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em Baku, o primeiro-ministro britânico Keir Starmer quer retomar a “liderança climática”
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Keir Starmer prometeu quando chegou a Downing Street no verão passado, que o primeiro-ministro trabalhista quer adotar a abordagem oposta ao seu antecessor conservador, Rishi Sunak, tornando o Reino Unido novamente um país “na vanguarda” da transição climática. Terça-feira, 12 de novembro, de Baku, sede da COP29, o líder britânico anunciou uma meta ambiciosa para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa em pelo menos 81% até 2035 em comparação com os níveis de 1990, a meta provisória anterior do país era uma redução de 68% nas emissões de gases com efeito de estufa até 2030 – sendo o objectivo ainda alcançar a neutralidade carbónica em 2050.
“Nesta COP, o Reino Unido está enviando uma mensagem clara (…): somos um parceiro fundamental para outros países, para investidores e empreendedores, e estamos renovando a nossa liderança climática”sublinhou Keir Starmer, da capital do Azerbaijão, sendo o britânico um dos raros líderes ocidentais a ter feito a viagem às costas do Cáspio (ao contrário do presidente Emmanuel Macron ou do chanceler alemão, Olaf Scholz). O contraste é impressionante com Rishi Sunak, que, ao chegar a Downing Street no outono de 2022, inicialmente descartou a participação na COP27 (em Sharm El-Sheikh, Egito) antes de mudar de ideia para pôr fim ao início de uma controvérsia.
O funcionário eleito conservador posteriormente adiou de 2030 para 2035 a proibição da venda de automóveis novos a gasolina ou diesel, ou mesmo recusou-se a facilitar o estabelecimento de parques eólicos onshore, na esperança de obter votos da extrema direita (sem muito sucesso, tendo em conta o fracasso dos conservadores nas eleições gerais de Julho passado). Para Starmer, que fez do crescimento a sua “primeira prioridade”assumir a liderança na transição climática permitirá “criar empregos melhores”, de “contas mais baixas” dos britânicos ou para dotar o país “tecnologias do futuro”. Também coloca a ambição climática do país sob o signo da segurança: “Não há segurança nacional, nem segurança global, sem segurança climática”garantiu o dirigente, em Baku.
“Um passo na direção certa”
A nova Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) do Reino Unido está em linha com a recomendação da Comissão para as Alterações Climáticas (CCC), um órgão independente que aconselha o governo na sua política climática. O CCC decidiu em Outubro que uma redução de 81% nas emissões até 2035 era realista. O governo Starmer já anunciou que pretendia alcançar uma produção energética nacional totalmente isenta de carbono até 2030, graças, em particular, a um aumento maciço da capacidade de produção dos parques eólicos no Mar do Norte. A última central eléctrica a carvão do país fechou as portas no dia 30 de Setembro, em Ratcliffe-on-Soar, em Nottinghamshire.
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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre
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23 de junho de 2026O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.
O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.
A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.
O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre
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16 de junho de 2026
A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.
A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.
O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.
O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.
Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.
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