NOSSAS REDES

ACRE

Eleições EUA: entenda o tamanho da vitória de Trump – 08/11/2024 – Mundo

PUBLICADO

em

Júlia Barbon

O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, voltará à Casa Branca com uma série de vitórias para chamar de suas. Será reconduzido ao cargo em janeiro com o melhor desempenho do Partido Republicano nas urnas em 20 anos e com maiorias no Legislativo, nos governos estaduais e na Suprema Corte.

Além disso, será lembrado como o principal responsável por uma guinada expressiva à direita no país. Mesmo após um governo conturbado, o ex-presidente conseguiu avançar sobre cidades e eleitorados antes considerados monopólios do Partido Democrata —do atual presidente, Joe Biden, e de sua vice agora derrotada, Kamala Harris.

Para começar, ele angariou o apoio da maioria da população (50,7% dos votos populares), marca que nenhum candidato de seu grupo político conseguiu atingir depois de George W. Bush, em 2004. E ainda teve uma vitória mais folgada que a do antecessor, de três pontos percentuais.

Trump chegou lá conquistando cinco dos estados-pêndulo que já concluíram a apuração (Geórgia, Michigan, Carolina do Norte, Pensilvânia e Wisconsin) e está bem à frente nos dois que ainda não terminaram a contagem (Arizona e Nevada). Há pelo menos três eleições um candidato não obtém uma vitória assim, em todos os estados-chave.

Além dessas áreas, ele progrediu em grandes cidades onde democratas costumavam ganhar por mais de 50 pontos percentuais de vantagem, caso de Chicago, Los Angeles, Nova York e a vizinha Jersey City, no estado de Nova Jersey.

Outro reduto adversário que Trump conseguiu virar foi o sul do Texas, conquistando 12 dos 14 condados ao longo da fronteira com o México e fazendo avanços significativos até mesmo em El Paso, a maior cidade dessa região. Em 2016, ele havia vencido em apenas cinco.

Seu apoio na região é o exemplo mais marcante do deslocamento de parte dos eleitores hispânicos (que são 15% do total e só crescem) e da classe trabalhadora ao republicano. Trump teve o maior apoio de seu partido entre o eleitorado latino desde 1976, início da série histórica das pesquisas de boca de urna.

Isso após uma campanha marcada por ataques a imigrantes, acusados pelo republicano de “envenenar o sangue da nação” e frequentemente associados, a despeito das evidências, à criminalidade. Há uma certa diferenciação cultural no país por parte dos que se consideram americanos latinos em relação aos estrangeiros que acabam de chegar, o que foi explorado pela campanha Trump.

Quando considerados apenas homens latinos, o ex-presidente conseguiu virar o jogo. Depois de perder o grupo por uma margem de 23 pontos na disputa de 2020, ele agora venceu com uma folgada diferença de 12 pontos percentuais.

Com um discurso predominantemente masculino, Trump também reduziu a desvantagem entre homens negros, o que lhe deu uma média de cinco pontos percentuais a mais entre negros em geral, se comparado a oito anos atrás. Nesse período ele quase triplicou seus votos no bairro do Bronx, em Nova York, de 38 mil para 92 mil.

Nessas eleições, o Partido Republicano ainda conseguiu recuperar o controle do Senado, pelo menos pelos próximos dois anos, depois de perder sua maioria em 2020. Seu partido, que já ocupava 38 cadeiras que não estavam em disputa, elegeu até o momento 15 senadores. Tem, assim, 53 assentos, acima dos 51 considerados maioria na Casa.

Já na Câmara, ainda não se sabe quem terá o controle, com a apuração a passos lentos em 25 distritos, a maioria nos estados da Califórnia e Arizona. Mas, até a noite desta sexta (8), os republicanos haviam conseguido 212 cadeiras, contra 199 dos democratas, estando a seis vagas de formar maioria.

Os resultados estaduais também formam um cenário favorável à legenda, que manteve 27 dos 50 governadores. Entre os 11 estados que estavam em disputa, os republicanos ganharam em 8, contrariando pesquisas que indicavam a possibilidade de virada em New Hampshire e Indiana. O mapa, portanto, continuou igual.

Além do Legislativo e dos governadores, ao vencer, Trump garantiu a chance de assegurar o predomínio das indicações do seu partido na Suprema Corte por décadas. Após provocar uma guinada à direita no Tribunal, com três nomeações em seu primeiro mandato (2017-2021), agora há ao menos duas potenciais indicações em jogo.

Essa maioria conservadora foi o que permitiu, por exemplo, que a Suprema Corte revertesse a decisão histórica de Roe vs. Wade, que garantia o direito ao aborto em âmbito nacional. O tema era uma das principais armas da campanha de Kamala contra Trump, que desviou do assunto ao dizer que deixaria as decisões a cargo de cada estado.



Leia Mais: Folha

Advertisement
Comentários

Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48

You must be logged in to post a comment Login

Comente aqui

ACRE

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose-interna.jpg

A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

MAIS LIDAS