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Dólar nas alturas, fake news e embate nas redes sociais – 23/12/2024 – Encaminhado com Frequência

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A alta do dólar se tornou um dos principais assuntos das redes sociais no último mês. Até o momento, a batalha no campo da comunicação foi amplamente vencida pelos opositores ao governo, com destaque aos ataques sofridos por apoiadores que discordam das decisões tomadas no campo econômico.

Nos grupos públicos de WhatsApp e Telegram analisados pela Palver, houve um intenso fluxo de mensagens que extrapolou os grupos de discussão política. O pico de menções ocorreu no dia 29 de novembro, um dia após o dólar ter ultrapassado os R$ 6.

No final de novembro, o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que iria taxar em 100% os países membros do Brics caso o bloco criasse uma moeda que substituísse o dólar. A possibilidade de criação da moeda dos Brics despertou o debate nas redes sociais, principalmente nos grupos públicos de mensageria.

Essa discussão foi resgatada nas redes ao longo da última semana. Usuários do WhatsApp acusaram o governo de propositalmente desvalorizar o real frente ao dólar com o objetivo de inviabilizar a moeda americana, abrindo, dessa forma, espaço para que a nova moeda dos Brics ganhe força.

Na última semana, houve uma tentativa de apoiadores do governo de emplacar o argumento de que a disparada do dólar se deu por conta de uma mensagem enganosa envolvendo o próximo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. O post teria sido realizado no X (ex-Twitter) e atribuiu a Galípolo uma citação de que a alta do dólar seria artificial, levando a AGU (Advocacia-Geral da União) pedir para que Polícia Federal e CVM (Comissão de Valores Mobiliários) investigassem a possível manipulação do mercado.

Na amostra da Palver não foi identificado nenhum movimento automatizado com disparos tentando emplacar a falsa citação de Galípolo. Além disso, os prints e conteúdos sobre isso já traziam a marca de que o conteúdo teria sido checado e identificado como falso. As primeiras menções ao tema ocorreram justamente por conta da notícia de que uma fake news teria alterado as expectativas do mercado.

Nos grupos de esquerda, a existência do post falso foi utilizada pelos usuários para dar explicações sobre a alta da moeda americana. Os usuários argumentam que a prova de que o mercado teria sido manipulado é que o dólar passou a cair logo após as notícias indicando que a AGU teria pedido para que a PF investigasse o caso.

Nos grupos de direita houve um grande número de menções relacionadas ao pedido da AGU, mas sempre com ironia e sarcasmo. Uma das mensagens acusava o presidente Lula de tentar jogar a responsabilidade pela alta do dólar em um meme. Além disso, os usuários criticaram jornalistas e veículos de mídia que reproduziram essa narrativa.

Gabriel Galípolo teve um papel central nessa discussão nas redes sociais. Primeiro, por conta da existência do post falso atribuindo a ele uma falsa citação. Depois, quando afirmou que o dólar não subiu por conta de um ataque especulativo do mercado, foi amplamente repercutido nos grupos públicos de direita no WhatsApp como estratégia para desmontar o argumento utilizado pela esquerda de que o mercado estaria propositalmente sabotando o governo.

As falas de Galípolo repercutiram também nos grupos de esquerda. Usuários criticaram fortemente o indicado do presidente Lula, apontando que ele sempre votou de acordo com o atual presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e que a única vez em que o voto foi desalinhado foi para defender juros maiores.

Ainda nos grupos de esquerda, Galípolo foi acusado de ter sido doutrinado pelo mercado e que a política econômica do governo não deve se alterar com sua chegada. As críticas da esquerda respingaram também no ministro da Fazenda, Fernando Haddad, pois suas medidas estariam, segundo os usuários, atendendo à Faria Lima e prejudicando o país.


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Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre

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Mirian Soares de Amorim.jpeg

A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.



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Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre

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Curso de Farmácia-entrega de Menção Honrosa (2).jpg

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.

A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.

“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.

A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”

Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Seminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre

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Seminário enfermagem obstétrica (2).jpg

A Ufac sediou o seminário Desafios Atuais na Formação para a Prática da Enfermagem Obstétrica, que ocorreu nesta sexta-feira, 28, na sala dos Colegiados, campus-sede. O encontro reuniu professores, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde para debater a reestruturação do modelo de assistência ao parto e ao nascimento, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a interiorização da qualificação profissional no Estado.

O evento integra um projeto nacional, composto por uma rede de 40 instituições de ensino superior articuladas para formar mais de 700 enfermeiras obstétricas pelo país, com foco prioritário nas regiões do interior. No Acre, o programa abrange turmas de especialização e residência voltadas para profissionais atuantes nas regionais do Alto Acre, Alto Purus, Baixo Acre, Tarauacá-Envira e Juruá.

“A Ufac cumpre o seu papel social ao ampliar a formação e capacitar profissionais que atuam em um momento tão ímpar quanto o nascimento de uma criança”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Contamos com alunos de todas as regionais. Isso gera um efeito multiplicador: o profissional capacitado coordena equipes locais e eleva diretamente a qualidade do atendimento prestado à população pelo SUS.”

A coordenadora das formações no Estado e professora da Ufac, Sheley Borges, destacou a necessidade de repensar a prática profissional para garantir um cuidado humanizado e seguro. “A intencionalidade da nossa formação é reduzir a mortalidade materna e neonatal e alcançar as mulheres em uma dimensão em que sejam respeitadas. Queremos garantir que as escolhas não ocorram por medo, como optar por uma cesariana sem compreender que é uma cirurgia de grande porte.”

A coordenadora nacional do curso de especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais, Kleyde Ventura, ressaltou a relevância estratégica da parceria com a Ufac. “No Acre, vivemos uma condição muito especial, pois, com exceção de uma aluna, todas as especializadas são do interior. Estamos interiorizando e descentralizando os modos de formar, abordando o trabalho multiprofissional e a articulação de redes para garantir assistência de qualidade e direitos assegurados.”

Também participaram do seminário o promotor de Justiça do MP-AC, Gláucio Oshiro; o coordenador do curso de Enfermagem da Ufac, João Francalino; e o epidemiologista Serafim Salgado, coordenador das metodologias aplicadas no programa de formação.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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