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Donald Trump e as suas ambições expansionistas despertam “incompreensão” entre os europeus, diz Olaf Scholz
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Reagindo aos comentários de Donald Trump sobre a Gronelândia, o Canal do Panamá e o Canadá, o chanceler alemão Olaf Scholz declarou na quarta-feira, 8 de janeiro, que os objetivos expansionistas do presidente eleito estão a despertar “uma certa incompreensão” entre os líderes europeus, depois de ter conversado com vários deles. A anexação americana da Groenlândia mencionada pelo Sr. Trump não “não vai acontecer”assegurou por sua vez o secretário de Estado americano, Antony Blinken.
“O princípio da inviolabilidade das fronteiras aplica-se a qualquer país, seja ele pequeno ou muito poderoso, é um princípio fundamental do direito internacional”disse o chanceler social-democrata em declarações à imprensa, antes de acrescentar: “Esta é a razão pela qual uma certa incompreensão se manifestou claramente” durante discussões com outras autoridades europeias “em relação às últimas declarações dos Estados Unidos”.
O presidente eleito norte-americano reiterou terça-feira as suas ambições de anexar o Canal do Panamá e a Gronelândia, pela força se necessário, durante uma conferência de imprensa. Questionado se poderia garantir que não usaria forças armadas para anexar o Canal do Panamá, uma artéria vital para o transporte marítimo global, e a Gronelândia, um território autónomo da Dinamarca, Donald Trump respondeu: “Não posso garantir nenhum deles. »
“Cada estado deve cumpri-lo” ao princípio da inviolabilidade das fronteiras, quer “localizado a leste ou oeste de nós”retrucou Olaf Scholz, numa alusão à Rússia e aos Estados Unidos. Para o Chanceler alemão, o Presidente russo, Vladimir Putin, “violou este princípio” ao invadir a Ucrânia, o que trouxe “a guerra no coração da Europa”.
Dinamarca “aberta ao diálogo” sobre o Ártico
Olaf Scholz também se distanciou A exigência de Donald Trump de que os estados membros da OTAN aumentem o seu orçamento de defesa para 5% do seu PIBem comparação com os 2% atualmente exigidos.
“As capacidades militares necessárias são determinadas com muita precisão e discutidas com todos os parceiros da aliança”sublinhou o chefe do governo alemão, antes de acrescentar: “É importante que abordemos estas questões em conjunto e atuemos com uma só voz”.
A Dinamarca, por seu lado, disse que estava pronta para “cooperar” com os Estados Unidos relativamente ao Árctico. O Reino da Dinamarca, que reúne a Dinamarca continental, a Gronelândia e as Ilhas Faroé, é “aberto a um diálogo com os americanos sobre como podemos cooperar, talvez ainda mais estreitamente do que já fazemos”disse o ministro dos Negócios Estrangeiros dinamarquês, Lars Lokke Rasmussen, à imprensa na quarta-feira, sem dar mais detalhes.
O chefe da diplomacia dinamarquesa observou que o derretimento do gelo e a abertura de novas rotas marítimas no Ártico estavam a levar a um “ rivalidade crescente entre as grandes potências » na região, com a presença da China e da Rússia.
“É inteiramente legítimo que os Estados Unidos e a NATO – e, portanto, também o Reino da Dinamarca – estejam cientes disso”, ele acrescentou.
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Donald Trump decidiu antes do Natal que o controle da Groenlândia era “ uma necessidade absoluta » parar “segurança nacional e liberdade em todo o mundo”. Na terça-feira, recusou-se a descartar o uso da força para anexá-lo, causando espanto neste vasto território e em Copenhaga, como noutras capitais europeias, com Paris a denunciar “uma forma de imperialismo”. Lokke Rasmussen, por sua vez, pediu calma. “ Você não precisa necessariamente dizer em voz alta tudo o que pensa.”disse ele, acrescentando: “ Tento trabalhar a partir de uma perspectiva da realidade e acho que todos deveríamos fazer um favor a nós mesmos diminuindo um pouco os batimentos cardíacos. »
O mundo com AFP
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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre
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26 de junho de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.
Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.
Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.
O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.
Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.
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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre
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23 de junho de 2026O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.
O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.
A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.
O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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