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Dutra: veja como ficará rodovia após obras – 15/10/2024 – Mercado

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Paulo Ricardo Martins

O tipo de apoio financeiro concedido pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) à CCR para obras nas rodovias Dutra e Rio-Santos, que conectam Rio de Janeiro e São Paulo, vai liberar capital da concessionária, o que facilitará a participação da empresa em novos leilões. É o que diz Luciana Costa, diretora de infraestrutura, transição energética e mudança climática do banco.

Chamado de project finance, a operação permite que as garantias dadas pela empresa ao financiador (neste caso o BNDES) sejam os ativos do próprio projeto e os fluxos de caixa esperados no futuro. Dessa forma, a concessionária consegue o financiamento sem constituir garantias próprias, ou seja, sem impactar o balanço da empresa.

Se houver problema, o projeto poderá ser reestruturado, ajustando, por exemplo, o valor das prestações ou alongando a dívida, explica Costa.

As principais garantias para o financiamento são as receitas do pedágio, incluindo proibição de distribuição de dividendos do projeto até 2031, segundo Costa. A concessionária também aportará R$ 3,7 bilhões como fiança bancária para riscos de atraso, sobrecustos, multas regulatórias e geração de caixa abaixo do esperado, por exemplo.

“A gente libera a exigência de garantias corporativas e desonera o balanço da CCR. O Brasil tem muita infraestrutura para construir e, por maior que nossas empresas sejam, se a gente conseguir alavancar os projetos, a gente aumenta, como um todo, a capacidade de investimento”, disse Costa à Folha.

Ela afirma que a CCR possui boa reputação entre agências de classificação de risco e uma relação já consolidada com o banco, o que facilita o apoio financeiro.

Em setembro deste ano, a Moody’s elevou a classificação das emissões de debêntures da CCR para AA+. A agência citou um histórico operacional sólido por parte da empresa e a capacidade de gerar fluxos de caixa estáveis e previsíveis.

Segundo Costa, o BNDES está estruturando mais de R$ 30 bilhões de financiamento de obras em rodovias para os próximos dois anos. “No caso da Dutra, é uma concessão que está com a CCR desde o começo, em 1996. E a gente conhece muito o fluxo da rodovia, então o banco se sentiu confortável em correr esse risco [com o project finance].”

A CCR demonstrou uma participação mais tímida em leilões de rodovias recentes. No último deles, que concedeu a chamada Rota dos Cristais (vai de Belo Horizonte a Cristalina, em Goiás) à iniciativa privada, a concessionária ofertou um desconto de 1,75% sobre a tarifa básica de pedágio, o menor valor entre as participantes. Na ocasião, saiu vencedor o grupo francês Vinci, que propôs um corte de 14,32%.

Em abril deste ano, na relicitação da BR-040, ofertou um corte de 1% na tarifa básica de pedágio e foi superada pela EPR (parceria entre Equipav e Perfin), cujo desconto oferecido foi de 11,21%.

À reportagem, o CEO da CCR Rodovias, Eduardo Camargo, disse que a empresa está de olho em novos projetos, mas, segundo ele, a companhia quer ser seletiva nas decisões.

“A gente quer participar daqueles [ativos] que façam sentido dentro da nossa estratégia. Temos sido bastante disciplinados dentro das propostas que temos colocado”, afirma.

A empresa é uma das companhias mais consolidadas do setor no país, com uma extensa carteira de ativos. No segmento de rodovias, são 11 concessionárias geridas pela CCR, que administra 3.615 km de estradas em cinco estados brasileiros (São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina).

O financiamento aprovado pelo BNDES para as obras na Dutra e na Rio-Santos totaliza R$ 10,75 bilhões. Do montante, R$ 1,34 bilhão corresponde a financiamento direto. O restante é debênture incentivada, ou seja, títulos de dívida voltados a projetos de infraestrutura. Segundo o banco, essa foi a maior emissão de debêntures incentivadas do país (R$ 9,41 bilhões).

Entre as principais obras previstas pela CCR para as duas rodovias, está o redesenho da Serra das Araras. Ali serão investidos R$ 1,5 bilhão para construção de duas rampas de escape, três passarelas e ampliação de faixas, entre outras melhorias. A velocidade de circulação subirá de 40km/h para 80km/h.

As obras da nova Serra das Araras compreendem um trecho de oito quilômetros por sentido, totalizando 16 quilômetros de extensão, entre o km 225 e o km 233. Os trabalhos tiveram início em abril deste ano e devem durar 52 meses.

A concessionária irá instalar lâmpadas de LED por toda a extensão da Dutra, além de implantar o pedágio por livre passagem, também conhecido como free flow. A cobrança será feita pelos pórticos, que substituem as praças de pedágio e são equipados com tecnologia para identificar os veículos. O pagamento será proporcional ao trecho percorrido. A entrega do sistema de iluminação inteligente acontece de forma faseada.

Na chegada a São Paulo, a Dutra passará a ter novo acesso à ponte do Tatuapé, além de novos viadutos. A previsão de entrega é para o primeiro trimestre de 2025.

Tanto a Dutra como a Rio-Santos terão conectividade 4G em toda sua extensão. As estradas também serão monitoradas por 1.804 câmeras distribuídas nos dois trajetos.



Leia Mais: Folha

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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre

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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre

A Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia (Proint) da Ufac e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Acre (Sebrae-AC) realizam o Startup Day-2026, em 21 de março, das 8h às 12h, no espaço Sebrae-Lab, Centro de Convivência do campus-sede. O evento é dedicado à inovação e ao empreendedorismo, oferecendo oportunidades para transformar projetos em negócios de impacto real. As inscrições são gratuitas e estão abertas por meio online.

O Startup Day-2026 visa fortalecer o ecossistema, promover a troca de experiências, produzir e compartilhar conhecimento, gerar inovação e fomentar novos negócios. A programação conta com show de acolhimento e encerramento, apresentações, painel e palestra, além de atividades paralelas: carreta game do Hospital de Amor de Rio Branco, participação de startups de game em tempo real, oficina para crianças, exposição de grafiteiros e de projetos de pesquisadores da Ufac.

 



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A lógica de valor da Thryqenon (TRYQN) é apoiar a evolução da economia verde por meio de sua infraestrutura digital de energia

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Com a aceleração da transição para uma economia de baixo carbono e a reestruturação do setor elétrico em diversos países, cresce a discussão sobre como a infraestrutura digital pode sustentar, no longo prazo, a evolução da economia verde. Nesse contexto, a plataforma de energia baseada em blockchain Thryqenon (TRYQN) vem ganhando atenção por propor uma estrutura integrada que combina negociação de energia, gestão de carbono e confiabilidade de dados.

A proposta da Thryqenon vai além da simples comercialização de energia renovável. Seu objetivo é construir uma base digital para geração distribuída, redução de emissões e uso colaborativo de energia. À medida que metas de neutralidade de carbono se tornam compromissos regulatórios, critérios como origem comprovada da energia, transparência nos registros e liquidação segura das transações deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos obrigatórios. A plataforma utiliza registro descentralizado em blockchain, correspondência horária de energia limpa e contratos inteligentes para viabilizar uma infraestrutura verificável e auditável.

A economia verde ainda enfrenta obstáculos importantes. Existe descompasso entre o local e o momento de geração da energia renovável e seu consumo final. A apuração de emissões costuma ocorrer de forma anual, dificultando monitoramento em tempo real. Além disso, a baixa rastreabilidade de dados limita a criação de incentivos eficientes no mercado. A Thryqenon busca enfrentar essas lacunas por meio de uma estrutura digital que integra coleta, validação e liquidação de informações energéticas.

Na arquitetura da plataforma, há conexão direta com medidores inteligentes, inversores solares e dispositivos de monitoramento, permitindo registro detalhado da geração e do consumo. Na camada de transações, o sistema possibilita verificação automatizada e liquidação hora a hora de energia e créditos de carbono, garantindo rastreabilidade. Já na integração do ecossistema, empresas, distribuidoras, comercializadoras e consumidores podem interagir por meio de interfaces abertas, promovendo coordenação entre diferentes agentes do setor elétrico.

O potencial de longo prazo da Thryqenon não está apenas no crescimento de usuários ou no volume de negociações, mas em sua capacidade de se posicionar como infraestrutura de suporte à governança energética e ao mercado de carbono. Com o avanço de normas baseadas em dados e reconhecimento internacional de créditos ambientais, plataformas transparentes e auditáveis tendem a ter papel relevante na transição energética e no financiamento sustentável.

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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre

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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre

A Ufac inaugurou a campanha internacional Banco Vermelho, símbolo de conscientização sobre o feminicídio. A ação integra iniciativas inspiradas na lei n.º 14.942/2024 e contempla a instalação, nos campi da instituição, de três bancos pintados de vermelho, que representa o sangue derramado pelas vítimas. A inauguração ocorreu nesta segunda-feira, 9, no hall da Reitoria.

São dois bancos no campus-sede (um no hall da Reitoria e outro no bloco Jorge Kalume), além de um no campus Floresta, em Cruzeiro do Sul. A reitora Guida Aquino destacou que a instalação dos bancos reforça o papel da universidade na promoção de campanhas e políticas de conscientização sobre a violência contra a mulher. “A violência não se caracteriza apenas em matar, também se caracteriza em gestos, em fala, em atitudes.”

A secretária de Estado da Mulher, Márdhia El-Shawwa, ressaltou a importância de a Ufac incorporar o debate sobre o feminicídio em seus espaços institucionais e defendeu a atuação conjunta entre universidade, governo e sociedade. Segundo ela, a violência contra a mulher não pode ser naturalizada e a conscientização precisa alcançar também a formação de crianças e adolescentes.

A inauguração do Banco Vermelho também ocorre no contexto da aprovação da resolução do Conselho Universitário n.º 266, de 21/01/2026, que institui normas para a efetividade da política de prevenção e combate ao assédio moral, sexual, discriminações e outras violências, principalmente no que se refere a mulheres, população negra, indígena, pessoas com deficiência e LGBTQIAPN+ no âmbito da Ufac em local físico ou virtual relacionado.

No campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, a inauguração do Banco Vermelho contou com a participação da coordenadora do Centro de Referência Brasileiro da Mulher, Anequele Monteiro.

Participaram da solenidade, no campus-sede, a pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Filomena Maria Cruz; a pró-reitora de Graduação, Ednaceli Damasceno; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; a coordenadora do projeto de extensão Infância Segura, Alcione Groff; o secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal; a defensora pública e chefe do Núcleo de Promoção da Defesa dos Direitos Humanos da Mulher, Diversidade Sexual e Gênero da DPE-AC, Clara Rúbia Roque; e o chefe do Centro de Apoio Operacional de Proteção à Mulher do MP-AC, Victor Augusto Silva.

 



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