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Em Cavaillon, dois suspeitos presos pelo incêndio de quatro viaturas policiais
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Dois homens de 19 e 24 anos foram indiciados e presos no domingo por o incêndio de quatro viaturas policiais em Cavaillon (Vaucluse), onde estava em curso uma operação antidrogas, anunciou o procurador de Avignon na segunda-feira, 14 de outubro.
Os dois suspeitos, da região de Paris, foram detidos no dia 9 de outubro, mesmo dia do incêndio, e a investigação “ permitiu estabelecer ligações entre o incêndio criminoso e diversas detenções por tráfico de drogas realizadas entre 1é e 9 de outubro na mesma cidade de Cavaillonespecificou a promotora pública de Avignon, Florence Galtier, em comunicado de imprensa.
Na noite de 8 para 9 de outubro, três carros de polícia serigrafados e um veículo sem identificação, estacionados em frente à delegacia de Cavaillon, foram completamente destruídos pelo incêndio que não causou feridos, mas danificou significativamente as fachadas da delegacia e. uma imobiliária vizinha.
Segundo um representante do sindicato policial Aliança, três policiais, presentes na delegacia no momento do incêndio, haviam sido “aterrorizado”. Foi imediatamente aberta investigação por destruição de bens por meios perigosos, por quadrilha organizada, em detrimento de titular de autoridade pública. Trata-se de actos criminosos puníveis com vinte anos de prisão e/ou multa de 150 mil euros, recordou segunda-feira M.meu Galtier.
Segundo fonte próxima do caso, os dois suspeitos eram conhecidos da polícia e já tinham sido detidos em setembro no âmbito de outra investigação por “invasão de domicílio e posse de drogas”. Segundo esta mesma fonte, “roupas com vestígios de hidrocarbonetos” foram encontrados durante uma busca, o que permitiu estabelecer uma possível ligação com o incêndio dos carros da polícia. As análises laboratoriais “confirmou esses elementos”segundo a fonte, que especifica que os dois homens negaram os factos durante a audiência.
Operação “Limpar espaço”
Este incêndio, ocorrido no meio de uma operação de “liberação” contra um ponto de venda local de drogas, provocou fortes reações. O diretor interdepartamental da polícia nacional, Emmanuel Desjars de Keranrouë, estimou que o« ataque “ provavelmente caiu “retaliação pela ação policial” contra o tráfico de drogas nesta cidade de pouco mais de 25 mil habitantes.
Como parte desta operação de “libertação” nas últimas semanas, 25 pessoas foram detidas pela polícia, “Apreendidos 20 mil euros, 15 quilos de cannabis, 6 quilos de cocaína, cerca de dez armas, armas longas, pistolas também apreendidas”ele esclareceu.
“O Estado não se deixará intimidar e intensificaremos a nossa luta contra o banditismo das drogas”reagiu o ministro do Interior, Bruno Retailleau, que anunciou o envio da Companhia Republicana de Segurança (CRS) 81, especializada em situações de emergência. O Ministro Delegado encarregado da segurança diária, Nicolas Daragon, também esteve em Cavaillon no dia 10 de outubro.
Segundo o prefeito de Vaucluse, Thierry Suquet, uma primeira unidade do CRS 81, cerca de quarenta homens, chegou a Cavaillon na noite do dia 9, sendo esperada uma segunda no dia seguinte. Questionada na segunda-feira se esses reforços ainda estavam presentes, a prefeitura não respondeu imediatamente.
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No Sudeste, Marselha, cidade portuária, é historicamente uma área de tráfico, principalmente de drogas. Mas, nos últimos anos, as cidades de média dimensão registaram um aumento do trânsito e da violência que o acompanha, especialmente ao longo do vale do Ródano, e particularmente em Vaucluse, em Avinhão, Cavaillon e Carpentras.
O mundo com AFP
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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10 horas atrásem
9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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