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Em 2 meses, mais de 32 mil pessoas passaram pela rodoviária de Rio Branco e movimentaram segmentos do turismo no Acre

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Tácita Muniz

Um balanço feito pela Rodoviária Internacional de Rio Branco mostrou que, nos últimos dois meses de 2024, passaram pelo terminal 32,2 mil passageiros. Os dados são da administração da unidade e apontam um aumento de 10% com relação ao mesmo período do ano passado, já que, entre novembro e dezembro de 2023, 29,2 mil pessoas passaram pelo terminal.

Mais de 32 mil pessoas passaram pela rodoviária de Rio Branco entre novembro e dezembro de 2024. Foto: Tácita Muniz/Secom

A maior parte dessas viagens, durante o recesso de fim de ano, foi para estados vizinhos, como Rondônia, ou até para turismo interno no estado. A Secretaria de Turismo e Empreendedorismo (Sete) atribui esse número aos incentivos e fomentos que o Acre tem dado ao setor.

“Durante o período de recesso de fim de ano, muitas famílias viajam para passar férias ou rever familiares e amigos em outras cidades ou estados. No Acre não seria diferente. Muitos acreanos saem dos seus municípios para visitar outras cidades do estado e de fora, assim como turistas vêm ao Acre revisitar ou conhecer e aproveitam para vivenciar outras culturas e descobrir as belezas que o estado tem a oferecer”, explica o secretário da pasta, Marcelo Messias.

Essa movimentação afeta mais de 50 segmentos ligados ao turismo, como a economia local. Cruzeiro do Sul, por exemplo, é um dos destinos mais procurados,  devido aos seus espaços naturais, como o Rio Croa, que, já nos primeiros dias de janeiro registrou, em um único dia, mais de 400 pessoas. Ainda, durante o recesso de fim de ano e o primeiro fim de semana de janeiro, foram pelo menos 2,5 mil pessoas circulando pelo local.

Tapete Verde, no Rio Croa, é um dos principais atrativos. Foto: Marcos Vicentti/Secom

Desde julho de 2023, a comunidade do Rio Croa conta com internet, fruto de uma parceria do governo do Estado com a empresa Omegasul. Um detalhe que faz a diferença, porque os visitantes, do próprio local divulgam as belezas da região.

Foi o que fez o blogueiro Rafael Cavalcante, que esteve na comunidade no dia 27 de dezembro e exibiu detalhes do passeio em sua rede social. Com bom humor, mostrou um dos restaurantes que atendem o público e deu a dica para seus mais de 24 mil seguidores: “Conheça um pouco deste paraíso”.

O secretário Marcelo Messias destaca ainda que somente o Rio Croa, na segunda maior cidade do estado, tem recebido uma média diária de 200 turistas.

“A divulgação dos nossos atrativos nas redes sociais, meios de comunicação, feiras e eventos regionais têm contribuído para despertar o interesse do acreano em conhecer o próprio estado com o olhar de turista. Isso é muito bacana e fortalece o sentido de pertencimento, aumenta o orgulho de ser acreano e o fato de termos tantas belezas naturais, culturais e uma história singular”, avalia.

Maria Damiana Cunha é dona de restaurante no Rio Croa. Foto: Diego Silva/Secom

Turismo internacional

Conhecido pela riqueza de sua cultura, culinária e história, o estado acreano tem chamado cada vez mais a atenção do mundo e se tornado atrativo para quem sonha em conhecer parte da Amazônia, sendo um território que oferece uma imersão nos conhecimentos tradicionais, preservação e valorização histórica. Isso se reflete nos dados divulgados pelo Ministério do Turismo, Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur) e pela Polícia Federal (PF), que apontam que 19,8 mil turistas internacionais visitaram o Acre em 2024.

Secretário de Turismo, Marcelo Messias atribui aumento de visitações ao trabalho desenvolvido pela Sete, de divulgação do estado e sentimento de pertencimento. Foto: Marcos Vicentti/Secom

O número representa, segundo o levantamento, um aumento de 15,4% em comparação com 2023. Somente em dezembro, 1.714 estrangeiros visitaram o Acre. Segundo o Mapa do Turismo Brasileiro, atualmente sete cidades do Acre são trabalhadas prioritariamente pelo Ministério do Turismo, no âmbito do desenvolvimento das políticas públicas.

Assis Brasil, Cruzeiro do Sul, Epitaciolândia, Rio Branco, Rodrigues Alves, Tarauacá e Xapuri estão categorizadas como Caminhos do Pacífico, das Aldeias e Biodiversidade e da Revolução.

Rotas que, de acordo com a Sete, movimentam mais de 50 segmentos, fortalecem as culturas locais pela sua floresta, história, culinária e artesanato, permeando o turismo de observação de aves, de aventura, ecológico, religioso, de negócios, etnoturismo e de experiência, entre tantas outras possibilidades do setor, atraindo visitantes de diversos lugares.

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PZ e Corpo de Bombeiros fazem curso de combate a incêndio florestal — Universidade Federal do Acre

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O Parque Zoobotânico (PZ), da Ufac, e o Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBM-AC) realizaram o curso Brigada de Incêndio Florestal, ministrado pelo Sargento Filipe Lima. A capacitação ocorreu na quinta-feira, 10, e sexta-feira, 11, no PZ, campus-sede, reunindo 35 participantes de setores da universidade, dos cursos de Engenharia Florestal, Biologia e Geografia, do doutorado da Rede Bionorte e da comunidade externa, que receberão certificado emitido pelo CBM-AC.

O primeiro dia foi de aulas teóricas sobre conceitos fundamentais, como triângulo do fogo, diferentes tipos de incêndio e técnicas de prevenção. No segundo dia ocorreram atividades práticas, com manuseio e manutenção de equipamentos de combate a incêndio, além de exercícios de campo simulando situações reais de combate e prevenção a incêndios florestais.

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O diretor do PZ, Harley Araújo da Silva, destacou que a iniciativa tem relação direta com os mais de 188 hectares de área florestal do campus-sede, tendo o PZ como o maior fragmento de floresta preservada. “Formar brigadistas preparados para atuar na prevenção e no combate a incêndios florestais é parte essencial do cuidado com esse patrimônio ambiental, tanto para a universidade quanto para as comunidades do entorno.”



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V Simpósio de Ciências Ambientais da Amazônia Sul Ocidental e o II Simpósio de Ciências Agrárias do Vale do Juruá

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Livro reúne pesquisas da Ufac sobre teatro e saberes da floresta — Universidade Federal do Acre

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O professor, pesquisador e artista Flavio da Conceição, da Ufac, organizou o livro “Teatro do Oprimido e as Pedagogias das Florestas” (Mundo Contemporâneo; Edufac, 452 p.), que foi lançado na sexta-feira, 11, durante a 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

A obra é resultado de cerca de dez anos de pesquisas desenvolvidas na universidade, reunindo experiências que relacionam a metodologia teatral aos conhecimentos tradicionais da Amazônia. “Apresentamos o Acre como produtor de conhecimento e como semente de um pensamento que pode inspirar outros professores e artistas no resto do Brasil e do mundo”, afirmou Flavio.

As pesquisas que deram origem ao livro começaram após a chegada do professor ao Acre e à Ufac, em 2017. O contato com experiências amazônicas, estudantes filhos de seringueiros e indígenas e conhecimentos tradicionais da floresta levou o pesquisador a rever sua prática com o método Teatro do Oprimido, idealizado por Augusto Boal. A partir dessas vivências, os projetos passaram a investigar como a metodologia poderia ser afetada por esses saberes.

Os estudos teóricos e práticos foram desenvolvidos pelo programa de pesquisa e extensão Gesto da Floresta, criado e coordenado por Flavio através de projetos de iniciação científica e extensão. As atividades envolveram comunidades periféricas de Rio Branco, como Calafate e Cidade do Povo, parcerias com comunidades tradicionais hunikuin e shanenawa e experiências relacionadas ao santo-daime, à Barquinha e à ayahuasca.

Estudantes de graduação e pós-graduação participaram dos projetos e das pesquisas e alguns assinam artigos na publicação. O trabalho também contou com a contribuição de parceiros de outras cidades, países e territórios. Para o organizador, os alunos são coautores das experiências que contribuíram para a construção da proposta das pedagogias das florestas.

Antes da programação em São Paulo, o livro foi apresentado em 3 de setembro, no Rio de Janeiro, durante a 12ª Jornada Internacional de Teatro do Oprimido e Universidade. As atividades integram o projeto Gesto Semeando Cidadania, que conta com apoio do Pulitzer Center.



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