ACRE
Drones podem levar armas para prisões na Inglaterra e no País de Gales, teme vigilância | Prisões e liberdade condicional
PUBLICADO
2 anos atrásem
Rajeev Syal Home affairs editor
As armas poderiam ser entregues por drones em prisões já devastadas por guerras de gangues relacionadas com as drogas, em meio a uma resposta “inadequada” do serviço penitenciário, disse um importante órgão de vigilância ao Guardian.
Charlie Taylor, o inspetor-chefe das prisões de HM, disse que o aumento no uso de grandes veículos aéreos não tripulados era sua “preocupação número um” e aumentou a possibilidade de que armas de fogo fossem usadas para resolver guerras territoriais ou tentar escapar.
Os números oficiais mostraram que o número de incidentes com drones nas prisões da Inglaterra e do País de Gales aumentou dez vezes desde 2020, para 1.063 incursões no ano passado.
Em entrevista, Taylor disse que suas preocupações aumentaram depois que os inspetores encontraram drones em uso constante no HMP Manchester, que abriga prisioneiros considerados um risco para o público.
“O risco das drogas, além de outros tipos de contrabando, é enorme. Existe o efeito desestabilizador das drogas nas prisões, ou seja, os presos sob influência, mas também a dívida, que equivale à violência, e o domínio do crime organizado.
“Neste momento, são principalmente drogas e telemóveis. Mas existe o perigo de outro contrabando chegar às prisões. O HMP Manchester estava sendo totalmente atacado por drones e eles têm prisioneiros de categoria A lá, então há o perigo de algo mais”, disse ele.
Questionado se estava especificamente preocupado com armas, ele disse: “Sim, quase não vale a pena pensar nisso”.
Os drones mais sofisticados, que valem vários milhares de libras, têm cerca de um metro de largura, estão equipados com imagens térmicas e podem transportar até 7 kg de mercadorias ilícitas sob o manto da escuridão.
As leis introduzidas em janeiro tornaram crime pilotar drones a menos de 400 metros de qualquer prisão fechada ou instituição para jovens infratores em Inglaterra e País de Gales. Os operadores de drones que violarem as regras poderão ser multados em até £ 2.500, enquanto aqueles que forem encontrados contrabandeando itens ilícitos enfrentarão até 10 anos de prisão.
Algumas prisões introduziram tecnologia contra-drones para detectar quando veículos aéreos não tripulados (UAVs) estão próximos, mas acredita-se que poucos, se houver, bloqueiem ativamente a aproximação dos dispositivos.
Pilotos experientes estão sendo contratados por gangues organizadas de traficantes para transportar drogas para as prisões, geralmente à noite, disse Taylor.
“Infelizmente, a resposta atual do Serviço Prisional a esta ameaça é inadequada”, disse ele.
Taylor disse que a condição decrépita de muitas prisões estava sendo explorada por gangues e deveria ser melhorada. “As prisões precisam de melhor segurança física – redes robustas, janelas seguras, mais patrulhas perimetrais, tecnologia e CCTV adequados à sua finalidade.
“Mas, em última análise, trata-se de reduzir a procura de drogas e outros artigos ilícitos nas prisões – proporcionando atividades com propósito”, disse ele.
Um relatório recente dos inspetores da Taylor’s em HMP Garth, perto de Leyland, Lancashiredisse que tantos drones voavam para a prisão à noite para entregar contrabando nas janelas das celas que um preso comparou isso a “um aeroporto”.
após a promoção do boletim informativo
As gangues de traficantes operam com tanta impunidade no HMP Garth que os novos presos são forçados a vender drogas se quiserem móveis básicos, disse Taylor.
“Os prisioneiros estavam entrando em suas celas e elas estavam vazias. Outro prisioneiro aparecia e dizia: ‘Se você quiser alguns móveis aqui, terá que vender drogas para nós por um tempo, e então, depois de vendê-los, você poderá comprar uma cadeira. mim, ou você pode comprar uma chaleira’”, disse ele.
Taylor disse que armas perigosas podem já ter sido introduzidas em prisões, incluindo o HMP Manchester, anteriormente conhecido como Strangeways.
“A nossa recente inspecção a Manchester, onde emitimos uma notificação urgente, descobriu que o número de armas e outros artigos ilícitos que entravam estava entre os mais elevados de todas as prisões que detinham homens adultos. Dada a prevalência de avistamentos de drones, que sabemos que entregam artigos ilícitos, é muito provável que estejam a ser usados para entregar armas”, disse ele.
Steve Gillan, secretário-geral da Associação de Oficiais Prisionais (POA), disse que alertou as autoridades sobre um possível influxo de armamento através de drones.
“As gangues criminosas têm um comércio lucrativo nisso e eu já avisei anteriormente que pode ser apenas uma questão de tempo até que um drone jogue uma arma, um dispositivo incendiário ou outras armas em nossas prisões. Não sou eu que estou sendo alarmista. A realidade dos drones precisa ser tratada com seriedade pelo Ministério da Justiça e pelo governo”, afirmou.
O Ministério da Justiça foi questionado se o governo estava a desenvolver tecnologia para parar os drones e se havia planos para expandir a utilização de tecnologia anti-drones para os detectar.
Um porta-voz do governo disse: “Temos uma abordagem de tolerância zero em relação ao contrabando e estamos a trabalhar com a polícia para dissuadir, detectar e impedir o crescente uso ilegal de drones nas prisões.
“Existem zonas restritas para drones em torno de todas as prisões fechadas e qualquer pessoa considerada culpada de trazer contrabando para uma prisão será punida.”
Relacionado
VOCÊ PODE GOSTAR
ACRE
Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
17 horas atrásem
9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
Relacionado
ACRE
Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
2 dias atrásem
8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
Relacionado
ACRE
Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
PUBLICADO
1 semana atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48
You must be logged in to post a comment Login