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Donald Trump anuncia o retorno de Tom Homan, “o Czar da Fronteira”, à imigração

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Prometeu lançar, no primeiro dia do seu mandato, a maior operação de deportação de imigrantes ilegais da história dos Estados Unidos. O presidente eleito norte-americano, Donald Trump, anunciou no domingo, 10 de novembro, o regresso de Thomas Homan, um linha-dura, para chefiar o Serviço de Imigração e Fiscalização Aduaneira (ou ICE, para Immigration and Customs Enforcement).

“Tenho o prazer de anunciar que o ex-diretor do ICE e fiel do controle de fronteiras, Tom Homan, ingressará na administração Trump, onde será responsável pelas fronteiras de nossa nação (“Czar da Fronteira”).escreveu o bilionário republicano em sua rede Truth Social. “Conheço o Tom há muito tempo e não há ninguém melhor do que ele para monitorar e controlar nossas fronteiras”continuou o Sr. Trump. Tom Homan será responsável por “todas as expulsões de estrangeiros ilegais para o seu país de origem”acrescentou.

Leia também o editorial do “Le Monde” | Imigração: a pior política de Donald Trump

Durante a sua campanha, Donald Trump atacou repetidamente os migrantes ilegais, que, segundo ele, “envenenar o sangue” do seu país e prometeu restabelecer uma política de separação familiar na fronteira. Homan compareceu à Convenção Nacional Republicana em julho, dizendo aos seus apoiadores: “Tenho uma mensagem para os milhões de imigrantes ilegais que Joe Biden permitiu a entrada no nosso país: é melhor começarem a fazer as malas agora. »

Thomas Homan já havia liderado o ICE durante o mandato anterior de Donald Trump (2017-2021). Sob esta primeira presidência de Trump, quase 4.000 crianças migrantes foram separadas dos seus pais e colocadas em detenção.

Outras duas nomeações

Donald Trump, que tomará posse em janeiro, fez outra nomeação para o seu futuro gabinete, nomeando a sua gestora de campanha, Susie Wiles – a quem chama “bebê gelado” por causa de seu temperamento supostamente imperturbável – como chefe de gabinete da Casa Branca.

Ele também anunciou que nomeou a deputada republicana Elise Stefanik como embaixadora dos Estados Unidos nas Nações Unidas, em declarações à mídia americana na noite de domingo.

“Tenho a honra de nomear a Presidente Elise Stefanik para servir na minha administração como Embaixadora dos Estados Unidos nas Nações Unidas. Elise é uma lutadora americana incrivelmente forte, tenaz e inteligente.”disse Trump em um comunicado ao Correio de Nova York.

“Invasão” de migrantes em curso, segundo Trump

Enquanto o governo dos EUA luta há anos para gerir a sua fronteira sul com o México, Trump exacerbou as preocupações ao afirmar que uma «invasão» de migrantes estava em andamento, que ele disse que estupraria e assassinaria americanos. Nos seus discursos eleitorais, ele exagerou enormemente as tensões locais e enganou o seu público sobre as estatísticas e políticas de imigração.

O número de crimes violentos, que aumentou durante o primeiro mandato de Trump, diminuiu a cada ano sob a administração do presidente Joe Biden. Os migrantes cometem proporcionalmente menos crimes do que a população local, embora tenham sido identificados suspeitos estrangeiros em alguns casos de ataques violentos contra mulheres e crianças, o que enfureceu os republicanos.

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O número de patrulhas fronteiriças dos EUA que encontram migrantes que chegam ilegalmente do México é agora quase o mesmo que em 2020, o último ano da presidência de Trump, depois de atingir um número recorde de 250.000 no mês de Dezembro de 2023.

Trump prometeu combater gangues de migrantes usando a Lei dos Inimigos Estrangeiros de 1798, que permite ao governo federal prender e deportar estrangeiros de países inimigos, como parte de uma campanha para a expulsão em massa que ele chamou de “Operação Aurora”.

Foi como parte desta operação que um vídeo se tornou viral, supostamente mostrando latinos armados invadindo um prédio com narrativas falsas sobre uma cidade sendo aterrorizada por migrantes latinos. Donald Trump também promoveu a história fictícia de que migrantes haitianos em Springfield, Ohio, estão comendo os animais de estimação dos residentes.

O mundo com AFP

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Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre

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Mirian Soares de Amorim.jpeg

A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.



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Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre

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Curso de Farmácia-entrega de Menção Honrosa (2).jpg

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.

A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.

“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.

A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”

Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Seminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre

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Seminário enfermagem obstétrica (2).jpg

A Ufac sediou o seminário Desafios Atuais na Formação para a Prática da Enfermagem Obstétrica, que ocorreu nesta sexta-feira, 28, na sala dos Colegiados, campus-sede. O encontro reuniu professores, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde para debater a reestruturação do modelo de assistência ao parto e ao nascimento, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a interiorização da qualificação profissional no Estado.

O evento integra um projeto nacional, composto por uma rede de 40 instituições de ensino superior articuladas para formar mais de 700 enfermeiras obstétricas pelo país, com foco prioritário nas regiões do interior. No Acre, o programa abrange turmas de especialização e residência voltadas para profissionais atuantes nas regionais do Alto Acre, Alto Purus, Baixo Acre, Tarauacá-Envira e Juruá.

“A Ufac cumpre o seu papel social ao ampliar a formação e capacitar profissionais que atuam em um momento tão ímpar quanto o nascimento de uma criança”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Contamos com alunos de todas as regionais. Isso gera um efeito multiplicador: o profissional capacitado coordena equipes locais e eleva diretamente a qualidade do atendimento prestado à população pelo SUS.”

A coordenadora das formações no Estado e professora da Ufac, Sheley Borges, destacou a necessidade de repensar a prática profissional para garantir um cuidado humanizado e seguro. “A intencionalidade da nossa formação é reduzir a mortalidade materna e neonatal e alcançar as mulheres em uma dimensão em que sejam respeitadas. Queremos garantir que as escolhas não ocorram por medo, como optar por uma cesariana sem compreender que é uma cirurgia de grande porte.”

A coordenadora nacional do curso de especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais, Kleyde Ventura, ressaltou a relevância estratégica da parceria com a Ufac. “No Acre, vivemos uma condição muito especial, pois, com exceção de uma aluna, todas as especializadas são do interior. Estamos interiorizando e descentralizando os modos de formar, abordando o trabalho multiprofissional e a articulação de redes para garantir assistência de qualidade e direitos assegurados.”

Também participaram do seminário o promotor de Justiça do MP-AC, Gláucio Oshiro; o coordenador do curso de Enfermagem da Ufac, João Francalino; e o epidemiologista Serafim Salgado, coordenador das metodologias aplicadas no programa de formação.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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