Tiago.
Jericoacoara é um dos principais destinos turísticos do Nordeste. A área sob disputa fica fora do Parque Nacional, gerido pelo ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade).
Inicialmente, a empresária alegou ser dona de 83% das terras da Vila de Jericoacoara. Ela apresentou documentos sobre a propriedade das terras ao Idace (Instituto do Desenvolvimento Agrário do Ceará) em julho de 2023.
Segundo ela, em 1983, seu então marido, José Maria Machado, comprou terrenos que totalizam 714 hectares na região. Ela apresentou a escritura pública de compra. Desse total, 73,5 hectares estariam na área da Vila de Jericoacoara, que tem, ao todo, 88 hectares.
A Procuradoria-Geral inicialmente reconheceu a legitimidade da escritura apresentada por Iracema. Por meio do órgão, o governo firmou um acordo extrajudicial, ou seja, sem necessidade de intervenção da Justiça, que acabou suspenso no começo de novembro.
Segundo a Procuradoria, no acordo firmado entre as partes, Iracema abriu mão “de todas as terras que, mesmo estando dentro de sua propriedade, estivessem ocupadas com moradores ou quaisquer tipos de construções”, o que corresponde a 90% da área pleiteada inicialmente.
Pela proposta, somente terrenos que ainda estavam no nome do Idace e que não estavam ocupados de alguma forma —ou seja, uma parte menor considerando o todo da vila— é que passariam para o nome de Iracema, em uma área de 49,5 mil metros quadrados.
Desde então, moradores de Jericoacoara têm buscado fazer contrapontos aos argumentos da defesa da empresária.
O conselho de moradores divulgou, em novembro, documentos antigos do Diário Oficial do Ceará que apontam que as terras da família Machado estavam localizadas ao sul do Parque Nacional.
Para o conselho, não existia nenhuma propriedade privada na área quando o governo do estado realizou a regularização fundiária de Jericoacoara, entre 1995 e 2000.
O grupo argumenta que as terras da família ficavam em uma fazenda de caju, localizada fora da área do Parque Nacional e distante da Vila de Jericoacoara.
Para os advogados da empresária, os questionamentos “são frágeis e atendem apenas aos interesses de pessoas e de empresários que exploram o turismo na Vila de Jeri e que vem se apropriando indevidamente de áreas públicas para seu próprio benefício ao longo dos anos”.
Em nota, a defesa afirma que uma portaria de 2000 do Idace erra ao colocar as terras ao sul da área de proteção ambiental e diz que isso “ignora todas as demais propriedades existentes e facilmente identificadas”.
“O fato do cartório não ter informado corretamente ao Idace na época a existência de outras propriedades na região não implica na perda dos direitos aos imóveis, seguindo entendimento do STF (Supremo Tribunal Federal).”
Os advogados de Iracema também apresentaram um mapa de 2020 do ICMBio que reconheceria as fazendas dentro da área do Parque Nacional.
Em contraponto, os advogados do conselho de moradores afirmam que o Ministério Público do Ceará teria apontado que a matrícula da área que seria transferida para a empresária apresentou aumento significativo, passando de 441 hectares para 924 hectares.
Esse aumento é um dos argumentos utilizados pelo grupo para contestar a transferência das terras.
O processo está suspenso por tempo indeterminado na Procuradoria-Geral do Ceará. O órgão vai ouvir outros órgãos, como a comunidade da Vila de Jericoacoara, Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), a Superintendência do Patrimônio da União no Ceará, o ICMBio e os ministérios públicos federal e do Ceará.
Não há prazo para as manifestações, segundo a PGE-CE. A expectativa é que o processo continue ao longo de 2025.
Em nota, a defesa de Iracema diz que não está preocupada com a suspensão. “Acreditamos que essa nova análise dará ainda mais segurança jurídica para o acordo celebrado.” A defesa da empresária afirma ainda que irá à Justiça caso o acordo não seja implementado pelo governo do Ceará.
O primeiro secretário do Conselho Empresarial de Jericoacoara, Marcelo Laurino, diz estar confiante na revogação do acordo. “A abertura de consulta para outras instâncias foi decisiva. Isso abriu caminho para que a obrigatória revogação do acordo venha, como desejamos.”
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VÍDEO: Veja o que disse Ministra em julgamento do ex-governador Gladson Cameli
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16 de abril de 2026No julgamento desta quarta-feira, dia 15/04/2026, a Corte Especial do STJ, por unanimidade, determinou o imediato desentranhamento dos Relatórios de Inteligência Financeira de n°s 50157.2.8600.10853, 50285.2.8600.10853 e 50613.2.8600.10853, a fim de que fosse viabilizada a continuidade do julgamento de mérito da ação penal. A própria Ministra Relatora Nancy Andrighi foi quem suscitou referida questão de ordem, visando regularizar e atualizar o processo.
O jornalista Luis Carlos Moreira Jorge descreveu o contexto com as seguintes palavras:
SITUAÇÃO REAL
Para situar o que está havendo no STJ: o STF não determinou nulidade, suspensão de julgamento e retirada de pauta do processo do governador Gladson. O STF apenas pediu para desentranhar provas que foram consideradas ilegais pela segunda turma da Corte maior. E que não foram usadas nem na denúncia da PGR. O Gladson não foi julgado ontem em razão da extensão da pauta do STJ. O julgamento acontecerá no dia 6 de maio na Corte Especial do STJ, onde pode ser absolvido ou condenado. Este é o quadro real.
A posição descrita acima reflete corretamente o quadro jurídico do momento.
Veja o vídeo:
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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre
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7 de abril de 2026A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.
Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.
O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.
O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.”
Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)
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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre
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7 de abril de 2026Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.
Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.
“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.
Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”
Mostra em 4 atos
A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).
O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.
No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.
No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.
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