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Diversidade como estratégia: empresas precisam cumprir seu papel social – 12/11/2024 – Políticas e Justiça

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No mercado contemporâneo, diversidade, equidade e inclusão (DEI) já não é uma pauta transversal, mas necessária à sobrevivência de organizações que querem impactar stakeholders cada vez mais exigentes e conscientes sobre essa agenda.

É uma tendência, inclusive, companhias estabelecerem ações de DEI como critério para contratação de parceiros e fornecedores, demonstrando que políticas e diretrizes sociais são imprescindíveis à sustentabilidade e ao crescimento empresarial.

Além disso, essas práticas evitam ou mitigam passivos trabalhistas e condutas e violações que prejudicam a imagem e a reputação organizacional, como racismo, violência de gênero, homofobia, etarismo e capacitismo.

Contudo, se, por um lado, empresas que investem em DEI tendem a ter ambientes de trabalho mais positivos, produtivos e lucrativos, como aponta pesquisa da McKinsey, do outro, ainda enfrentam muitos obstáculos.

Falta de informação, baixa aceitação e respeito de lideranças e equipes, despreparo da área de recursos humanos e discriminação, de acordo com estudo conduzido pela Talento Incluir, em parceria com o Vagas.com, seguem como desafios à construção de espaços diversos e inclusivos.

A resistência, como não poderia deixar de ser, é um retrato de um caldo cultural pouco adepto à diversidade, em que ideias preconceituosas e pautadas pela meritocracia se transportam e contaminam as organizações.

Para superar questões estruturais e garantir maior representatividade, a iniciativa privada precisa assumir genuinamente seu papel social.

Aqui, é importante pensar DEI como um processo sistêmico, em que mais do que abrir as portas para as minorias por meio de recrutamentos inclusivos, as empresas sejam capazes de acolher a diversidade em equipes sensibilizadas e letradas. Para isso, ações de conscientização, capacitações e treinamentos são fundamentais.

Também é essencial garantir que esses grupos tenham voz dentro da organização, podendo imprimir suas vivências e contribuir para a criatividade e a inovação no ambiente de trabalho.

Muitas empresas têm tido experiências exitosas com a criação de Comitês de Diversidade e Grupos de Afinidade, que tem por escopo reunir colaboradores e, a partir de encontros e debates sobre o tema, propor a criação de novas ações internas e auxiliar o departamento de RH a identificar cenários e a desenvolver estratégias de implementação da diversidade.

Outro ponto necessário à construção de uma cultura plural é a criação de canais de denúncias operantes e amplamente divulgados, capazes de investigar condutas, aplicar sanções e, para que não se tornem um meio essencialmente punitivista e superficial, medidas restaurativas, transformando, nos casos cabíveis, mentalidades e comportamentos por meio da educação.

Ações educativas devem ser o fio condutor da promoção de políticas de DEI, começando por processos seletivos imparciais e afirmativos, desviando de critérios enviesados e meritocráticos, e alcançando toda a base empresarial com disseminação de conhecimento e sensibilização.

A iniciativa privada precisa abraçar efetivamente a diversidade, entendendo que o ponto de partida é social, mas o impacto é estratégico para os negócios.

O editor, Michael França, pede para que cada participante do espaço “Políticas e Justiça” da Folha sugira uma música aos leitores. Nesse texto, a escolhida por Ana Gabriela Primon foi “Reconvexo”, de Maria Bethânia.


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Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre

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Curso de Farmácia-entrega de Menção Honrosa (2).jpg

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.

A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.

“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.

A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”

Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Seminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre

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Seminário enfermagem obstétrica (2).jpg

A Ufac sediou o seminário Desafios Atuais na Formação para a Prática da Enfermagem Obstétrica, que ocorreu nesta sexta-feira, 28, na sala dos Colegiados, campus-sede. O encontro reuniu professores, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde para debater a reestruturação do modelo de assistência ao parto e ao nascimento, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a interiorização da qualificação profissional no Estado.

O evento integra um projeto nacional, composto por uma rede de 40 instituições de ensino superior articuladas para formar mais de 700 enfermeiras obstétricas pelo país, com foco prioritário nas regiões do interior. No Acre, o programa abrange turmas de especialização e residência voltadas para profissionais atuantes nas regionais do Alto Acre, Alto Purus, Baixo Acre, Tarauacá-Envira e Juruá.

“A Ufac cumpre o seu papel social ao ampliar a formação e capacitar profissionais que atuam em um momento tão ímpar quanto o nascimento de uma criança”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Contamos com alunos de todas as regionais. Isso gera um efeito multiplicador: o profissional capacitado coordena equipes locais e eleva diretamente a qualidade do atendimento prestado à população pelo SUS.”

A coordenadora das formações no Estado e professora da Ufac, Sheley Borges, destacou a necessidade de repensar a prática profissional para garantir um cuidado humanizado e seguro. “A intencionalidade da nossa formação é reduzir a mortalidade materna e neonatal e alcançar as mulheres em uma dimensão em que sejam respeitadas. Queremos garantir que as escolhas não ocorram por medo, como optar por uma cesariana sem compreender que é uma cirurgia de grande porte.”

A coordenadora nacional do curso de especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais, Kleyde Ventura, ressaltou a relevância estratégica da parceria com a Ufac. “No Acre, vivemos uma condição muito especial, pois, com exceção de uma aluna, todas as especializadas são do interior. Estamos interiorizando e descentralizando os modos de formar, abordando o trabalho multiprofissional e a articulação de redes para garantir assistência de qualidade e direitos assegurados.”

Também participaram do seminário o promotor de Justiça do MP-AC, Gláucio Oshiro; o coordenador do curso de Enfermagem da Ufac, João Francalino; e o epidemiologista Serafim Salgado, coordenador das metodologias aplicadas no programa de formação.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Ufac entrega computadores para coordenações de PPGs — Universidade Federal do Acre

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Entrega de notebooks e PCs (2).jpg

A Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação (Proppi), da Ufac, entregou notebooks e computadores para as coordenações e as secretarias dos programas de pós-graduação (PPGs) da instituição. A solenidade ocorreu nesta sexta-feira, 28, no auditório da Pró-Reitoria de Graducação, campus-sede. Na ocasião, foram abordadas pautas como a liberação de mais de R$ 400 mil em recursos do Programa de Apoio à Pós-Graduação, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior.

“A pesquisa e a pós-graduação foram a base que me consolidaram na gestão universitária. Queremos dialogar com os coordenadores para atender às demandas de pessoal, de espaço e de ajuste de fluxo”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Trataremos com a mesma atenção os mestrados acadêmicos, os mestrados profissionais e os programas em rede. Isso é uma condição mínima de trabalho para cada programa no seu dia a dia.”

Para o pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Dionatas Meneguetti, a medida visa fortalecer a infraestrutura de apoio à produção científica e tecnológica regional. “São equipamentos novos, com boa configuração, que vão dar suporte aos coordenadores comandarem esses programas tão necessários para o desenvolvimento da pesquisa, da inovação e da pós-graduação em nossa região”, comentou.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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