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Eleições alemãs antecipadas provavelmente enquanto Scholz demite ministro, coalizão entra em colapso | Notícias Eleitorais
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2 anos atrásem
Scholz chefiará um governo minoritário com parceiros de coligação, os Social-democratas e os Verdes, depois de demitir o seu ministro das Finanças dos Democratas Livres.
A coligação tripartidária no poder na Alemanha entrou em colapso depois de o chanceler Olaf Scholz ter demitido o seu ministro das Finanças, abrindo caminho para eleições antecipadas e desencadeando o caos político na maior economia da Europa.
Depois de demitir o ministro das Finanças, Christian Lindner, do partido Democratas Livres (FDP), na quarta-feira, Scholz deverá agora chefiar um governo minoritário com os seus social-democratas e os verdes.
O colapso da aliança política de Scholz encerra meses de disputas sobre a política orçamental e a direcção económica da Alemanha, com a popularidade do governo a afundar-se e as forças políticas de extrema-direita e extrema-esquerda a surgirem.
“Precisamos de um governo que seja capaz de agir, que tenha força para tomar as decisões necessárias para o nosso país”, disse Scholz aos jornalistas.
Scholz disse que demitiu Lindner por seu comportamento obstrutivo em disputas orçamentárias, acusando o ministro de colocar o partido à frente do país e de bloquear a legislação por motivos espúrios.
Bernard Smith, da Al Jazeera, reportando de Berlim, disse que nas últimas semanas, a coligação formada por Scholz tornou-se “cada vez mais tensa”.
“Implodiu espectacularmente esta noite, essencialmente porque Lindner queria cortar impostos e cortar benefícios para tentar melhorar a economia da Alemanha”, disse Smith, prevendo que Scholz está actualmente a caminho de perder o voto de confiança convocado para Janeiro.
Agora, o chanceler terá de contar com maiorias parlamentares remendadas para aprovar legislação e a sua planeada votação parlamentar sobre a confiança no seu governo, que está marcada para 15 de Janeiro, poderá desencadear eleições antecipadas no final de Março.
Mais urgentemente, Scholz disse que iria pedir a Friedrich Merz, líder dos conservadores da oposição que estão muito à frente nas sondagens, apoio na aprovação do orçamento e no aumento dos gastos militares. Merz deve responder em entrevista coletiva na manhã de quinta-feira.
Falando depois de Scholz, Lindner disse que o chanceler tentou forçá-lo a quebrar um limite de gastos constitucionalmente consagrado, conhecido como freio à dívida, uma medida que Lindner, um falcão fiscal, se recusou a apoiar.
“Olaf Scholz recusa-se a reconhecer que o nosso país precisa de um novo modelo económico”, disse Lindner aos jornalistas. “Olaf Scholz mostrou que não tem forças para dar um novo impulso ao seu país.”
A crise governamental da Alemanha ocorreu poucas horas depois da eleição de Donald Trump como presidente dos EUA, e enquanto a Europa lutava para formar uma resposta unida sobre questões que iam desde possíveis novas tarifas dos EUA até A guerra da Rússia na Ucrânia e o futuro da aliança da OTAN. Também ocorreu num momento crítico para a Alemanha, que enfrenta uma economia estagnada, infraestruturas envelhecidas e um exército despreparado.
Uma mudança política poderá aumentar a crescente frustração com os principais partidos da Alemanha, em benefício dos movimentos populistas mais jovens, incluindo a Alternativa para a Alemanha (AfD), anti-imigrante e de extrema-direita.
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.
Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.
Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.
O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.
“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.
A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.
“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.
Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.
A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.
Fhagner Soares – Estagiário
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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.
A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).
O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.
Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.
“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.
O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.
Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.
Fhagner Soares – Estagiário
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