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Eleições EUA: país fecha primeiras urnas e começa apuração – 05/11/2024 – Mundo

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Júlia Barbon, Julia Chaib, Fernanda Perrin, Patrícia Campos Mello, Diogo Bercito

A Geórgia foi o primeiro estado-pêndulo a fechar suas urnas nos Estados Unidos, e o dia tranquilo de votação, com um caso pontual de confusão, deu lugar à ansiedade diante da corrida eleitoral apertada entre Kamala Harris e Donald Trump à Presidência do país.

Com um sistema eleitoral que pode demorar dias para contabilizar os votos, os americanos entram em estado de espera para saber se terão sua primeira mulher presidente ou se verão o controverso líder retornar à Casa Branca.

A votação se estende até as 3h desta quarta-feira (6), no horário de Brasília, quando se encerram os trabalhos no estado do Alasca. Mas os votos por correio, as regras estaduais diferentes e o acirramento da disputa podem atrasar nome do vencedor.

Os dados serão atualizados em tempo real na Folha, em mapas que trazem a votação em todo país e em cada estado, além do resultado por número de delegados. Será possível conferir também a apuração para a Câmara dos Representantes, de senadores e dos governadores de 11 estados.

A principal expectativa está nos sete estados-pêndulo que podem definir as eleições, nos quais a votação termina em diferentes horários: além da Geórgia, Carolina do Norte (21h30), Pensilvânia (22h), Arizona, Michigan, Wisconsin (23h) e Nevada (0h).

O dia D da votação se deu, no geral, sem grandes ocorrências nesta terça. O maior transtorno se deu na própria Geórgia, onde falsas ameaças de atentados a bomba, enviadas de endereços de email da Rússia, fizeram um local de votação nos arredores da capital Atlanta ser evacuado por uma hora.

Foram ao todo seis ameaças mirando seções eleitorais majoritariamente democratas, que foram reabertas após o FBI e a polícia local checarem a falsidade das ameaças. A autoria está sendo investigada —a origem do e-mail não prova o envolvimento de russos na ação.

Eleitores afirmaram que se tratava de uma tentativa de assustá-los, e o secretário de Estado da Geórgia, o republicano Brad Raffensperger, afirmou: “A Geórgia não será intimidada. A Rússia resolveu brigar com a Geórgia errada”, referindo-se ao país homônimo que integrava a antiga União Soviética.

Raffensperger foi o secretário de Estado pressionado por Trump na eleição de 2020 a “achar 11.780 votos” para mudar o resultado da eleição no estado, onde Joe Biden ganhou. Ele resistiu às pressões, que originaram uma investigação criminal contra o ex-presidente.

Donald Trump votou na cidade de West Palm Beach, na Flórida, onde disse a jornalistas: “Se for uma eleição justa, eu seria o primeiro a reconhecer [o resultado]”, tocando em um dos assuntos que geram mais expectativa no momento.

Já Kamala Harris, que votou antecipadamente por correio, disse que não vai se deixar levar por insultos. “Não vou me distrair com esse barulho”, declarou ela em entrevista a uma rádio de Atlanta, em reação ao candidato a vice oponente, J. D. Vance, que a chamou de lixo na véspera do pleito.

O republicano acompanha o fechamento das urnas em casa, no resort de luxo Mar-a-Lago, com a família e amigos, e depois deve seguir para um centro de convenções onde espera que compareçam cerca de 5.000 apoiadores para seguir a apuração.

A democrata, por sua vez, assistirá à contagem na capital federal Washington, no campus da histórica Universidade Howard, apelidada de “Harvard negra” e bastião da intelectualidade negra onde ela se graduou em 1986.



Leia Mais: Folha

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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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