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Donald Trump e suas contradições

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rprangel2004@gmail.com (Ricardo Rangel)

Donald Trump disse que vai exigir a redução de juros nos EUA.

É parte de sua promessa de “tornar a América grande de novo” (MAGA).

Trump já disse e repetiu que vai cortar impostos. Impor altas tarifas alfandegárias. Desregulamentar a economia. Aumentar o crescimento. Reduzir a inflação.

Prometeu impor limites para a imigração e deportar 12 milhões de imigrantes ilegais. Expandir o setor secundário (em particular a produção de petróleo), criar postos de trabalho na indústria, reduzir o desemprego, aumentar o crescimento.

Trump tem o apoio entusiasmado de chefões da tecnologia como Elon Musk (agora secretário de governo), Mark Zuckerberg, Jeff Bezos, Sam Altman. Esses e outros (incluindo os que não estão tão entusiasmados) fizeram grandes doações para a campanha e compareceram à posse.

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O que há de errado nesse quadro?

Reduzir juros, ameaçar a independência do Banco Central, cortar impostos, impor tarifas mais altas, desregulamentar a economia, tudo isso alimenta a inflação.

O desemprego nos EUA está no patamar mais baixo dos últimos 50 anos: reduzir o desemprego não é a questão. A questão é o problema social causado pela exportação de empregos de operários. Mas os capitães da indústria, os CEOs de empresas como GM, Ford, GE ou Caterpillar não estavam presentes na posse.

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Imigrantes desempenham um papel imprescindível em vários setores, especialmente na agricultura, saúde e tecnologia. Trump quer aumentar o crescimento deportando 3,5% da mão-de-obra.

Segundo o U.S. Bureau of Labor Statistics, em 2023, 28% da mão-de-obra para extração de óleo e gás era de origem hispânica, boa parte imigrantes ilegais. Trump quer aumentar a produção de petróleo reduzindo a quantidade de trabalhadores.

O Vale do Silício — cujos chefões estavam na posse — não vive sem imigrantes altamente qualificados. (Elon Musk ameaçou “ir à guerra” por causa dos vistos para imigrantes qualificados e Trump recuou, mas Steve Bannon segue em frente, denunciando os “oligarcas” do Vale do Silício, que seriam a favor do “globalismo” e da imigração “em massa”).

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E essas são apenas algumas das contradições.

Trump é um populista: ele afirma o que acha que seu eleitorado quer ouvir — mesmo que o que ele diga agora contradiga o que ele disse há cinco minutos.

Mais cedo ou mais tarde, claro, o eleitor vai perceber que foi enganado.

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Mas, desde que seja mais tarde, tudo bem.

(Por Ricardo Rangel em 24/01/2025)



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Matheus Leitão

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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Felipe Barbosa

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A articulação para mudar quem define o teto de jur…

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A articulação para mudar quem define o teto de jur...

Nicholas Shores

O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN). 

A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica. 

Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.

A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira. 

Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.

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Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios. 

Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.

A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.

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Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.

Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.

Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.

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Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.

Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.



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