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Economia brasileira: olhando para trás e para a frente – 28/12/2024 – Samuel Pessôa

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Na última coluna de 2023 escrevi: “O crescimento deve ser de 1,5%, a inflação de 4%, e o câmbio deve andar de lado. Uma grande dúvida refere-se ao ponto terminal da taxa Selic. Penso que teremos, em dezembro de 2024, juros na casa de 9,5%. Me parece que o presidente Lula escolheu repetir em seu terceiro mandato a combinação de política econômica que vigorou no seu segundo mandato: política fiscal mais frouxa e política monetária mais apertada. Assim, devemos ter inflação rodando a 4% e Selic a 9,5% em 2025 e 2026. O juro real na casa de 5,5% ao ano será necessário para que a inflação não se descole. A grande dúvida para o cenário deve-se à insustentabilidade da política fiscal, que continuará a pesar sobre nós em 2024″.

O ano foi caracterizado por um cabo de guerra entre a política fiscal expansionista e a política monetária contracionista. Achava que esta venceria aquela. Ocorreu o oposto. A economia cresceu 3,5% em 2024, 2 pontos percentuais (p.p.) a mais do que eu esperava, e a inflação de 5% será 1 p.p. maior. Dado que os juros perderam a parada, a Selic teve que se elevar.

A meta de superávit primário, um déficit de até R$ 29 bilhões, será atendida. No entanto, se considerarmos os gastos com a cheia no Rio Grande do Sul, o pagamento de precatórios do exercício de 2024, os gastos com o programa Pé-de-Meia e as receitas primárias contabilizadas, a maior em R$ 12 bilhões, o déficit primário efetivo será de R$ 119 bilhões. Algo por volta de 1% do PIB.

A inflação maior e a queda das exportações líquidas a preços correntes, que devem ser de 1,5% do PIB em 2024 ante 2023, expressam velha conhecida nossa: a baixa capacidade de resposta da oferta da economia brasileira a estímulos de demanda. Rapidamente colhemos inflação e queda nas exportações líquidas.

O cenário de inflação e juro maiores piorou a dinâmica da dívida pública. Em dezembro de 2026, ela deverá ser 15 p.p. do PIB maior do que em dezembro de 2022. Em dezembro de 2023, projetava-se aumento de 13 p.p.

A piora do endividamento e a falta de apetite do presidente Lula de liderar um ajuste fiscal explicam, no meu entender, a piora no câmbio.

Para 2025, espero que o crescimento seja de 2%. A desaceleração será bem maior do que a queda de 3,5% para 2%. Em 2024, o crescimento foi liderado pela componente cíclico da economia. Em 2025, será liderado pelo componente exógeno: agropecuária e indústria extrativa mineral, além de aluguéis e serviços da administração pública.

Em 2024, a componente exógena cresceu 1,3% e, em 2025, crescerá 2,7%. A desaceleração da componente cíclica será de 4,5%, em 2024, para 1,5%, em 2025. O desemprego deverá se elevar no segundo semestre de 2025.

O câmbio andará de lado. O grande choque já veio. A taxa Selic terminará 2025 em 15%. Rodaremos 2025 com incrível juro real de 8%! Em que pese a forte contração monetária, ainda colheremos inflação em alta em 2025. A inflação em 2025 deverá ser de 6%, em grande medida fruto do legado da piora do câmbio de 2024.

A dúvida é qual será a reação de Lula à forte desaceleração da economia em 2025. Saio de férias. Retorno no domingo, 25 de janeiro.


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Ufac lança Plano de Acessibilidade da Infraestrutura Física (2026-2029) — Universidade Federal do Acre

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Ufac lança seu Plano de Acessibilidade da Infraestrutura Física-interna.jpg

A Ufac lançou seu Plano de Acessibilidade da Infraestrutura Física (2026-2029). A solenidade ocorreu na sexta-feira, 17, no auditório Pedro Martinello, no Centro de Convenções, campus-sede. A iniciativa integra o projeto “Ufac em Ação: Acessibilidade, Inclusão e Segurança” e busca orientar as ações destinadas à construção de uma universidade mais acessível, inclusiva e segura.

A reitora Guida Aquino destacou que a instituição já realizou melhorias de acessibilidade, mas ainda precisa avançar e buscar recursos para executar as ações previstas no plano. “Nós temos que buscar agora investimento para que possamos acolher nossos estudantes; a universidade não existe sem aluno.” Segundo ela, essas iniciativas devem atender também os servidores que necessitam de condições adequadas de acessibilidade.

O coordenador do projeto e prefeito do campus-sede, Artheson Cruz, explicou que o crescimento da infraestrutura física da Ufac ocorreu em diferentes períodos, com edificações construídas de acordo com normas distintas. Essa situação, para ele, resultou na existência de espaços acessíveis que não estão completamente conectados entre si.

“Você entra em um prédio que tem acessibilidade e, quando sai daquele local, já se depara com uma situação de ausência da acessibilidade”, disse e ressaltou que o aumento do número de pessoas com deficiência que ingressam na universidade exige a adequação dos espaços para garantir dignidade, autonomia, permanência e conclusão dos cursos.

O plano estabelece diretrizes para superar progressivamente os desafios de acessibilidade no campus-sede, no campus Floresta e nos núcleos da Ufac no Estado. Para a elaboração do documento, foram realizados levantamento técnico da infraestrutura e escuta qualificada com pessoas surdas, com deficiência visual e autistas.

A representante do Núcleo de Acessibilidade e Inclusão, Rayfa Almeida, destacou que a efetivação das medidas é fundamental para garantir o acesso e a permanência das pessoas com deficiência na universidade. “Esperamos que seja concretizado realmente, que seja efetivo para as pessoas com deficiência conseguirem finalizar seus cursos.”

 



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Parfor da Ufac em Santa Rosa do Purus lança livro de contos — Universidade Federal do Acre

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Parfor da Ufac em Santa Rosa do Purus lança livro de contos-interna.jpg

Estuantes do Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (Parfor), da Ufac em Santa Rosa do Purus (AC), no âmbito da disciplina Oficina Pedagógica: Leitura e Escrita na Escola, lançaram o livro “Tecendo Leituras: Contos e Caminhos para o Letramento Literário”. O evento ocorreu no sábado, 18, no município, reunindo professores, gestores, autoridades locais, familiares dos alunos e a representante do Parfor na ocasião, professora Grace Gotelip.

A obra foi organizada pela professora Emilly Ganum Areal e sua reprodução foi viabilizada com o apoio da Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), por meio da Diretoria de Apoio à Interiorização e Programas Especiais (Dainpes). Segundo ela e os envolvidos no processo criativo, a iniciativa representa um marco para o Parfor da Ufac por resultar diretamente de uma disciplina do curso de graduação e reunir, pela primeira vez, textos literários de autores de Santa Rosa do Purus.

Além disso, agradeceram à Ufac, por meio da Prograd e da Dainpes, pelo apoio na concretização do projeto, o qual, para eles, deixa um legado no munícipio, incentiva a produção literária regional e reafirma o compromisso da universidade com a interiorização do ensino superior e com o desenvolvimento social através da educação.

 



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Curso de Ciências Contáveis realiza evento sobre IA e deepfakes — Universidade Federal do Acre

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O curso e o Centro Acadêmico de Ciências Contábeis, da Ufac, promoveram o evento de extensão Inteligência Artificial (IA), Regulação de Deepfakes e Formação Cidadã, em 9 e 10 de julho, no bloco do Centro de Ciências Jurídicas e Sociais Aplicadas. Nesse período, estudantes, professores e interessados no assunto realizaram troca de experiências, além de debates sobre temas atuais para cidadania e o exercício profissional.

A programação contou com palestra de Virgilio Viana, a qual proporcionou aos participantes reflexões sobre os desafios e as oportunidades decorrentes das transformações tecnológicas na sociedade contemporânea. Também ocorreram três oficinas: O Perfil Profissional para a Gestão Pública, ministrada por Esteferson Rocha; Cartão de Crédito: Aliado ou Vilão?, ministrada por Gilvanete Pereira; e Inteligência Emocional, ministrada por Jordeane Oliveira

Os professores Marconde Silva e Oleides Oliveira organizaram o evento, que, segundo eles, reafirmou o compromisso do curso de Ciências Contábeis com a promoção de ações de extensão que integram ensino, pesquisa e extensão, fortalecendo o diálogo entre a universidade e a sociedade.

 



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