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Eleições 2024: 11% dos eleitos são servidores públicos – 11/10/2024 – Poder

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Luany Galdeano

Servidores públicos foram 9,3% dos candidatos no pleito municipal deste ano, mas chegam a 11% dos eleitos, segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Destes, a maioria, ou 85%, venceu por partidos de centro, que saíram à frente nas eleições, ou por siglas mais à direita.

Servidores somam 11,5% dos eleitos em cargo de vereador neste ano, além de 5,7% dos prefeitos e 8,7% dos vices. As três siglas com maior número de profissionais públicos concorrendo ao pleito foram MDB, PSD e PP, que, ao todo, somaram 29% dos candidatos dessa categoria.

Entre as cidades que serão comandadas por servidores está Tatuí, em São Paulo, que terá Miguel Lopes (PSD) como prefeito. Lopes é professor de educação física da rede municipal. Na também paulista Miguelópolis, o cargo será ocupado pelo enfermeiro Julio do Carmo (PSB), vinculado à rede pública de saúde.

O PSB e o PT são as únicas agremiações mais à esquerda entre os dez partidos com maior número de servidores eleitos. Foram 409 e 330, respectivamente, candidatos que venceram a corrida.

O partido de Jair Bolsonaro (PL) é mais popular do que o do presidente Lula (PT) entre esses profissionais. Ao todo, 3.276 candidatos concorreram pelo PL, contra 2.214 que disputaram pelo PT. A sigla do ex-presidente teve 648 servidores públicos eleitos.

Candidatos de categorias ligadas a forças militares e de segurança são mais vinculadas a siglas de direita. O PL foi o partido com maior número de policiais, bombeiros e ex-membros das Forças Armadas, seguido pelo Republicanos e pelo União Brasil. Juntas, as agremiações foram responsáveis por 32% das candidaturas desses profissionais.

Joaquim Silva e Luna (PL), ex-ministro da Defesa e ex-presidente da Petrobras, é general da reserva no Exército e foi eleito prefeito de Foz do Iguaçu (PR). Já em Governador Valadares (MG), o cargo será ocupado por Sandro Lúcio Fonseca (PL), militar reformado. A coronel da Polícia Militar Adriana Duch (MDB) também foi eleita para uma prefeitura, em Itapeva (SP).

O PT liderou em candidaturas apenas entre servidores federais: foram 118 profissionais concorrendo a cargos pelo partido, seguido pelo MDB, com 82, e pelo PL, que teve 76. No entanto, somente 14 petistas se elegeram, o quarto melhor resultado entre os partidos.

A maioria dos candidatos são vinculados à administração municipal, de acordo com os dados do TSE. Ao todo, 30,4 mil profissionais dessa categoria concorreram ao pleito, equivalente a 73% do total de servidores públicos que se candidataram.

Partidos de esquerda têm menos capilaridade em municípios do que os de direita, segundo Bruno Marques Schaefer, professor de ciência política da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro). Agremiações como PT e PSOL enfrentam mais dificuldade para chegar ao interior porque têm seu surgimento vinculado a sindicatos e movimentos mais fortes em centros urbanos.

“No nível municipal, existe bastante variação. Em muitas cidades, a esquerda nem existe como força política relevante, então servidores e sindicatos precisam de outros tipos de conexão para fazer valer seus interesses”, diz Schaefer.

Segundo o professor, eleger servidores pode trazer vantagens. Esses profissionais já têm conhecimento sobre a máquina pública, o que facilitaria o encaminhamento de demandas. Ele afirma que, no entanto, ainda há ressalvas sobre isso, uma vez que é preciso ter mais evidências sobre o desempenho dessa categoria em cargos políticos.

Um estudo que avalia esse contexto foi publicado no ano passado, na revista American Political Science Review. A pesquisa mostrou que a eleição de policiais militares para vereadores em cidades brasileiras se relaciona com um aumento no número de homicídios nos municípios que os elegeram, em particular em áreas mais pobres.

Os dados do pleito municipal deste ano se assemelham ao último, de 2020, com uma variação para baixo. Na época, servidores públicos foram 8,9% dos candidatos e 11,4% dos eleitos.



Leia Mais: Folha

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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.

 



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