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Duas escolhas de gabinete de Trump em risco por causa de alegações de má conduta sexual | Administração Trump

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Robert Tait in Washington

As perspectivas de confirmação de dois dos mais polêmicos de Donald Trump escolhas de gabinete estavam em perigo por causa de alegações de má conduta sexual na sexta-feira, em acontecimentos que refletem a própria história de comportamento abusivo do presidente eleito em relação às mulheres.

A incerteza rodeou a nomeação de Pete Hegseth, a escolha de Trump como secretário da Defesa – cujo caminho até à confirmação no Senado já era complicado devido às preocupações sobre a sua inexperiência e opiniões extremistas – após revelações de que a polícia da Califórnia investigou uma alegação de agressão sexual contra ele em 2017.

Nenhuma acusação foi feita. Mas as alegações eram suficientemente graves para que a recém-nomeada chefe de gabinete de Trump, Susie Wiles, falasse com Hegseth depois de ter tomado conhecimento delas na noite de quarta-feira, um dia após a sua nomeação.

De acordo com Feira da Vaidadeque inicialmente relatou a história, os próprios advogados do novo presidente também conversaram com Hegseth, uma apresentadora da Fox News de 44 anos e veterana do exército que criticou – entre outras coisas – as mulheres que servem em funções de combate militar.

A divulgação agravou a controvérsia sobre Matt Gaetz, o congressista de extrema direita da Flórida nomeado procurador-geral, apesar de ter enfrentado uma investigação de dois anos do Departamento de Justiça sobre alegações de tráfico sexual. Eles incluíam alegações de que ele fez sexo com uma menor de 17 anos.

Senadores republicanos e democratas pressionaram na sexta-feira para ver um relatório do comitê de ética da Câmara dos Representantes sobre a conduta de Gaetz, encomendado apesar da investigação criminal ter terminado sem acusações.

Gaetz antecipou a publicação agendada do relatório para sexta-feira – cujo conteúdo era amplamente esperado que o prejudicasse – ao renunciar à Câmara imediatamente após Trump anunciar a sua nomeação na quarta-feira. O presidente da Câmara, Mike Johnson, também disse ele “solicitaria veementemente” que o relatório não fosse publicado.

Mas a existência do relatório ainda pode torpedear a sua nomeação depois dos senadores seniores – incluindo o republicano John Cornyn do Texas, membro do comitê judiciário do Senado – exigiu que fosse preservado para uso nas audiências de confirmação do Senado.

O inquérito foi originalmente lançado em 2021 para investigar se o congressista “pode ter se envolvido em má conduta sexual e/ou uso de drogas ilícitas, compartilhado imagens ou vídeos inadequados no plenário da Câmara, feito uso indevido de registros de identificação estadual, convertido fundos de campanha para uso pessoal e/ ou aceitou suborno, gratificação imprópria ou presente inadmissível, em violação das regras, leis ou outros padrões de conduta da Casa”.

Acredita-se que Trump tenha escolhido Gaetz como o candidato ideal para conduzir uma purga generalizada do Departamento de Justiça, contra o qual guarda amargas queixas por ter pressionado investigações criminais sobre a sua conduta durante a sua primeira presidência.

Hegseth, da mesma forma, foi seleccionado com vista a expurgar as forças armadas, que acusou de serem dificultadas pela “liderança desperta”.

As suas perspectivas de o fazer pareciam ter sido obscurecidas pela divulgação da investigação de 2017, que resultou de um alegado incidente no hotel e spa Hyatt Regency em Monterey, Califórnia, que acolheu uma conferência de mulheres republicanas.

O gabinete da administração municipal de Monterey confirmou a investigação num breve comunicado, acrescentando que o alegado incidente ocorreu entre a meia-noite de 7 de outubro de 2017 e as 7h da manhã seguinte.

Hegseth teria dito a Wiles e à equipe jurídica de Trump que isso resultou de um encontro consensual e descreveu a alegação como “ele disse, ela disse”, relatou a Vanity Fair.

O site da revista também citou uma fonte dizendo que Hegseth não havia sido examinado. Isto foi contestado por uma fonte da equipa de transição de Trump, que disse: “Hegseth foi examinado, mas este alegado incidente não surgiu”.

A disputa sobre a verificação seguiu relatórios separados que as verificações padrão do FBI sobre os antecedentes de alguns dos nomeados mais controversos de Trump – destinadas a descobrir atividades criminosas passadas e outras responsabilidades potencialmente desqualificantes – foram postas de lado.

As questões sobre o comportamento sexual dos seus nomeados ecoam o passado do próprio Trump. O presidente eleito foi condenado a pagar uma indenização de US$ 83 milhões ao escritor E Jean Carroll no ano passado, depois que um júri de Nova York, em um julgamento civil, o considerou responsável por agressão sexual e difamação. Carroll alegou que Trump a estuprou em 1996, o que Trump negou.

A sua candidatura nas eleições presidenciais de 2016 quase descarrilou após o surgimento de uma fita do Access Hollywood de mais de uma década antes, na qual ele se vangloriava de usar o seu estatuto de celebridade para agarrar os órgãos genitais das mulheres.

As alegações de má conduta sexual também perseguiram Robert F. Kennedy Jr, escolhido por Trump como secretário do Departamento de Saúde e Serviços Humanos. Uma ex-babá de seus filhos alegado que Kennedy a apalpou em sua casa em 1998. Kennedy respondeu à acusação, novamente relatada na Vanity Fair, dizendo: “Não sou um garoto da igreja”.



Leia Mais: The Guardian

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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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