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Em Chamonix, o clube de esqui alpino decidiu “fazer a sua modesta parte” face às alterações climáticas
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O clube de esqui alpino de Chamonix (Alta Sabóia) tornou-se, em maio, o primeiro clube desta modalidade a obter o rótulo “Fair Play for Planet”, materializando uma reflexão e uma mudança de práticas realizadas durante três anos dentro da estrutura em torno do clima mudar. O clube que, segundo um comunicado de imprensa, pretende “treinar a nova geração de competidores de esqui alpino”também deseja incentivar uma nova relação com a montanha e os desportos de inverno para permitir a prática sustentável.
Nesta cidade de cerca de 8.600 habitantes situada no vale do Arve e muito preocupada com a poluição ligada ao tráfego rodoviário, os entusiastas do esqui – e residentes – estão na linha de frente enfrentando o “mudanças inevitáveis” que afectam visivelmente o seu ambiente directo.
Stéphane Balmat, gerente voluntário da Chamonix Ski Alpin Racing, 56 anos e residente de Chamonix desde sempre, observa com “uma tristeza abismal” os efeitos do aquecimento global. Da sua janela, ele observa, com amargura, o derretimento da geleira Bossons. “É como se a Torre Eiffel diminuísse de ano para ano. Hoje teria perdido o terceiro andar e já o início do segundo”, explica o homem que já viu esta geleira recuar um quilômetro desde a adolescência.
Medalhas substituídas por abetos para plantar
A partir de novembro de 2021, após observarem a degradação do meio ambiente durante os cursos de verão nas geleiras, os dirigentes do clube de esqui, muitos deles nascidos em Chamonix, optaram por agir. “Decidimos fazer a nossa modesta parte”, explica Stéphane Balmat, que cita o sociólogo, antropólogo e filósofo francês Bruno Latour: “Assumir a responsabilidade, por cada território, pelo mundo em que vivemos, ligando-o explicitamente ao mundo em que vivemos” (Bruno Latour e Nicolaj Schultz, Memorando sobre a nova turma ecológico, edições La Découverte, 2022).
A associação compromete-se inicialmente a sensibilizar os 190 jovens que forma através da organização de workshops. A principal alavanca para a melhoria continua a ser o transporte – “nosso vale nos obriga a pegar o carro”, lamenta Stéphane Balmat – foi criado um sistema de partilha de boleias e a utilização do comboio é incentivada.
Durante as competições, as taças e medalhas prometidas aos melhores são simbolicamente substituídas por pequenos abetos para plantar, em parceria com um viveirista do vale. E os troféus são feitos de madeira reciclada, feita por um voluntário do clube. Os bastões de slalom também são reciclados. É escolhido um fornecedor de roupas mais virtuoso. E um “gestão fundamentada” são colocados pares de esquis, partilhando-os entre as crianças e mantendo-os da melhor forma possível, para prolongar a sua vida útil.
“Utilizar o poder do desporto na transição ecológica”
O clube estabeleceu a sua primeira pegada de carbono durante o ano 2022-2023: 62 toneladas de CO2 emitido, o equivalente ao consumo anual de dez franceses. Apesar dos esforços empreendidos, observou-se um ligeiro aumento em 2023-2024 (64 toneladas de CO2 publicado). A estrutura visa manter pelo menos um balanço estável nos próximos anos.
Em maio, após duas auditorias realizadas no local, o clube de esqui de Chamonix obteve o selo “Fair Play para o Planeta”. Esta certificação, criada pelo antigo internacional francês de rugby Julien Pierre, apresenta-se como “o primeiro rótulo eco-responsável por clubes, locais e eventos esportivos ».
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Atribuído por dois anos por um valor entre 3.500 e 10.000 euros, é atribuído com base numa lista de 350 critérios. Julien Pierre explica que tomou esta iniciativa para “usar o poder do esporte na transição ecológica” Co-construído com a Agência de Meio Ambiente e Gestão de Energia, o selo premiou notavelmente o Olympique Lyonnais em maio de 2021.
Apesar das ações realizadas à sua escala e da obtenção deste rótulo que sublinha os esforços realizados, o diretor do clube de esqui alpino de Chamonix, citando uma figura do Painel Intergovernamental sobre as Alterações Climáticas (IPCC), alerta alarmista: « 1 kg de CO2 emitido, ou 10 quilômetros de carro, são 15 kg de gelo que derrete. »
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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