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Donald Trump fará juramento enquanto os EUA se preparam para um segundo mandato vingativo | Inauguração de Donald Trump

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Joan E Greve and David Smith in Washington

Os Estados Unidos estavam se preparando para uma nova era de ruptura e divisão na segunda-feira com Donald Trump programado para ser empossado como seu 47º presidente, prometendo uma série de ordens executivas e uma mudança radical na ordem global.

A cerimônia de posse de Trump foi mudou-se para dentro à rotunda do edifício do Capitólio dos EUA por causa do frio intenso. O alto salão de arenito no centro do Capitólio é o mesmo local onde alguns de seus apoiadores revoltaram-se em 6 de janeiro 2021 na tentativa de reverter sua derrota eleitoral.

Poucos imaginavam então que Trump, duas vezes acusado de impeachment e agora um criminoso condenado, voltaria a pisar na Casa Branca. Mas, no fim de semana, o homem de 78 anos revelou o seu improvável regresso político com os apoiantes do seu movimento Maga (Tornar a América grande novamente).

No sábado, Trump deu uma festa em seu clube de golfe em Sterling, Virgínia, que contou com um imitador de Elvis Presley e uma queima de fogos de artifício que iluminou o céu noturno. Mantendo a tradição, ele passou a noite de sábado na Blair House, a residência oficial do presidente na Avenida Pensilvânia, em frente à Casa Branca.

Ele realizou um café da manhã privado com senadores republicanos no domingo. Sua programação do dia incluía uma coroa de flores depositada no Túmulo do Soldado Desconhecido no Cemitério Nacional de Arlington e um discurso em estilo de campanha “Vitória Maga” em uma arena esportiva no centro da cidade.

“Vencemos”, declarou Trump exultante depois de subir ao palco da Capital One Arena de Washington, acompanhado pelo seu hino de campanha, God Bless the USA.

Prometendo “recuperar o nosso país”, o futuro 47º presidente disse: “Amanhã ao meio-dia fecha-se a cortina de quatro longos anos de declínio americano e começamos um novo dia de força e prosperidade americana, dignidade e orgulho. ”

“Vamos impedir a invasão das nossas fronteiras”, prometeu Trump. “Vamos desbloquear o ouro líquido que está bem debaixo dos nossos pés… Vamos trazer de volta a lei e a ordem às nossas cidades… Vamos eliminar a ideologia radical das nossas forças armadas. ”

Trump prometeu que na segunda-feira “agiria com velocidade e força históricas em todas as crises que nosso país enfrenta”. Ele também procurou reivindicar crédito por restaurando o TikTok para usuários americanos e pela libertação, no domingo, de reféns de Gaza.

Mais cedo no comício, que aconteceu em uma área esportiva com flâmulas de campeonatos de basquete e hóquei no gelo penduradas no telhado, o conselheiro sênior de Trump, Stephen Miller, prometeu que Trump emitiria na segunda-feira “uma ordem executiva encerrando a invasão da fronteira, enviando ilegais para casa e reconquistar a América”.

Trump acrescentou: “As medidas de segurança fronteiriça que delinearei no meu discurso inaugural amanhã serão o esforço mais agressivo e abrangente para restaurar as nossas fronteiras que o mundo alguma vez viu”.

Trump também sinalizou que planeia desfazer imediatamente os processos contra os seus apoiantes que invadiram o Capitólio em 6 de janeiro de 2021, num esforço para mantê-lo no cargo. “Amanhã todos nesta grande arena ficarão muito felizes com minha decisão sobre os reféns J6”, disse ele.

Sua posse, ao meio-dia de segunda-feira, será a primeira com a presença de líderes estrangeiros, o vice-presidente chinês, Han Zheng, o presidente da Argentina, Javier Milei, e a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni. Trump fará então um discurso inaugural que, segundo ele, terá um tom unificador.

Uma faixa para saudar Trump na Igreja de St John, em Washington, em 17 de janeiro de 2025. Fotografia: ABACA/REX/Shutterstock

“20 de janeiro não pode chegar rápido o suficiente!”, ele postou em seu site de mídia social. “Todos, mesmo aqueles que inicialmente se opuseram à vitória do presidente Donald J. Trump e da administração Trump, apenas querem que isso aconteça.”

Kamala Harrisoponente de Trump na dura batalha do ano passado pela Casa Branca, também estará presente como JD Vance assume seu lugar como vice-presidente. Harris, que se tornou o candidato democrata à presidência depois que Biden foi forçado a retirar da corrida em Julho, enquadraram Trump como uma ameaça fundamental à democracia, que exploraria o seu poder recuperado para acertar contas políticas, ignorando, ao mesmo tempo, as necessidades dos americanos comuns.

Depois de um desfile fechado para 20 mil apoiadores, espera-se que Trump comece a trabalhar emitindo uma série de ordens executivas. Ele prometeu que no primeiro dia perdoaria os rebeldes do 6 de Janeiro, selaria a fronteira sul e lançaria o maior programa de deportação de pessoas sem documentos de sempre.

A equipe de Trump planeja iniciar um grande ataque em Chicago a partir de terça-feira, com até 200 oficiais da Imigração e Alfândega (Ice) invadindo a cidade, visando pessoas indocumentadas com antecedentes criminais tão pequenos quanto infrações de trânsito. o Wall Street Journal informou.

Uma ausência notável entre os muitos dignitários convidados será Michelle Obama, tal como a ex-primeira-dama disse que irá não comparecer o evento depois de faltar ao funeral do ex-presidente Jimmy Carter no início deste mês também. Mas outra ex-primeira-dama bem conhecida, Hillary Clintontestemunhará a segunda tomada de posse de Trump, oito anos depois de ela ter assistido à sua primeira tomada de posse, após a derrota para ele na disputa presidencial de 2016.

Nesse primeiro discurso inaugural, Trump adoptou um tom sinistro ao descrever um país à beira da calamidade, prometendo acabar com a “carnificina americana”. Os assessores de Trump têm indicado que o seu discurso será muito mais esperançoso desta vez, numa mudança surpreendente para um homem que ridicularizou os EUA como “uma nação em declínio” sob a liderança de Biden e Harris durante a campanha no ano passado.

Enquanto Trump assume as rédeas do poder, Biden deixará a Casa Branca pela última vez como presidente na manhã de segunda-feira. Ele deixa o cargo com um incomumente baixo índice de aprovação em meio aos ataques contínuos de colegas democratas, muitos dos quais atribuem a derrota de Harris à recusa de Biden em sair da corrida presidencial mais cedo.

No seu discurso de despedida na quarta-feira, Biden em grande parte evitado questões sobre o seu legado e, em vez disso, emitiu um aviso franco sobre a “concentração de poder e riqueza” da nação nas mãos de poucos privilegiados, enquanto a verdade e os factos se tornaram cada vez mais difíceis de aceder ao público.

“Hoje, está a tomar forma na América uma oligarquia de extrema riqueza, poder e influência que ameaça literalmente toda a nossa democracia, os nossos direitos e liberdades básicos e uma oportunidade justa para todos progredirem”, disse Biden.

Ao marcar o fim de uma carreira política que começou com a sua eleição para o Senado em 1972, Biden concluiu: “Após 50 anos de serviço público, dou-vos a minha palavra, ainda acredito na ideia que esta nação representa – uma nação onde a força das nossas instituições e o carácter do nosso povo são importantes e devem perdurar. Agora é sua vez de ficar de guarda.”

Essa responsabilidade começa na segunda-feira, quando os EUA embarcam em mais quatro anos de liderança de Trump, mais inseguros do que nunca sobre o que poderão trazer.



Leia Mais: The Guardian

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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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