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Donald Trump aumenta o risco de uma paralisação ao expressar a sua oposição a um acordo orçamental

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Donald Trump, 16 de dezembro de 2024, em Palm Beach (Flórida).

Donald Trump ainda não regressou oficialmente à Casa Branca, mas as palavras do presidente eleito americano já estão a ser ouvidas. O republicano, que regressará ao poder em 20 de janeiro de 2025, manifestou, quarta-feira, 18 de dezembro, a sua oposição a um acordo orçamental negociado no Congresso americano entre eleitos republicanos e democratas, levantando assim o espectro de uma paralisia do Estado Federal.

Trump e o seu futuro vice-presidente JD Vance manifestaram-se, numa declaração conjunta, contra o texto, afirmando que qualquer concessão aos Democratas representava “uma traição ao nosso país” e que os republicanos não deveriam se deixar intimidar pela ameaça do famoso fechamento.

O presidente republicano da Câmara dos Representantes, Mike Johnson, apresentou na terça-feira este acordo orçamental de mais de 1.500 páginas, negociado com os democratas, que incluía nomeadamente mais de 100 mil milhões de dólares (quase 96,5 mil milhões de euros) de ajuda contra catástrofes naturais solicitada por Joe Biden, bem como 10 mil milhões de dólares em ajuda aos agricultores americanos, mas também um aumento nos salários dos representantes eleitos do Congresso.

O texto permitiu financiar o Estado federal até meados de março e, assim, evitar o bloqueio federal antes da fatídica hora da noite de sexta-feira, meia-noite. Sem isso, os Estados Unidos experimentariam uma paralisia dos serviços públicos federais, resultando no desemprego técnico de centenas de milhares de funcionários públicos, no congelamento de vários benefícios sociais ou mesmo no encerramento de certas creches. Uma situação que é, portanto, extremamente impopular, especialmente com a aproximação do Natal.

“Mate o texto!” », diz Elon Musk

Assim que o acordo negociado no Congresso foi publicado, os responsáveis ​​eleitos Trumpistas – apoiantes de um emagrecimento do Estado federal – protestaram contra o que consideraram gastos irracionais. Este projeto de lei representa “um presente de Natal para a esquerda”lançou Russell Fry, representante da Carolina do Sul.

Elon Musk, aliado de Donald Trump e nomeado por este para chefiar uma comissão para cortar despesas públicas, também não hesitou em atacar o acordo numa longa série de publicações na quarta-feira na sua rede social. “Mate o texto!” »escreveu o homem mais rico do mundo em diversas ocasiões. “Qualquer autoridade eleita na Câmara ou no Senado que vote a favor deste plano de gastos ultrajante merece perder a eleição em dois anos”também lançou o chefe da Tesla e da SpaceX.

Donald Trump regozijou-se com uma publicação em sua plataforma Truth Social de que este projeto de lei “ridículo e extraordinariamente caro” quer no processo de “morrer rapidamente”.

Para a administração Biden, há riscos de falta de acordo orçamentário “prejudicando os trabalhadores americanos” e de “criar instabilidade” no país. Donald Trump “ordenou aos republicanos que paralisassem o estado”acusa, num comunicado de imprensa, a porta-voz da Casa Branca, Karine Jean-Pierre, instando-os também “parar de jogar jogos políticos” e para “mantenha sua palavra” antes do prazo final da noite de sexta-feira.

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“Você quebra o acordo entre as duas partes, você assume as consequências que se seguem”lançou também, como alerta, o líder dos democratas na câmara baixa, Hakeem Jeffries.

Próximos passos incertos

Antes do comunicado de imprensa de Donald Trump e JD Vance, Mike Johnson tinha, no entanto, defendido o acordo. Passando este texto, “Estamos fazendo uma lousa em branco e criando as condições para que Trump volte com força total com sua agenda ‘América Primeiro’.”declarou o republicano eleito à Fox News.

Os democratas denunciaram a influência de Elon Musk no anúncio do futuro presidente. “Esta noite, Donald Trump e autoridades eleitas republicanas se curvaram diante do verdadeiro presidente eleito, Elon Musk”castigou a autoridade eleita de Nova York, Nydia Velazquez. “Agora é ele quem dá as ordens”, O deputado Brendan Boyle, um democrata da Pensilvânia, disse no X.

Os próximos passos para evitar uma paralisação são agora incertos. Para alguns responsáveis ​​eleitos trumpistas, um novo projecto de lei que preveja muito menos despesas deveria ser rapidamente apresentado ao Congresso, uma solução à qual o presidente eleito adere, mas não incondicionalmente. No Truth Social, Donald Trump garantiu que tal texto não serviria de nada se não fosse acompanhado de um aumento do teto da dívida.

Porque os Estados Unidos têm a particularidade de se depararem regularmente com uma restrição legal relativa à sua capacidade de crédito: este limite máximo da dívida – ou o montante máximo da dívida – que deve ser formalmente aumentado ou suspenso pelo Congresso. Uma suspensão decidida em 2023 expira no início de janeiro de 2025 e os Estados Unidos deverão atingir o teto em junho. Donald Trump declarou, portanto, na quarta-feira que queria evitar esta situação. « guilhotina », “uma armadilha cruel” posto em prática, segundo ele, no ano passado pelos democratas. Sem levantar ou ressuspender o teto, “Vou lutar até o fim”escreveu Donald Trump, dizendo que queria que tudo estivesse resolvido antes de 20 de janeiro.

Leia a coluna | Artigo reservado para nossos assinantes “Trump é bom, se não para a economia, pelo menos para o mercado de ações”

O mundo com AFP

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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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