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Donald Trump quer “limpar” o enclave e deslocar os palestinos, o Hamas diz que “o povo é capaz de reconstruir Gaza”

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De momento, não registámos quaisquer reacções das ONG ou das Nações Unidas relativamente à proposta de Donald Trump de “limpar” Faixa de Gaza e pedir ao Egipto e à Jordânia que ” pegar “ refugiados do enclave palestiniano. Caberá ao Tribunal Penal Internacional (TPI) abordar ou não esta questão. Já foi emitido um mandado de detenção contra o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e o seu antigo ministro da Defesa, por crimes contra a humanidade e crimes de guerra.

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Para responder à sua pergunta, legalmente, o “o termo correto no Direito Internacional Humanitário é “transferência forçada””, como explicado a Mundo em novembro Shai Parnesporta-voz da ONG israelense de direitos humanos B’Tselem, que também usa a expressão “limpeza étnica”, “mais familiar” para o público em geral. “A responsabilidade por estas atrocidades não cabe apenas a Israel, mas também à comunidade internacional que as tolera”o Sr. Parnes então especificou.

A deportação e a transferência forçada de população são crimes reconhecidos pelo TPI no Estatuto de Roma.

Nesta fase, nem Israel, a Jordânia nem o Egipto reagiram oficialmente aos comentários do presidente americano.

Espera-se que a ideia seja bem recebida por Israel, onde os parceiros de extrema direita do primeiro-ministro há muito que defendem o que descrevem como a migração de um grande número de palestinianos e o restabelecimento de colonatos judaicos em Gaza.

Grupos de direitos humanos já acusaram Israel de limpeza étnica, que os especialistas das Nações Unidas definiram como uma política concebida por um grupo étnico ou religioso e que visa expulsar a população civil de outro grupo étnico de determinadas áreas. “por meios violentos e inspiradores de terror”.

Antes e durante a Guerra Árabe-Israelense de 1948-1949, que começou na sequência da criação de Israel, cerca de 700.000 palestinos – mais de metade da população pré-guerra – fugiram ou foram expulsos das suas casas, um evento que comemoram sob o nome. Nakbaum termo árabe que significa “catástrofe”.

Durante a Guerra do Médio Oriente de 1967, quando Israel tomou a Cisjordânia e a Faixa de Gaza, mais 300 mil palestinianos fugiram, principalmente para a Jordânia.

A crise de refugiados que dura há décadas é um dos principais impulsionadores do conflito israelo-palestiniano e uma das questões mais espinhosas nas conversações de paz falhadas em 2009. Os palestinianos exigem um direito de regresso, enquanto Israel afirma que devem ser absorvidos pelos países árabes vizinhos.

Muitos palestinianos encaram a última guerra em Gaza, na qual bairros inteiros foram bombardeados e 90 por cento dos 2,3 milhões de residentes foram expulsos das suas casas, como uma nova Nakba. Temem que, se um grande número de palestinianos abandonar Gaza, eles também nunca poderão regressar.

A permanência resoluta na própria terra está no cerne da cultura palestina, e isso foi claramente demonstrado em Gaza no domingo, quando milhares de pessoas tentaram regressar à parte mais destruída do território.

O Egipto e a Jordânia rejeitaram veementemente a ideia de aceitar refugiados de Gaza no início da guerra, quando a ideia foi discutida por algumas autoridades israelitas.

Ambos os países fizeram a paz com Israel, mas apoiam a criação de um Estado palestiniano na Cisjordânia, Gaza e Jerusalém Oriental, territórios capturados por Israel na guerra de 1967 no Médio Oriente. Temem que o deslocamento permanente da população de Gaza torne esta criação impossível.

O presidente egípcio, Abdel Fattah Al-Sissi, também alertou sobre as implicações de segurança da transferência de um grande número de palestinos para a Península do Sinai, no Egito, que faz fronteira com Gaza.

Leia também | O mundo com AP



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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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