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Em Cruzeiro do Sul, detendo morre no PS após passar mal dentro cela

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O detento Omaico da Silva, de 28 anos, morreu na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital do Juruá, em Cruzeiro do Sul, após passar mal dentro de umas das celas do Presídio Manoel Neri. O detento cumpria pena por roubo e estava no bloco 4 da unidade prisional, onde não têm pessoas com envolvimento com facções criminosas, de acordo com a direção da unidade.

O diretor do presídio, Elves Barros, explicou que no sábado (17), por volta das 22h, a equipe foi acionada com a informação de que um detentos estava passando mal na cela.

“Infelizmente, tivemos mais uma ocorrência, já fazia muito tempo que a gente não tinha ocorrência com óbito. Quando a equipe chegou na cela, o preso estava convulsionando, meio que alterado, se debatendo. A equipe fez logo o deslocamento, tendo em vista à gravidade da situação, fez logo o deslocamento dele para o pronto-socorro. Chegando no PS, por volta de 23h, o médico fez a avaliação dele. Na madrugada de domingo (18), o preso foi conduzido à Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e, pela manhã, recebi a informação de que ele tinha ido a óbito com o agravamento dos sintomas.”

O diretor da unidade prisional disse ainda que o detento nunca tinha apresentado nenhum tipo de doença e que ele era, aparentemente, sadio.

“A equipe deslocou todos os presos para que a gente possa descartar todas as possibilidades, para que a gente possa ver o que realmente aconteceu. O fato é que foi feito exame de corpo de delito, foi dado o laudo médico, inclusive com a causa da morte desconhecida colocada pelo médico, e estamos nessa incógnita de verificarmos os fatos como realmente eles aconteceram. Ainda estamos em processo aberto, processo de ocorrência. A nossa equipe de coordenadores de Segurança está com a ocorrência em andamento e, futuramente, vamos dar uma resposta do que realmente aconteceu.”

Barros reforçou que em nenhum momento houve omissão de socorro. “Não houve, em nenhum momento, omissão de socorro. Nós, prontamente, conduzimos o preso para o presídio. O preso nunca tinha aparentado nenhuma alteração, nunca tínhamos tido problema com relação a esse detento”, finalizou.

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PZ e Corpo de Bombeiros fazem curso de combate a incêndio florestal — Universidade Federal do Acre

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O Parque Zoobotânico (PZ), da Ufac, e o Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBM-AC) realizaram o curso Brigada de Incêndio Florestal, ministrado pelo Sargento Filipe Lima. A capacitação ocorreu na quinta-feira, 10, e sexta-feira, 11, no PZ, campus-sede, reunindo 35 participantes de setores da universidade, dos cursos de Engenharia Florestal, Biologia e Geografia, do doutorado da Rede Bionorte e da comunidade externa, que receberão certificado emitido pelo CBM-AC.

O primeiro dia foi de aulas teóricas sobre conceitos fundamentais, como triângulo do fogo, diferentes tipos de incêndio e técnicas de prevenção. No segundo dia ocorreram atividades práticas, com manuseio e manutenção de equipamentos de combate a incêndio, além de exercícios de campo simulando situações reais de combate e prevenção a incêndios florestais.

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O diretor do PZ, Harley Araújo da Silva, destacou que a iniciativa tem relação direta com os mais de 188 hectares de área florestal do campus-sede, tendo o PZ como o maior fragmento de floresta preservada. “Formar brigadistas preparados para atuar na prevenção e no combate a incêndios florestais é parte essencial do cuidado com esse patrimônio ambiental, tanto para a universidade quanto para as comunidades do entorno.”



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V Simpósio de Ciências Ambientais da Amazônia Sul Ocidental e o II Simpósio de Ciências Agrárias do Vale do Juruá

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Livro reúne pesquisas da Ufac sobre teatro e saberes da floresta — Universidade Federal do Acre

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O professor, pesquisador e artista Flavio da Conceição, da Ufac, organizou o livro “Teatro do Oprimido e as Pedagogias das Florestas” (Mundo Contemporâneo; Edufac, 452 p.), que foi lançado na sexta-feira, 11, durante a 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

A obra é resultado de cerca de dez anos de pesquisas desenvolvidas na universidade, reunindo experiências que relacionam a metodologia teatral aos conhecimentos tradicionais da Amazônia. “Apresentamos o Acre como produtor de conhecimento e como semente de um pensamento que pode inspirar outros professores e artistas no resto do Brasil e do mundo”, afirmou Flavio.

As pesquisas que deram origem ao livro começaram após a chegada do professor ao Acre e à Ufac, em 2017. O contato com experiências amazônicas, estudantes filhos de seringueiros e indígenas e conhecimentos tradicionais da floresta levou o pesquisador a rever sua prática com o método Teatro do Oprimido, idealizado por Augusto Boal. A partir dessas vivências, os projetos passaram a investigar como a metodologia poderia ser afetada por esses saberes.

Os estudos teóricos e práticos foram desenvolvidos pelo programa de pesquisa e extensão Gesto da Floresta, criado e coordenado por Flavio através de projetos de iniciação científica e extensão. As atividades envolveram comunidades periféricas de Rio Branco, como Calafate e Cidade do Povo, parcerias com comunidades tradicionais hunikuin e shanenawa e experiências relacionadas ao santo-daime, à Barquinha e à ayahuasca.

Estudantes de graduação e pós-graduação participaram dos projetos e das pesquisas e alguns assinam artigos na publicação. O trabalho também contou com a contribuição de parceiros de outras cidades, países e territórios. Para o organizador, os alunos são coautores das experiências que contribuíram para a construção da proposta das pedagogias das florestas.

Antes da programação em São Paulo, o livro foi apresentado em 3 de setembro, no Rio de Janeiro, durante a 12ª Jornada Internacional de Teatro do Oprimido e Universidade. As atividades integram o projeto Gesto Semeando Cidadania, que conta com apoio do Pulitzer Center.



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