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Eleições 2026: CPI da fraude no INSS complica plan…

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Eleições 2026: CPI da fraude no INSS complica plan...

José Casado

A oposição anunciou uma comissão parlamentar de inquérito sobre o roubo nas aposentadorias. O Partido Liberal disse ter apoio formal de 171 deputados, pré-requisito para justificar uma CPI. A decisão sobre a comissão agora é do presidente da Câmara Hugo Motta.

Criação de CPI nunca é boa notícia para governo, qualquer que seja. Porém, no Palácio do Planalto e no Partido dos Trabalhadores há quem acredite que Lula até poderá se beneficiar de uma investigação parlamentar sobre roubalheira nas contas de sete milhões de aposentados e pensionistas — número estimado pelo próprio governo.

O argumento repetido é sobre a “chance” de divisão do ônus político com o governo anterior. Foi na administração do adversário Jair Bolsonaro, alega-se, que o INSS aceitou atuar como intermediário financeiro em benefício de entidades sindicais, agora sob suspeita de fraude bilionária nas aposentadorias e pensões.

Seria uma visão cândida, não fosse a preocupação que tenta dissimular. Dividir a culpa com a oposição pressupõe criar e manter uma comissão parlamentar de inquérito sob “controle” do governo. Bolsonaro tentou coisa parecida na CPI da pandemia. Deu no que deu.

Lula mantém prudente silêncio. Vai ser difícil convencê-lo de que é boa ideia submeter a confederação dos trabalhadores agrícolas (Contag) ou o sindicato dos aposentados (Sindnapi) a meses de devassa pública na Câmara. Na vice-presidência do sindicato está seu irmão mais velho, José Ferreira da Silva, 83 anos, conhecido como Frei Chico. E a dezena de entidades sindicais sob investigação policial mantém vínculos com partidos políticos, tanto governistas (PT e PDT) quando da oposição (Solidariedade).

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Relevante é a corrosão política iniciada pelo noticiário sobre a roubalheira nas aposentadorias e pensões e que poderá ser acelerada por uma CPI. É um complicador no plano de Lula para a eleição do ano que vem.

Há alguma semelhança com um episódio de 20 anos atrás: em 2005, o caso do mensalão atrapalhou Lula na campanha de reeleição, mas ele venceu.

A diferença está na natureza da crise. O mensalão era um episódio de corrupção entre governo e partidos associados no manejo do orçamento e dos contratos de empresas estatais. O roubo na folha de pagamento de aposentadorias e pensões atinge diretamente indivíduos, na maioria socialmente vulneráveis e com renda média de até dois salários mínimos .

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O caso é de interesse e tem repercussão garantida num público que o governo estima em 40 milhões de pessoas, todas com título de eleitor. É um segmento do eleitorado que há mais de três décadas está no foco de Lula, com promessas renovadas de reajuste de aposentadorias e pensões acima do índice oficial de inflação. Envolve uma agência federal, o INSS, de reputação questionável — há tempos mantém  centenas de milhares de pessoas na fila de espera para acesso ao sistema previdenciário.

A melhor notícia para o governo seria o veto do presidente da Câmara à instalação de uma CPI sobre a roubalheira no INSS. Antigamente daria certo, mas hoje as chances são praticamente nulas. A culpa é de Bolsonaro. Ele manobrou no Senado para que a CPI da pandemia não saísse do papel. A oposição, capitaneada pelo PT de Lula, recorreu ao Supremo Tribunal Federal. Venceu.



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OPINIÃO

Opinião: A ciranda troca de partidos e a busca por cargos públicos

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Foto de capa [arquivo pessoal]
Os parlamentares que mudam de partido – como macacos puladores de galho – ou se candidatam a outros cargos no Legislativo e no Executivo apenas para preservar privilégios demonstram desrespeito à República e deveriam sentir vergonha de tal conduta. Essa prática evidencia a ausência de compromisso ideológico e a busca incessante por posições de poder, transmitindo à sociedade a imagem de oportunistas movidos por conveniências pessoais. A política deveria ser encarada como missão cívica, exercício de cidadania e serviço transitório à nação. Encerrado o mandato, o retorno às profissões de origem seria saudável para a oxigenação da vida pública.  
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Infelizmente, o sistema político brasileiro está povoado por aqueles que veem na política não um espaço de serviço público, mas um negócio lucrativo. Como já destacou o jornal El País, ser político no Brasil é um grande negócio, dadas as vantagens conferidas e auferidas — e a constante movimentação de troca de partidos confirma essa percepção.  
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A cada eleição, o jogo se repete: alianças improváveis, trocas de legenda na janela partidária e negociações de bastidores que pouco têm a ver com as necessidades reais da população. Em vez de missão cívica, vemos aventureiros transformando a política em palco de interesses pessoais e cabide de empregos. A busca incessante pela reeleição e por cargos demonstra que, para muitos, a política deixou de ser a casa do povo e tornou-se um negócio.  
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Convém lembrar aos que se consideram úteis  e insubstituíveis à política que o cemitério guarda uma legião de ex-políticos esquecidos, cuja ausência jamais fez falta ao país.  
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As próximas eleições são a oportunidade para os eleitores moralizarem o Legislativo, elegendo apenas candidatos novos, sem os vícios da velha política, que tenham conduta ilibada e boa formação cultural. Por outro lado, diga não à reeleição política, aos trocadores de partidos, aos que interromperam o mandato para exercer cargos nos governos, e àqueles que já sofreram condenação na Justiça ou punição no Conselho de Ética do Legislativo. 
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Júlio César Cardoso
Servidor federal aposentado
Balneário Camboriú-SC

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POLÍTICA

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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