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Efeito Deepseek: ações da Nvidia retomam queda – 29/01/2025 – Mercado
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George Steer, Tim Bradshaw, Mari Novik, Arjun Neil Alim
As ações da Nvidia caíram nesta quarta-feira (29), mesmo com os fabricantes de chips na Europa e na Ásia se recuperando após fortes lucros do grupo holandês ASML.
A fabricante de chips dos EUA caiu 4,8% em Nova York, antecedendo uma série de resultados de grandes empresas de tecnologia, depois de ter se recuperado quase 9% na sessão anterior. A oscilação segue o choque de segunda-feira que eliminou quase US$ 600 bilhões (R$ 3,5 trilhões) de seu valor de mercado, desencadeada pelo lançamento de um modelo de IA (inteligência artificial) da startup chinesa DeepSeek.
A queda desta quarta ocorreu apesar de investidores de varejo terem investido mais de US$ 900 milhões em ações da Nvidia esta semana. O índice S&P 500 caiu 0,3%, enquanto o Nasdaq Composite caiu 0,6%.
A introdução repentina de uma ferramenta de IA barata como a DeepSeek pode afetar o poder de precificação e as avaliações de mercado dos grandes grupos de tecnologia dos EUA, dizem analistas.
“Esperamos uma volatilidade elevada à medida que os participantes do mercado reavaliam o potencial de ganhos a longo prazo das empresas na cadeia de valor da IA”, disseram estrategistas do Deutsche Bank em nota aos clientes.
“Isso pode levar semanas ou até meses enquanto os analistas reajustam suas projeções de ganhos”, acrescentaram.
As ações da ASML, uma das maiores empresas de tecnologia da Europa, fecharam em alta de 5,5% em Amsterdã, enquanto o CEO Christophe Fouquet saudou o surgimento da DeepSeek como “boa notícia” para a indústria de semicondutores.
ASM, outra ação de chips, fechou em alta de 3,5%, enquanto o índice Stoxx Europe 600 Technology subiu 2,4%. O índice de referência Stoxx Europe 600 ganhou 0,5%.
“Para que a IA esteja em toda parte, precisamos ver um grande progresso em custo e consumo de energia”, disse Fouquet, aludindo às alegações da DeepSeek de que seu modelo de inteligência artificial exigia muito menos chips para ser construído e também era mais barato de operar do que sistemas maiores de empresas como a OpenAI.
Os investidores ainda estão tentando entender as implicações de mercado da promessa da DeepSeek de desenvolver ferramentas de IA a uma fração do custo dos rivais dos EUA, o que foi chamado de “momento Sputnik” para a indústria.
Mas analistas dizem que o alvoroço do início da semana foi exacerbado pela escala das apostas anteriores dos investidores na Nvidia, o principal beneficiário do boom da IA nos mercados.
Elyas Galou, estrategista de investimentos globais do Bank of America, aponta para posições lotadas em ações de tecnologia globais antes da posse do presidente dos EUA, Donald Trump, e antes dos resultados desta semana de gigantes da tecnologia, incluindo Meta e Microsoft.
“Vimos muitas compras ontem, inclusive de investidores de varejo, o que está sustentando o mercado hoje”, acrescentou.
Folha Mercado
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A alta nas ações da ASML ocorreu após a empresa relatar pedidos mais fortes do que o esperado de seu equipamento de fabricação de chips mais avançado.
Fouquet previu que haveria mais choques no estilo DeepSeek nos próximos meses ou anos. “Você não pode ter uma indústria com essa quantidade de oportunidades sem que os principais players sejam desafiados”, disse ele. “Não acho que você possa definir hoje quem será o vencedor em 2030.”
Ele disse que novos entrantes como a DeepSeek acelerariam a implementação da tecnologia.
“Qualquer um que reduza custos é, de fato, uma boa notícia para nós”, disse Fouquet. “Porque custos mais baixos significam que a IA pode ser usada em mais aplicações, mais aplicações significam mais chips. E estamos no negócio de fornecer equipamentos para pessoas que fabricam chips.”
Mais cedo, o Nikkei 225, fortemente voltado para tecnologia do Japão, fechou em alta de 1%, ajudado por uma recuperação nas ações de semicondutores e no investidor de IA SoftBank.
Em Tóquio, o fornecedor da Nvidia, Advantest, fechou em alta de 4,4%, enquanto a empresa de semicondutores Tokyo Electron subiu 2,3%. A SoftBank encerrou o dia com uma alta de 2,4%.
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Curso de Medicina Veterinária da Ufac promove 4ª edição do Universo VET — Universidade Federal do Acre
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29 de novembro de 2025As escolas da rede municipal realizam visitas guiadas aos espaços temáticos montados especialmente para o evento. A programação inclui dois planetários, salas ambientadas, mostras de esqueletos de animais, estudos de células, exposição de animais de fazenda, jogos educativos e outras atividades voltadas à popularização da ciência.
A pró-reitora de Inovação e Tecnologia, Almecina Balbino, acompanhou o evento. “O Universo VET evidencia três pilares fundamentais: pesquisa, que é a base do que fazemos; extensão, que leva o conhecimento para além dos muros da Ufac; e inovação, essencial para o avanço das áreas científicas”, afirmou. “Tecnologias como robótica e inteligência artificial mostram como a inovação transforma nossa capacidade de pesquisa e ensino.”
A coordenadora do Universo VET, professora Tamyres Izarelly, destacou o caráter formativo e extensionista da iniciativa. “Estamos na quarta edição e conseguimos atender à comunidade interna e externa, que está bastante engajada no projeto”, afirmou. “Todo o curso de Medicina Veterinária participa, além de colaboradores da Química, Engenharia Elétrica e outras áreas que abraçaram o projeto para complementá-lo.”
Ela também reforçou o compromisso da universidade com a democratização do conhecimento. “Nosso objetivo é proporcionar um dia diferente, com aprendizado, diversão, jogos e experiências que muitos estudantes não têm a oportunidade de vivenciar em sala de aula”, disse. “A extensão é um dos pilares da universidade, e é ela que move nossas ações aqui.”
A programação do Universo VET segue ao longo do dia, com atividades interativas para estudantes e visitantes.
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Doutorandos da Ufac elaboram plano de prevenção a incêndios no PZ — Universidade Federal do Acre
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27 de novembro de 2025Doutorandos do Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade e Biotecnologia da Amazônia Legal (Rede Bionorte) apresentaram, na última quarta-feira, 19, propostas para o primeiro Plano de Prevenção e Ações de Combate a Incêndios voltado ao campus sede e ao Parque Zoobotânico da Universidade Federal do Acre (Ufac). A atividade foi realizada na sala ambiente do PZ, como resultado da disciplina “Fundamentos de Geoinformação e Representação Gráfica para a Análise Ambiental”, ministrada pelo professor Rodrigo Serrano.
Entre os produtos apresentados estão o Mapa de Risco de Fogo, com análise de vegetação, áreas urbanas e tráfego humano, e o Mapa de Rotas e Pontos de Água, com trilhas de evacuação e açudes úteis no combate ao fogo.
O Parque Zoobotânico abriga 345 espécies florestais e 402 de fauna silvestre. As medidas visam garantir a segurança da área, que integra o patrimônio ambiental da universidade.
“É importante registrar essa iniciativa acadêmica voltada à proteção do Campus Sede e do PZ”, disse Harley Araújo da Silva, coordenador do Parque Zoobotânico. Ele destacou “a sensibilidade do professor Rodrigo Serrano ao propor o desenvolvimento do trabalho em uma área da própria universidade, permitindo que os doutorandos apliquem conhecimentos técnicos de forma concreta e contribuam diretamente para a gestão e segurança” do espaço.
Participaram da atividade os doutorandos Alessandro, Francisco Bezerra, Moisés, Norma, Daniela Silva Tamwing Aguilar, David Pedroza Guimarães, Luana Alencar de Lima, Richarlly da Costa Silva e Rodrigo da Gama de Santana. A equipe contou com apoio dos servidores Nilson Alves Brilhante, Plínio Carlos Mitoso e Francisco Félix Amaral.
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Ufac sedia 10ª edição do Seminário de Integração do PGEDA — Universidade Federal do Acre
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27 de novembro de 2025Coordenadora geral da Rede Educanorte, a professora Fátima Matos, da Universidade Federal do Pará (UFPA), destacou que o seminário tem como objetivo avaliar as atividades realizadas no semestre e planejar os próximos passos. “A cada semestre, realizamos o seminário em um dos polos do programa. Aqui em Rio Branco, estamos conhecendo de perto a dinâmica do polo da Ufac, aproximando a gestão da Rede da reitoria local e permitindo que professores, coordenadores e alunos compartilhem experiências”, explicou. Para ela, cada edição contribui para consolidar o programa. “É uma forma de dizer à sociedade que temos um doutorado potente em Educação. Cada visita fortalece os polos e amplia o impacto do programa em nossas cidades e na região Norte.”
Durante a cerimônia, o professor Mark Clark Assen de Carvalho, coordenador do polo Rio Branco, reforçou o papel da Ufac na Rede. “Em 2022, nos credenciamos com sete docentes e passamos a ser um polo. Hoje somos dez professores, sendo dois do Campus Floresta, e temos 27 doutorandos em andamento e mais 13 aprovados no edital de 2025. Isso representa um avanço importante na qualificação de pesquisadores da região”, afirmou.
Mark Clark explicou ainda que o seminário é um espaço estratégico. “Esse encontro é uma prática da Rede, realizado semestralmente, para avaliação das atividades e planejamento do que será desenvolvido no próximo quadriênio. A nossa expectativa é ampliar o conceito na Avaliação Quadrienal da Capes, pois esse modelo de doutorado em rede é único no país e tem impacto relevante na formação docente da região norte”, pontuou.
Representando a reitora Guida Aquino, o diretor de pós-graduação da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg), Lisandro Juno Soares, destacou o compromisso institucional com os programas em rede. “A Ufac tem se esforçado para estruturar tanto seus programas próprios quanto os consorciados. O Educanorte mostra que é possível, mesmo com limitações orçamentárias, fortalecer a pós-graduação, utilizando estratégias como captação de recursos por emendas parlamentares e parcerias com agências de fomento”, disse.
Lisandro também ressaltou os impactos sociais do programa. “Esses doutores e doutoras retornam às suas comunidades, fortalecem redes de ensino e inspiram novas gerações a seguir na pesquisa. É uma formação que também gera impacto social e econômico.”
A coordenadora regional da Rede Educanorte, professora Ney Cristina Monteiro, da Universidade Federal do Pará (UFPA), lembrou o esforço coletivo na criação do programa e reforçou o protagonismo da região norte. “O PGEDA é hoje o maior programa de pós-graduação da UFPA em número de docentes e discentes. Desde 2020, já formamos mais de 100 doutores. É um orgulho fazer parte dessa rede, que nasceu de uma mobilização conjunta das universidades amazônicas e que precisa ser fortalecida com melhores condições de funcionamento”, afirmou.
Participou também da mesa de abertura o vice-reitor da Ufac, Josimar Batista Ferreira.
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