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Ebulição global, inundações em massa e Trump: 10 grandes pontos de discussão para a Cop29 | Cop29

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Robin McKie Science editor

EUFoi um ano notável para o caos meteorológico, com intensas ondas de calor e tempestades de extrema intensidade que atingiram muitas partes do nosso planeta. No mês passado, estas culminaram nas inundações devastadoras que atingiram leste da Espanha e matou centenas.

À frente desta semana Cop29 cimeira, os cientistas acreditam que desastres como estes estão a tornar-se mais frequentes porque estão a ocorrer grandes mudanças no nosso clima à medida que as emissões provenientes da queima de combustíveis fósseis continuam a aumentar.

Como resultado, previram que 2024 terá provavelmente sido o mais quente de que há registo, prevendo-se que as temperaturas médias globais acabem mais de 1,5ºC acima dos níveis pré-industriais. Nem é provável que este aumento estabilize num futuro próximo.

Há claramente muito a discutir na Cop29 – aqui estão dez das maiores questões que estarão na mente dos delegados esta semana.

Quebrando recordes

As emissões globais de carbono continuam a aumentar. No ano passado, atingiram a impressionante marca de 40,6 mil milhões de toneladas, um recorde que deverá ser quebrado até ao final de 2024. Os níveis de carbono atmosférico são agora mais de 50% superiores aos da época pré-industrial. Daí aquele aumento de 1,5°C. Infelizmente, a resposta do mundo a este agravamento perturbador da situação atmosférica tem sido dolorosamente lenta.

O calor está ligado

No cimeira Cop28 do ano passado em Dubai foi acordado “transição” dos combustíveis fósseis. Notavelmente, esta foi a primeira vez que foi acordado um compromisso internacional para enfrentar, explicitamente, a causa profunda da nossa crise climática. Por outras palavras, foram necessárias três décadas de negociações para chegar ao estado em que este compromisso bastante fraco pudesse ser aceite a nível mundial, embora fique muito aquém da eliminação progressiva dos combustíveis fósseis, pela qual muitos países e a maioria dos activistas têm defendido. tem pressionado. É pouco provável que a chegada de Donald Trump ajude a sua causa.

América

A vitória de Trump nas eleições presidenciais dos EUA na semana passada lança um cenário particularmente sombra sombria sobre os preparativos já sombrios que estão sendo feitos para a reunião desta semana Cimeira climática Cop29 em BakuAzerbaijão. Presidente da Comissão Europeia Úrsula von der Leyen e Presidente francês Emmanuel Macron estão entre aqueles que não se espera que compareçam e há receio de que os avanços esperados não aconteçam.

A ‘grande farsa’

Nesta arena entra Donald Trump, um homem que descreveu as mudanças climáticas como “uma grande farsa”, e espera-se que repita a decisão – tomada durante a sua última presidência – de retirar os EUA do histórico acordo de Paris quando tomar posse. “Há apenas um tênue raio de esperança agora de que o mundo limitará o aquecimento global a 1,5ºC, mas Donald Trump poderá extingui-lo”, disse Bob Ward, diretor de políticas do Instituto Grantham de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas e Meio Ambiente.

Ponto de ebulição

Em contraste com as opiniões de Trump, o UN secretary general António Guterres tem sido particularmente franco em seus avisos sobre os perigos que o nosso planeta enfrenta agora na preparação para a Cop29, falando da humanidade a cometer “suicídio colectivo” e acusando as empresas de combustíveis fósseis de terem “a humanidade pela garganta”. A era do aquecimento global terminou, argumentou ele, e “a era da ebulição global chegou”.

Tombando

O alarme sobre o clima da Terra baseia-se, em parte, no alerta dos investigadores de que o aumento de 1,5ºC nas temperaturas globais – que os negociadores do clima esperavam evitar – provavelmente será violado ao longo de vários anos até ao final da década, enquanto muitos outros os investigadores do clima temem que manter o calor abaixo de um aumento de 2°C também seja provavelmente impossível.

Nesse cenário, é provável que os principais pontos de inflexão sejam ultrapassados. Estas incluirão a desestabilização dos mantos de gelo da Gronelândia e da Antártida Ocidental, o degelo abrupto das regiões de permafrost do mundo, o colapso do Circulação do Oceano Atlântico Nortee a morte massiva de recifes de corais tropicais. Seguir-se-ão inundações generalizadas e as temperaturas continuarão a subir, enquanto secas e tempestades mortais aumentarão em frequência. Centenas de milhões de pessoas – principalmente aquelas dos países em desenvolvimento – descobrirão que as suas terras natais deixarão de ser habitáveis.

Siga o dinheiro

Tentar preparar-se para a miséria climática que ameaça engolir o mundo constituirá o principal impulso da Cop29. Um novo objectivo financeiro para ajudar as nações em desenvolvimento a criar sistemas de energia verde e ajudá-las a adaptar-se a um mundo em aquecimento está no topo da agenda das negociações da próxima quinzena.

As somas de dinheiro envolvidas são impressionantes. A maioria das estimativas sugere que os países em desenvolvimento precisarão de um montante adicional de 500 mil milhões a 1 bilião de dólares por ano em financiamento climático proveniente de fontes internacionais. Isto é pelo menos cinco vezes mais do que o compromisso de 100 mil milhões de dólares actualmente em vigor.

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Grande parte deste dinheiro viria de empresas e investidores privados, bem como dos bancos multilaterais de desenvolvimento, e seria gasto na protecção de paisagens ameaçadas, na criação de fontes de energia adequadas aos países em desenvolvimento, na adaptação de infra-estruturas para serem mais resilientes às alterações climáticas e no pagamento da danos que uma nação sofreu com o aquecimento global desencadeado pelas emissões geradas pelos países desenvolvidos.

Lanterna a gás

Resta saber até que ponto estes planos irão progredir em Baku nas próximas duas semanas. As esperanças de avanços – já num nível baixo – foram ainda mais deprimidas pela divulgação de que um alto funcionário da equipa Cop29 do Azerbaijão, Elnur Soltanov, foi filmado discutindo “oportunidades de investimento” na empresa estatal de petróleo e gás do país com um homem se passando por potencial investidor. “Temos muitos campos de gás que serão desenvolvidos”, diz ele. Estas observações foram mal recebidas por muitos delegados.

Degrau

No entanto, ainda há alguma perspectiva de sucesso em Baku. “Devemos olhar para a reunião em Baku como um trampolim para a Cop30 no Brasil”, disse Senhor severopresidente do Grantham Research Institute. “As reuniões policiais bem-sucedidas geralmente acontecem em pares e espero que este seja um exemplo”, disse ele na semana passada. “Eu seria cauteloso em relação a acordos e resultados específicos, mas espero que possamos obter pelo menos algum quadro para o financiamento climático que possa ser finalizado na Cop30.”

Carros destruídos pelas enchentes em Valência. Fotografia: Manu Fernández/AP

No próximo ano, em Belém, na Amazónia, os países deverão chegar com novos planos nacionais – conhecidos como contribuições determinadas a nível nacional (NDC) – impondo cortes mais rigorosos nas emissões de gases com efeito de estufa do que os que já prometeram. Estas devem estar em conformidade com o objectivo globalmente aceite de limitar o aumento da temperatura global. Um acordo forte em Baku sobre financiamento para os países em desenvolvimento encorajaria ambições mais elevadas.

Ficando sem tempo

O problema é que o tempo do mundo está a esgotar-se, um ponto sublinhado por Johan Rockström, do Instituto Potsdam para a Investigação do Impacto Climático. “Com a vitória de Trump, enfrentamos agora, na melhor das hipóteses, uma repetição da inacção climática do seu último mandato – uma pausa de quatro anos que simplesmente não podemos permitir nesta década crítica.”

No entanto, uma visão mais optimista da situação foi fornecida por Stern. “Eu estava em Marrakech para a cúpula da Cop22 em 2016, quando chegou a notícia de que Trump havia vencido as eleições”, disse ele ao Observador. “Sabíamos o que isso significava, mas foi notável quão forte era a determinação entre os delegados de que continuássemos. E continuaremos desta vez também.

“A presidência dele vai dificultar a vida, mas não vamos desistir. Essa seria a pior opção possível.”



Leia Mais: The Guardian

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Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre

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Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre

Pesquisadores do projeto Pavic-Lab, da Universidade Federal do Acre (Ufac), apresentaram seis trabalhos científicos durante a Conference on Graphics, Patterns and Images (SIBGRAPI 2026), congresso internacional de referência nas áreas de computação gráfica, processamento de imagens e visão computacional, realizado de 29 de setembro a 2 de outubro, em Goiânia (GO). As pesquisas foram desenvolvidas no projeto de pesquisa e desenvolvimento (P&D) Pesquisas Aplicadas em Visão e Inteligência Computacional (Pavic-Lab), uma iniciativa de cooperação técnico-científica entre a Ufac, Motorola, Flextronics e Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape).

Segundo a professora do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CCET), Ana Beatriz Alvarez Mamani, a participação no congresso contribui para divulgar a produção científica desenvolvida no Acre e ampliar o intercâmbio com outras instituições. Ela destacou que a presença da Ufac em eventos científicos também ajuda a reduzir as desigualdades regionais na ciência brasileira, além de possibilitar novas parcerias e o aperfeiçoamento das pesquisas.

A equipe foi composta pela professora Ana Beatriz Alvarez Mamani, pelo pesquisador Quefren Leher, pelos mestrandos do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação (PPGCC) Clécio Silva, Lucas Carvalho, Gustavo Ferreti, Julio Martins e Ian Teixeira, além do graduando em Sistemas de Informação Kauã Galvão de Macedo.

Dos seis trabalhos apresentados, um integrou uma sessão especial do congresso e já foi publicado na revista científica Computers & Graphics. Outros três foram apresentados na programação principal, com previsão de publicação nos anais do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE) e na biblioteca digital da Sociedade Brasileira de Computação (SBC). Os dois trabalhos restantes foram apresentados em workshops, também com previsão de publicação na biblioteca digital da SBC.

As pesquisas estão divididas em duas áreas principais: reconstrução tridimensional e processamento de imagens. Na primeira, Clécio Silva apresentou um método computacional para criar representações digitais mais detalhadas de ambientes internos a partir de imagens. A tecnologia pode ser aplicada em jogos, realidade virtual e aumentada, simulações e projetos da construção civil.

Na área de processamento de imagens, Lucas Carvalho apresentou uma pesquisa para reconstruir imagens de alta faixa dinâmica (HDR) a partir de uma única imagem convencional, buscando recuperar detalhes em regiões claras e escuras. Gustavo Ferreti desenvolveu uma rede neural para combinar imagens com diferentes níveis de exposição e melhorar a qualidade visual dos resultados.

Julio Martins apresentou uma metodologia para reduzir o custo computacional da reconstrução de imagens HDR, preservando a qualidade das imagens produzidas. Ian Teixeira investigou o uso de mecanismos de atenção em modelos de inteligência artificial para recuperar informações em imagens de baixa qualidade. Já Kauã Galvão de Macedo apresentou uma abordagem que combina redes neurais e técnicas de processamento de sinais para melhorar imagens capturadas em ambientes com pouca iluminação.

Os métodos desenvolvidos apresentam potencial de aplicação em sistemas embarcados com recursos computacionais limitados, como dispositivos eletrônicos que integram processamento de imagens, permitindo aprimorar a qualidade visual com menor demanda de processamento.

Para o graduando Kauã Galvão de Macedo, a participação no congresso proporcionou a oportunidade de apresentar os resultados de sua pesquisa e conhecer novas abordagens científicas. “Foi uma ótima experiência, tanto pela oportunidade de apresentar minhas pesquisas desenvolvidas na Ufac quanto pela troca de conhecimentos com pesquisadores de outras instituições”, afirmou.

Segundo Kauã, as discussões realizadas durante o evento possibilitaram o contato com técnicas que poderão contribuir para suas pesquisas e para os projetos desenvolvidos pelo Pavic-Lab, além de abrir oportunidades de colaboração científica.

O mestrando em Ciência da Computação Gustavo de Souza Ferreti também destacou a importância da experiência para sua formação acadêmica. “Tive a oportunidade gratificante de conhecer professores e pesquisadores com ampla trajetória no nosso campo, além de ouvir sobre suas vivências e receber orientações valiosas para aprimorar meu trabalho”, disse.

O Pavic-Lab desenvolve atividades de pesquisa voltadas ao processamento de imagens, ao aprimoramento da qualidade visual e à reconstrução tridimensional de ambientes e objetos. Após a participação no congresso, a equipe dará continuidade às pesquisas científicas, com novos experimentos e avaliações para aperfeiçoar os métodos, reduzir custos computacionais e ampliar as possibilidades de aplicação prática dos resultados.



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Ufac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre

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Ufac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) iniciou, na manhã desta segunda-feira, 19, a 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus. A solenidade de abertura ocorreu no auditório do e-Amazônia, no campus-sede, em Rio Branco, e reuniu professores, estudantes, participantes externos e palestrantes locais, nacionais e internacionais.

A vice-reitora da Ufac, Almecina Balbino, destacou que o evento busca fortalecer a produção científica regional e estreitar os laços interinstitucionais. Segundo ela, a conferência favorece a criação de uma rede de conexão entre os programas de pós-graduação e viabiliza a internacionalização por meio da cooperação Sul-Sul, permitindo que pesquisadores externos contribuam diretamente para os estudos sobre o território amazônico.

O pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro, ressaltou o papel da extensão universitária na articulação do conhecimento científico com a comunidade. “Não existe integração entre ensino, pesquisa e extensão se a gente tirar as pesquisas da prateleira sem estarmos envolvidos com ações de extensão, que fazem a intermediação entre o conhecimento da universidade e a sociedade”, declarou. Ele também destacou que a rede de contatos estabelecida entre as diferentes áreas fortalece a qualidade acadêmica da instituição.

O coordenador do evento, professor Flávio Roberto Chaves da Silva, expressou satisfação com o início da conferência e destacou a dimensão coletiva da iniciativa. “É com muita alegria, satisfação e gratidão que damos início a este projeto que nasceu do desejo de fortalecer a ciência, a cooperação e a internacionalização da pesquisa na Amazônia. Celebramos a coragem de começar, a força do trabalho coletivo e a realização de um sonho. Que esta seja a primeira de muitas edições, promovendo o conhecimento e contribuindo para o desenvolvimento sustentável da nossa região”, afirmou o docente, agradecendo a parceria dos palestrantes, da comissão organizadora e dos apoiadores.

Durante a abertura, a mesa de debates destacou a importância do encontro para a região. O professor e pesquisador Lin Shau Ming, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), um dos palestrantes do dia, ressaltou que os estudos sobre plantas medicinais e agrobiodiversidade contribuem para o bem-estar das comunidades tradicionais. Segundo ele, o tema está alinhado à proposta central do evento de promover a integração de diferentes saberes e áreas do conhecimento na universidade.

A coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal na Amazônia Ocidental, Cíntia Daudt, destacou o compromisso social da universidade com a produção de conhecimento e o desenvolvimento regional. “É um evento bem importante para a nossa região e para a nossa universidade. Estamos aqui cumprindo o nosso ato de educação. Como dizia Paulo Freire, ‘educar é um ato político’. Nós estamos cumprindo a nossa parte, unindo ensino, pesquisa e extensão em um único evento”, afirmou.

A cerimônia de abertura contou ainda com a participação do pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Dionatas Meneguetti; dos coordenadores Fernando da Silva Souza, de Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia; Felipe Souza, de Ciência Florestal; Regina Lúcia Ferreira, de Produção Vegetal; e da vice-coordenadora Danúsia Rocha, de Saúde Coletiva.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Ufac promove ação de prevenção à saúde da mulher durante o Outubro Rosa — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove ação de prevenção à saúde da mulher durante o Outubro Rosa — Universidade Federal do Acre

A Ufac, por meio da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Progep) e da Diretoria de Saúde e Qualidade de Vida (DSQV), realizou nesta sexta-feira, 16, no estacionamento H (bloco de Medicina) do campus-sede, uma ação de prevenção e cuidado à saúde da mulher em alusão à campanha Outubro Rosa. Com o tema “A rotina pode esperar um pouco. Cuidar de você também é prioridade”, a iniciativa disponibilizou exames preventivos do colo do útero (PCCU) e testes rápidos para toda a comunidade acadêmica.

A diretora de Saúde e Qualidade de Vida da Ufac, Ane Kelly Severino Salvino, destacou a importância de facilitar o atendimento no próprio ambiente de trabalho para servidoras e terceirizadas. “A ideia é que elas parem por um momento, deixem o trabalho um pouquinho de lado e passem a se cuidar. Oferecer essa facilidade é muito gratificante”, afirmou. Ela ressaltou ainda as parcerias com a Uninorte, o sindicato e a Residência em Enfermagem Obstétrica para ampliar a ação.

A coordenadora de Vigilância à Saúde do Servidor, Priscila Miranda, ressaltou a importância de uma abordagem integral da saúde feminina e chamou a atenção para a sobrecarga da rotina das mulheres. “Trazemos esse olhar para mostrar que a mulher precisa se conscientizar sobre a prioridade de cuidar de si mesma e de sua saúde física e mental, não apenas no Outubro Rosa. Trazer esses exames para dentro da universidade dá a elas o tempo necessário para o autocuidado”, pontuou.

Conscientização e prevenção

Durante a ação, residentes do programa de Enfermagem Obstétrica da Ufac atuaram no acolhimento e na orientação das mulheres atendidas, reforçando a importância da prevenção do câncer do colo do útero, apontado como o segundo tipo com maior mortalidade feminina no mundo.

A enfermeira residente Francisca da Silva enfatizou que a campanha é um momento estratégico de mobilização. “Nós temos todos os 12 meses do ano para orientar, mas o mês de outubro é quando toda a rede intensifica ações para chamar as mulheres a realizarem seus exames o quanto antes”, ressaltou.

A enfermeira residente Vitória Amorim alertou que o câncer do colo do útero é assintomático no início, mas pode ser prevenido por meio do rastreamento e do tratamento de lesões precursoras. “Com o rastreamento periódico pelo PCCU, é possível diagnosticar e tratar lesões pré-cancerígenas anos antes que a doença se desenvolva. Por isso, promover essa educação em saúde no campus é vital para estimular o cuidado rotineiro”, explicou.

A iniciativa contou com a parceria do programa de Residência em Enfermagem Obstétrica da Ufac, dos cursos de Medicina e Enfermagem da Uninorte e do sindicato da categoria, que contribuíram para o suporte técnico e o atendimento às participantes.



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