POLÍTICA
Em embate com Bolsonaro, Malafaia ironiza ‘bolsomi…
PUBLICADO
1 ano atrásem
Ramiro Brites
Após “arranca-rabos” públicos na imprensa e nas redes sociais, o pastor Silas Malafaia colocou panos quentes nas críticas à postura errática de Jair Bolsonaro nas eleições municipais. Ele condenou o ex-presidente por ter feito “jogo duplo” entre Pablo Marçal (PRTB) e Ricardo Nunes (MDB), para quem indicou o candidato a vice-prefeito na corrida pela prefeitura de São Paulo. O líder religioso também não gostou do apoio declarado do ex-presidente a Cristina Graeml (PMB), que disputa o segundo turno com Eduardo Pimentel (PSB), em Curitiba.
A VEJA Malafaia lembrou que está ao lado de Bolsonaro há muito tempo e disse que o presidente está sendo influenciado por “bolsominions viúvas de Marçal”. “Nada como um dia após o outro. Vão vir outros dias e eu quero ver a cara dessa raça, que eu chamo de ‘bolsominions viúvas de Marçal’, que querem tirar uma casquinha em cima de mim”, previu Malafaia.
“Isso [as críticas do pastor a Bolsonaro] não tem prejuízo nenhum [para a direita] porque todos nós que temos maturidade aprendemos mais com erros do que acertos. É só para a gente poder pensar um pouquinho. Para a gente ser mais incisivo naquilo que a gente acredita, independente do que rede social está falando. O líder não vive de momento, o líder vê lá o futuro. Ele aponta uma direção para o povo. Ele não pode deixar o povo indeciso”, explicou.
‘Pisada na bola’
Em live do portal bolsonarista AuriVerde Brasil, o ex-presidente também minimizou o embate e disse que ainda não conversou “nem por telefone” com o pastor após a série de críticas públicas, que provocaram a reação dos filhos de Bolsonaro. Apesar de contemporizar as falas de Malafaia, Bolsonaro classificou as declarações como “uma pisada na bola” do líder religioso e garantiu que não vai alimentar essa intriga porque brigas internas da direita iriam fortalecer o PSOL em São Paulo. “Ele tem um gênio explosivo, tem uma visão muito boa das coisas, mas, como é ser humano, dá uma pisada na bola”, afirmou Bolsonaro.
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POLÍTICA
A articulação para mudar quem define o teto de jur…
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10 meses atrásem
5 de maio de 2025Nicholas Shores
O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN).
A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica.
Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.
A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira.
Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.
Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios.
Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.
A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.
Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.
Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.
Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.
Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.
Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.


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