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Educação e Ministério Público do Acre iniciam planejamento da edição 2025 do projeto ‘Eu Digo Não à Corrupção’

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Vinicius Charife

Buscando promover a formação cidadã e ética por meio da conscientização sobre os impactos da corrupção, estudantes acreanos estão sendo educados contra a corrupção nas escolas da rede estadual de ensino. O governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE), e o Ministério Público do Acre (MPAC) planejaram a edição 2025 do projeto “Eu Digo Não à Corrupção”, que já transformou 2.500 alunos em fiscais mirins do bem público. O encontro contou com a presença da promotora de Justiça Myrna Mendoza, idealizadora da iniciativa, que conversou  com o secretário de Estado de Educação, Aberson Carvalho, e o secretário adjunto de Administração da SEE, Reginaldo Prates.

Reunião ocorreu no gabinete da Secretaria de Educação, com a presença da promotora do MPAC, Myrna Mendoza. Foto: Vinícius Charife/SEE

A ação, que vem sendo desenvolvida desde 2023, tem como objetivo conscientizar a juventude sobre as práticas cotidianas de corrupção e incentivar a formação de valores éticos. A principal atividade do projeto é o concurso de redação, voltado para alunos do 3º ano do ensino médio, que no último ano premiou os melhores textos com medalhas, certificados e aparelhos celulares. Apresentações culturais, rodas de conversa e debates integram a programação anual do projeto.

Durante a reunião, foram apresentadas sugestões para ampliar o alcance e a efetividade da iniciativa. Dentre elas, destacam-se a inclusão de novos municípios, o fortalecimento da presença da cultura nas atividades e o reconhecimento ampliado aos professores-tutores, que desempenham papel fundamental na orientação dos estudantes. “Nosso desafio é construir uma juventude mais consciente, que compreenda seu papel na transformação social e no combate à naturalização da corrupção”, afirmou o secretário Aberson Carvalho.

Material didático utilizado no projeto “Eu Digo Não à Corrupção” é resultado da parceria dos órgãos. Foto: Vinícius Charife

Carvalho reforçou o compromisso da SEE com a continuidade e o fortalecimento do projeto, destacando que a educação precisa dialogar com temas sensíveis à formação cidadã. “O ‘Eu Digo Não à Corrupção’ é uma oportunidade de preparar nossos jovens para fazerem escolhas éticas e responsáveis, dentro e fora da escola”, completou.

Com o compromisso renovado entre MPAC, SEE e Assembleia Legislativa do Acre, a expectativa é de que a edição 2025 do projeto seja ainda mais abrangente, com a divulgação do calendário oficial de atividades em breve, e lançamento previsto para o segundo semestre.

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PZ e Corpo de Bombeiros fazem curso de combate a incêndio florestal — Universidade Federal do Acre

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O Parque Zoobotânico (PZ), da Ufac, e o Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBM-AC) realizaram o curso Brigada de Incêndio Florestal, ministrado pelo Sargento Filipe Lima. A capacitação ocorreu na quinta-feira, 10, e sexta-feira, 11, no PZ, campus-sede, reunindo 35 participantes de setores da universidade, dos cursos de Engenharia Florestal, Biologia e Geografia, do doutorado da Rede Bionorte e da comunidade externa, que receberão certificado emitido pelo CBM-AC.

O primeiro dia foi de aulas teóricas sobre conceitos fundamentais, como triângulo do fogo, diferentes tipos de incêndio e técnicas de prevenção. No segundo dia ocorreram atividades práticas, com manuseio e manutenção de equipamentos de combate a incêndio, além de exercícios de campo simulando situações reais de combate e prevenção a incêndios florestais.

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O diretor do PZ, Harley Araújo da Silva, destacou que a iniciativa tem relação direta com os mais de 188 hectares de área florestal do campus-sede, tendo o PZ como o maior fragmento de floresta preservada. “Formar brigadistas preparados para atuar na prevenção e no combate a incêndios florestais é parte essencial do cuidado com esse patrimônio ambiental, tanto para a universidade quanto para as comunidades do entorno.”



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V Simpósio de Ciências Ambientais da Amazônia Sul Ocidental e o II Simpósio de Ciências Agrárias do Vale do Juruá

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Livro reúne pesquisas da Ufac sobre teatro e saberes da floresta — Universidade Federal do Acre

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O professor, pesquisador e artista Flavio da Conceição, da Ufac, organizou o livro “Teatro do Oprimido e as Pedagogias das Florestas” (Mundo Contemporâneo; Edufac, 452 p.), que foi lançado na sexta-feira, 11, durante a 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

A obra é resultado de cerca de dez anos de pesquisas desenvolvidas na universidade, reunindo experiências que relacionam a metodologia teatral aos conhecimentos tradicionais da Amazônia. “Apresentamos o Acre como produtor de conhecimento e como semente de um pensamento que pode inspirar outros professores e artistas no resto do Brasil e do mundo”, afirmou Flavio.

As pesquisas que deram origem ao livro começaram após a chegada do professor ao Acre e à Ufac, em 2017. O contato com experiências amazônicas, estudantes filhos de seringueiros e indígenas e conhecimentos tradicionais da floresta levou o pesquisador a rever sua prática com o método Teatro do Oprimido, idealizado por Augusto Boal. A partir dessas vivências, os projetos passaram a investigar como a metodologia poderia ser afetada por esses saberes.

Os estudos teóricos e práticos foram desenvolvidos pelo programa de pesquisa e extensão Gesto da Floresta, criado e coordenado por Flavio através de projetos de iniciação científica e extensão. As atividades envolveram comunidades periféricas de Rio Branco, como Calafate e Cidade do Povo, parcerias com comunidades tradicionais hunikuin e shanenawa e experiências relacionadas ao santo-daime, à Barquinha e à ayahuasca.

Estudantes de graduação e pós-graduação participaram dos projetos e das pesquisas e alguns assinam artigos na publicação. O trabalho também contou com a contribuição de parceiros de outras cidades, países e territórios. Para o organizador, os alunos são coautores das experiências que contribuíram para a construção da proposta das pedagogias das florestas.

Antes da programação em São Paulo, o livro foi apresentado em 3 de setembro, no Rio de Janeiro, durante a 12ª Jornada Internacional de Teatro do Oprimido e Universidade. As atividades integram o projeto Gesto Semeando Cidadania, que conta com apoio do Pulitzer Center.



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