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Educação promove mesa-redonda sobre direitos das mulheres e desafios do século XXI
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2 anos atrásem
Clícia Araújo
Para encerrar as homenagens alusivas ao Mês da Mulher, a Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE), por meio da Divisão de Educação em Direitos Humanos e Diversidade, realizou, na nesta quinta-feira, 27, o evento “Mesa-Redonda: Direitos das Mulheres – Conquistas e Desafios do Século XXI”. A atividade ocorreu no prédio do eAmazônia – Energia Sustentável, localizado na Universidade Federal do Acre (Ufac), e foi voltada para servidores, assessores pedagógicos da SEE e estudantes do terceiro ano da Escola Estadual Armando Nogueira.
O debate contou com a participação de mulheres atuantes em diferentes áreas da luta pelos direitos femininos. Entre as convidadas estavam:
Lídia Cavalcante, chefe do Departamento de Formação e Assistência Educacional da SEE;
Almerinda Cunha, representante da Associação de Mulheres Negras do Acre;
Ana Cássia Monteiro, tenente-coronel da Patrulha Maria da Penha;
Paula Luane Braga, chefe do Departamento de Ações Temáticas e Participação Política das Mulheres, representando a secretária da Mulher;
Maria da Luz França Maia, chefe do Departamento de Proteção e Defesa dos Direitos Humanos da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos, representando a vice-governadora;
Elenice Fraz, delegada da Mulher.

Durante o evento, as palestrantes discutiram temas essenciais para a equidade de gênero, como igualdade salarial, autonomia, assédio sexual e moral, além dos desafios enfrentados pelas mulheres na sociedade contemporânea. A troca de experiências proporcionou aos participantes um olhar mais aprofundado sobre os avanços e os obstáculos ainda existentes na busca por direitos e oportunidades iguais.
Representatividade e desafios
A chefe do Departamento de Ações Temáticas e Participação Política das Mulheres, Paula Luane Braga, destacou a importância de debater a temática de gênero e as múltiplas violências enfrentadas pelas mulheres:
“É um evento de grande importância para a sociedade como um todo, pois, ao falar sobre gênero, precisamos discutir as múltiplas violências que as mulheres enfrentam. Quando fazemos recortes, considerando a realidade da mulher negra, da mulher trans e de outras identidades de gênero, percebemos a necessidade de dar visibilidade e fortalecer a representatividade. A Secretaria da Mulher tem promovido diversas atividades ao longo do mês de março, focadas no combate à violência, ao racismo, à transfobia e em políticas afirmativas. Um exemplo é o projeto ‘Papo Reto’, que trabalha a prevenção da violência contra mulheres e meninas negras, abordando questões de raça e etnia dentro das escolas”.

O estudante Kevin da Silva, que participou do evento, ressaltou a importância do debate para a valorização da mulher na sociedade: “Achei a palestra muito boa. As palestrantes mostraram as dificuldades que enfrentam e como precisam provar seu valor. Algumas pessoas não valorizam a vida e os direitos das mulheres, e esse evento ajudou a refletirmos sobre isso. Todo ser humano tem seu valor e deve ser respeitado igualmente”.
A chefe da Divisão de Direitos Humanos e Diversidade da SEE, Irizane Vieira, reforçou a necessidade de eventos como esse para ampliar o debate sobre as desigualdades de gênero e o papel da educação na transformação social:
“Durante o Mês da Mulher, realizamos diversas atividades em parceria com os conselhos de direitos do Estado, além de ações específicas da Secretaria de Educação. O feminicídio e a desigualdade de gênero ainda são problemas graves no Acre, e é fundamental promover mudanças comportamentais na sociedade. A educação tem um papel essencial nesse processo. Por isso, convidamos mulheres de diferentes esferas para essa mesa-redonda, como a delegada da Mulher, representantes da Patrulha Maria da Penha e mulheres negras, trans e indígenas. O objetivo foi garantir um debate diverso e interseccional. Além dos servidores da SEE, também convidamos uma turma de terceiro ano da Escola Armando Nogueira, para que esse diálogo alcance o ambiente escolar”.

O evento marcou o encerramento das atividades do Mês da Mulher na SEE, deixando reflexões importantes para o fortalecimento das políticas públicas voltadas à equidade de gênero e aos direitos das mulheres no estado.
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Ufac e SEE discutem disponibilização de produtos educacionais para professores da rede estadual — Universidade Federal do Acre
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15 horas atrásem
15 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Mestrado Profissional em Ensino de Ciências e Matemática (MPECIM), reuniu-se com representantes da Secretaria de Estado de Educação do Acre (SEE) na manhã desta terça-feira, 13, para discutir possibilidades de parceria para disponibilizar produtos educacionais desenvolvidos no programa de pós-graduação aos professores da rede estadual de ensino. O encontro ocorreu na sede da secretaria.
A proposta busca ampliar o acesso dos professores aos materiais produzidos no âmbito do MPECIM, contribuindo para o fortalecimento das práticas pedagógicas e da formação continuada dos docentes.
Participaram da reunião o coordenador do MPECIM, Pierre André Garcia Pires; a secretária adjunta de Ensino, Gleicicleia Gonçalves de Souza; e a assessora técnico-pedagógica da Diretoria de Ensino, Fabiany Soares Mamed.
O encontro permitiu discutir possibilidades de cooperação entre as instituições para viabilizar o acesso dos professores da rede estadual aos produtos educacionais desenvolvidos pela universidade
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Ufac inaugura núcleo de apoio administrativo às coordenações de curso — Universidade Federal do Acre
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2 dias atrásem
14 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) inaugurou, na manhã desta terça-feira, 13, o Núcleo Integrado de Apoio às Coordenações (NIAC), instalado na Pró-Reitoria de Graduação (Prograd). A iniciativa tem como objetivo oferecer suporte administrativo aos cursos de graduação, neste momento com atendimento prioritário a oito coordenações que estão sem servidores técnico-administrativos. A proposta prevê também o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações no âmbito do núcleo. A solenidade contou com a participação do reitor Josimar Ferreira, da vice-reitora Almecina Balbino, da pró-reitora de Graduação, Danila Torres, e da pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas substituta, Juliana Queirós.
O reitor destacou a importância da iniciativa para o funcionamento dos cursos e reconheceu a colaboração dos servidores envolvidos. “Quero parabenizar toda a equipe da Prograd, reconhecer o voluntariado dos nossos secretários de curso e o apoio das coordenações”, afirmou Josimar. Segundo ele, o serviço dará suporte especialmente às coordenações que estão sem secretários, mas também poderá atender aos demais coordenadores de curso.
A criação do NIAC é uma iniciativa da Prograd e da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Prodgep), que contou também com a participação inicial do Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca). O espaço foi organizado nas instalações da Prograd para facilitar o acompanhamento das atividades e o apoio aos servidores.
Segundo a pró-reitora Danila Torres, a proposta surgiu da necessidade de atender coordenações que enfrentam dificuldades na execução das atividades administrativas. Algumas delas estão há mais de oito meses sem servidores técnicos, deixando os coordenadores responsáveis também pelas rotinas administrativas. “A gente vai tentar apoiar as coordenações naquilo que elas precisam”, explicou.
O núcleo funciona por meio de uma escala de revezamento de servidores técnico-administrativos de outras coordenações. Atualmente, sete profissionais participam voluntariamente da iniciativa, com autorização das chefias imediatas, dedicando dois dias por semana ao atendimento compartilhado, sem deixar suas atividades nas unidades de origem.
A meta é ampliar a equipe para dez servidores, permitindo a presença de dois profissionais no turno da manhã e dois à tarde. “O serviço deles é padrão, é comum, então não tem um técnico para uma coordenação. Todos trabalham em todas essas oito coordenações”, explicou Danila.
Entre as primeiras demandas do NIAC está o lançamento das ofertas de disciplinas do semestre letivo 2026.2 no sistema acadêmico, considerando o início das solicitações de matrícula pelos estudantes nesta quinta-feira, 15. A medida busca assegurar o andamento dos procedimentos acadêmicos nas coordenações que não dispõem de técnicos para executar essas atividades.
Além do atendimento inicial às oito coordenações, a proposta é ampliar gradualmente a atuação do núcleo para oferecer suporte às demais unidades acadêmicas, incluindo o auxílio a novos coordenadores nas rotinas administrativas dos cursos e o desenvolvimento de outras ações de apoio às coordenações.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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