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Eleição EUA: Americanos votaram contra a democracia – 06/11/2024 – Lúcia Guimarães

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Bem-vindos à campanha presidencial americana de 2028. A corrida nasceu nesta quarta-feira (6), já definida por uma certeza –a candidatura do vice-presidente eleito, J.D. Vance, pelo Partido Republicano.

A campanha começa também com uma incerteza garantida –a chance de realizar uma eleição presidencial livre e limpa se, nos próximos quatro anos, os vitoriosos Donald Trump e seu príncipe regente criarem o país Frankenstein que prometeram.

Os indivíduos e as instituições que protegeram os americanos dos mais baixos instintos de Trump, no primeiro mandato, não estão mais a postos. A Suprema Corte, aparelhada por Trump, garantiu, este ano, que ele não deve pagar pelos crimes federais que cometeu.

O ar que você respira em São Paulo, a seca na Amazônia e a violência letal das tempestades que matam em qualquer parte, tudo sofrerá o impacto do segundo retrocesso em consenso climático que vem por aí. Há dias Trump repetiu num comício que o aquecimento do planeta é um embuste.

O espaço aqui é curto para mencionar a lista de maldades prometidas a muitos que exerceram sua liberdade e reconduziram à Casa Branca o homem que Joe Biden, ao se eleger, em 2020, classificou de aberração na história americana.

O resultado desta eleição, quase quatro anos depois da violenta tentativa de golpe de Estado no Capitólio, deixa claro que a aberração é Joe Biden.

Mesmo uma vitória apertada de Kamala Harris não mudaria um presente que testa de maneira brutal a democracia americana. A duração insana das campanhas políticas –a deste novembro começou em janeiro de 2021. Não é possível restabelecer a confiança pública no Executivo e no Legislativo se todo o establishment político se mantém em campanha perpétua.

Nada muda, apenas piora, na interferência estrangeira nas eleições dos EUA. Não dá para botar a culpa na Rússia neste ano. Moscou teve relativo sucesso em produzir vídeos falsos e telefonou para algumas seções eleitorais na Geórgia fazendo ameaças de bomba. Mas, agora, o elenco cresceu. O Irã afiou seu talento hacker, e a China preferiu não chamar atenção, tentando influir nas eleições legislativas e combater o que vê como hostilidade bipartidária no Congresso.

Com ou sem Trump, continua o colapso da confiança em instituições dos três Poderes seguradores da saúde de uma república constitucional, que Trump ataca há quase uma década. Este gênio, tão cedo, não volta para a garrafa.

A julgar pelo que li e assisti depois do choque com o resultado, a mídia política americana vai se conferir imunidade pelo seu papel na ascensão e no retorno de Trump. E deve continuar a ignorar que dois adversários se enfrentaram nas urnas: a reality TV vendida por Trump, do país descrito como uma distópica lata de lixo, e a realidade da economia mais próspera do mundo desenvolvido, com farto emprego e pouco crime.

Em 2025, o país vai experimentar a primeira Presidência comprada pela oligarquia deste milênio, os barões do Vale do Silício. Vance é um ciborgue amestrado pelo bilionário Peter Thiel. Trump deixou evidente que vai escancarar a porta do governo para o destemperado Elon Musk se comportar como um touro indomável na loja de porcelana.

Não é preciso bola de cristal para prever que Musk não vai resistir a interferir na próxima eleição presidencial brasileira. E ele já é cortejado pela família responsável pela infâmia do nosso 8 de Janeiro. Acorda, Brasil.


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Licenciatura Indígena realiza defesa de TCCs em aldeias no Juruá — Universidade Federal do Acre

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1º Seminário Acadêmico de Apresentação de TCCs-2026 (2).png

O curso de Licenciatura Indígena, do campus Floresta da Ufac, realizou o 1º Seminário Acadêmico de Apresentação de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs). O evento possibilitou a defesa de 16 trabalhos nas aldeias Barão, da terra indígena Puyanawa, em Mâncio Lima (AC), e Morada Nova, na terra indígena Katukina/Kaxinawá, em Feijó (AC). As atividades ocorreram entre 25 de setembro e 2 de outubro, envolvendo estudantes, professores, egressos do curso, pós-graduandos e as comunidades locais.

Os TCCs defendidos nas aldeias são de autoria de discentes que ingressaram na Ufac em 2023 e deverão colar grau no início de 2027. Os temas das pesquisas contemplaram variados aspectos da vida indígena, abrangendo história, biografia, mitologia, organização política, território, medicina tradicional, grafismos, gênero, terminologias linguísticas, educação especial, atividade cinegética e rituais tradicionais.

A viabilização das defesas nas aldeias ocorreu pela primeira vez em 18 anos de existência da graduação e está de acordo com a pedagogia da alternância, pela qual parte da carga horária do curso é realizada nas comunidades indígenas dos alunos, por meio de pesquisa e extensão. Os recursos para realização do evento foram provenientes de projeto de extensão com o mesmo nome do seminário.

As bancas de avaliação foram compostas por docentes do curso, egressos de outras turmas da Licenciatura Indígena e egressos indígenas de outros cursos da Ufac, inclusive da pós-graduação. Também compuseram algumas bancas pessoas reconhecidas por suas comunidades com “notório saber”, expediente previsto no regulamento de TCC do curso. Além de familiares dos estudantes e moradores das aldeias, indígenas de outras etnias estiverem presentes no seminário.

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Organização

A atividade no município de Mâncio Lima, que é vizinho ao campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), ocorreu num só dia, em 25 de setembro, com a defesa de dois TCCs. Já para o evento em Feijó foi necessário um deslocamento de ônibus, com duração de quase seis horas, em 30 de setembro, até o porto da cidade. E, à noite, uma embarcação levou cerca de 20 pessoas até a aldeia Morada Nova, onde houve uma recepção musical para o grupo. Na manhã do dia seguinte começaram as defesas, que prosseguiram até 2 de outubro.

1º Seminário Acadêmico de Apresentação de TCCs-2026 (4).png



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Herbário da Ufac participa do 76º Congresso Nacional de Botânica — Universidade Federal do Acre

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Ufac no 76º Congresso Nacional de Botânica-2026 (2)x.png

A servidora Júlia Gomes da Silva, curadora do Herbário da Ufac, vinculado ao Parque Zoobotânico (PZ), representou a instituição no 76º Congresso Nacional de Botânica e 15º Encontro de Botânicos do Centro-Oeste, eventos ocorridos de 11 a 16 de outubro, em Campo Grande. Ela participou de mesa-redonda com apresentação das coleções dos herbários da região Norte.

Na ocasião, os curadores discutiram avanços, desafios estruturais e o futuro das coleções científicas do país. Durante sua exposição, Júlia conduziu o público por uma linha do tempo que remonta a 22 de outubro de 1979, data da primeira coleta registrada no campus-sede da Ufac: uma ‘Vismia’ (gênero científico de planta) coletada por L. Coêlho. Em razão desse registro, o herbário da Ufac comemora 47 anos nesta quinta-feira, 22.

Júlia destacou perspectivas importantes para o cenário científico acreano. Entre os projetos de destaque estão investimentos viabilizados via Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), incluindo a projeção de um novo prédio de cerca de 600 metros quadrados e a aquisição de armários compactadores modernos para garantir a preservação do acervo em longo prazo.

Também representaram a Ufac estudantes do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), e a professora Simone Reis. A universidade enviou 11 resumos, dos quais oito foram apresentados. O evento possibilitou a troca de experiência com botânicos do país e conversas sobre parcerias de trabalho, incluindo a realização de expedições para grupos de plantas pouco estudados no Acre.

Herbário

O Herbário da Ufac tem uma equipe técnica composta por Júlia Gomes da Silva, Izailene Saar e colaboradores, como a ex-curadora e atual vice-reitora Almecina Balbino, o técnico Davi Borges e estagiários. O acervo abriga preciosidades da flora amazônica e sul-americana, registrando a superação de gargalos históricos de digitalização e integrando atualmente plataformas globais de dados de biodiversidade, como o SpeciesLink e o Global Biodiversity Information Facility.

Entre os marcos recentes destacados está o avanço na informatização de milhares de registros e a aposta em inovações, como a participação na Rede de Herbários Espectrais da Amazônia, que utiliza a espectroscopia no infravermelho próximo (tecnologia NIR portátil) para otimizar a identificação de espécies diante da escassez de taxonomistas na região.

A informatização completa do acervo ainda está em processo e figura como um dos principais objetivos da equipe, que agradeceu à direção do PZ e à Ufac pelo apoio contínuo aos servidores e à coleção, além de exaltar o esforço coletivo dos bolsistas, voluntários e parceiros que documentam, protegem e estudam a flora e funga brasileira.



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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre

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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) realiza até esta sexta-feira, 23, a 3ª Semana Acadêmica de Física, no prédio do curso, no campus-sede, em Rio Branco. Iniciado nessa segunda-feira, 19, o evento retoma as atividades presenciais da semana acadêmica após seis anos de interrupção, causada pela pandemia de covid-19 e pela reorganização do calendário universitário.

A programação tem atrações abertas ao público, como oficinas de astronomia, observação do Sol com telescópio e um planetário móvel, instalado no segundo andar do prédio de Física. Há ainda palestras, apresentações de pesquisas de estudantes e minicursos práticos de elaboração de material didático, física experimental, criação de mapas, processamento de dados e sismologia.

Organizada em três eixos temáticos, a semana é voltada aos estudantes da licenciatura e do bacharelado em Física e do curso de Física Aplicada às Ciências da Terra. Os primeiros dias tiveram debates e palestras sobre o ensino de física e a formação docente. Em seguida, a programação trata de física pura, como mecânica quântica, relatividade e física de partículas, e termina com geofísica, astronomia e fenômenos naturais.

Segundo o coordenador do evento e professor do curso de Física, Victor Carreira, a retomada presencial reaproxima o curso da comunidade externa e das escolas de educação básica. Turmas do Instituto Federal do Acre visitaram a semana, e escolas da rede pública foram convidadas.

“A semana acadêmica é muito importante tanto para os nossos alunos quanto para a comunidade em geral de Rio Branco”, disse Carreira. “É uma oportunidade para jovens do ensino médio conhecerem a universidade e vivenciarem a ciência na prática.”

A cerimônia de encerramento ocorre nesta sexta-feira, 23, à tarde.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

 



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